A HISTÓRIA DE IGARAPÉ-MIRI NO WIKIPÉDIA

23 mai

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Princesinha do Baixo Tocantins, Capital Mundial do Açaí,

Cidade das Palmeiras Imperiais e Caminho de Canoa Pequena.

A História de Igarapé-Miri tem detalhamentos na Wikipédia, que é a principal enciclopédia virtual e livre da atualidade.

Vejam os dados relatados sobre a Capital Mundial do Açaí:

Igarapé-Miri é um município do estado do Pará, no Brasil. É conhecido como a “Capital Mundial do Açaí“, por ser o maior produtor e exportador desse fruto no mundo. Localizado na margem direita do rio homônimo, na zona fisiográfica Guajarina

Segundo crônicas do tenente-coronel Agostinho Monteiro Gonçalves, teve como fundamento histórico uma fábrica e um depósito nacional para aparelhamento e extração de madeira de construção, exportadas dali para Belém. No reinado de D. João V. as terras estendiam-se desde a margem do Rio Santana do Igarapé-Miri, pelo centro, até do Rio Itamimbuca.

Em 1710, João Melo Gusmão obteve, por cessão, duas léguas abrangendo, inclusive, os terrenos onde estava situada a referida fábrica, logo vendida ao português agricultor e comerciante Jorge Monteiro, que edificou a primeira capela de Senhora Santana, em que realizava grandes festejos. Em 1730, sucedeu-o na posse da capela, engenho, casas da fábrica e de moradia João Paulo de Sarges Barros, que prosperou, também, com a produção de melaço, açúcar, aguardente e tecidos de algodão.

Fertilidade do solo, riqueza de seus habitantes e festas realizadas por Barros à Senhora Santana foram os principais fatores da imigração de muitos estrangeiros ali estabelecidos como comerciantes e agricultores.
Após a reconstrução da Igreja Santana do Igarapé-Miri, Barros entregou-a ao bispo Frei Miguel de Bulhões, que, em 1752, transformou-a em paróquia, cujo patrimônio foi constituído dois anos depois, pelo, fundador. O primeiro vigário foi o Padre João Sarges de Barros. 

Igarapé-Miri passou à independência como Freguesia de Nossa Senhora Santana, concorrendo para o desenvolvimento da mesma a existência de um furo. Este furo, na época das águas vivas permitia a passagem de barcos até 4.000 arrobas, constituindo assim ponto de parada para as embarcações que demandavam à cidade de Belém. 

Em 1843, adquiriu categoria de vila e de município, sido instalado em 1845. Entretanto, em 1930, foi extinto ficando seu território incorporado ao de Abaeté.

A restauração ocorreu no mesmo ano. Distrito criado com a denominação de Santana do Igarapé-Miri, em 1758, subordinado ao município de Belém.

Elevado à categoria de vila com a denominação de Santana do Igarapé-Miri, pela lei provincial nº 113, de 16-10-1843, desmembrado de Belém. Sede na antiga vila de Santana do Igarapé-Miri. Constituído do distrito sede. Instalado em 26-07-1845.

Elevado à condição de cidade com a denominação de Igarapé-Miri, pela lei estadual nº 438, de 23-05-1896. 

Pela lei municipal de 16-01-1910, são criados os distritos de Anapu, Canal, Espera, Itanimbuca, Maiauatá, Meruú-Açú, Panacauera e Pindobal. 

Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído de 9 distritos: Igararapé-miri, Anapu, Canal, Espera, Itanimbuca, Maiauatá, Meruú-Açú, Panacauera e Pindoba.

Pelo decreto estadual nº 6, de 04-11-1930, o município de Igararé-Miri foi extinto, sendo seu território anexado ao município de Abaeté e os seus distritos passando a figurar como zona administrativa. Pelo decreto estadual nº 78, de 27-12-1930, o município é criado novamente e é constituído de 2 distritos: Igarapé-Miri e do extinto município de Moju.

Pelo decreto estadual nº 931, de 22-03-1933, desmembra do município de Igarapé-Miri o distrito de Moju é restabelecido como sub-prefeitura.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído do distrito sede. 

Pela lei estadual nº 8, de 31-10-1935, menciona os nomes dos municípios do Pará figurando entre eles o município de Igarapé-Miri.
Em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937, o município é constituído de 4 distritos: Igarapé-Miri, Anapu, Maiauatá e Meruú.
Pelo decreto-lei estadual nº 2972, de 31-03-1938, o município de Igarapé-Miri é constituído do distrito sede. Voltando os distritos de Anapu, Maiauatá e Meruú à condição de zonas administrativas.

Pelo decreto-lei estadual nº 3131, de 31-10-1938, é criado o distrito de Concórdia com terras das zona de Maiauatá.
No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o município é constituído de 2 distritos: Igarapé-Miri e Maiauatá ex-Concórdia. 

Em divisão territorial datada de 1-VII-1960, o município é constituído de 2 distritos: Igarapé-Mirim e Maiauatá. Pela lei estadual nº 2460, de 29-12-1961, são criados os distritos de Menino de Deus do Anapu e Meruú.
Em divisão territorial datada de 31-XII-1963, o município é constituído de 4 distritos: Igarapé-Miri, Maiauatá Menino de Deus do Anapu e Maruú.
Pelo Acordão do Supremo Tribunal Federal (representação nº 246) do Estado do Pará os distritos de Menino de Deus do Anapu e Meruú foram extintos.
Em divisão territorial datada de 18-VIII-1988, o município é constituído de 2 do distritos: Igarapé Miri e Maiauatá.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 14-V-2001. 

HINO DE IGARAPÉ-MIRI

Cantamos, nobre mocidade
O hino que retrata nossa terra natal
Os heróis que lutaram com bravura
Na invasão e na revolta dos cabanos

Amada terra onde nascemos
Na imagem do gigante Tocantins…
És cidade eterna, majestosa,
De um passado venerável
E um presente de glória

Marchemos sempre junto a ti
Com pensamento de esperança
Para vencermos a luta –
Devemos ter coragem e confiança

Avante companheiros
Cantemos alto, nossa gentil canção
Com viva a liberdade –
Enaltecemos a Bandeira e o Brasão.

Salve bela Natureza
Com lindas fontes e rios que o céu retrata
De campinas e palmeiras seculares
São esplendores que simbolizam nossa terra

Verdejantes são os canaviais
Ás márgens dos barrentos igarapés…
Ouvindo a sinfonia dos engenhos
E o murmurar das cachoeiras
Desaguando no mar

Marchemos sempre juntos a ti
Com pensamento de esperança
Para vencermos a luta –
Devemos ter coragem e confiança

Avante companheiros
Cantemos alto, nossa gentil canção
Com viva a liberdade –
Enaltecemos a Bandeira e o Brasão.

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IGARAPÉ-MIRI: 119 ANOS DE EMANCIPAÇÃO POLÍTICA

23 mai

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No dia 23 de Maio de 1896 Igarapé-Miri se tornou Município.

Deixou de ser Vila e passou a ter autonomia política.

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Já foi a Terra da Cachaça. Já explorou o que podia no setor madeireiro. Até mesmo o arroz já foi grande fonte de riqueza no passado.

Hoje é Terra do Açaí. A Capital Mundial do Açaí.

Terra de gente humilde, hospitaleira, rica em sorriso e força. Pródiga em talentos musicais. Um sucesso na formação de grandes comerciantes desde os tempos do “Regatão”.

Intelectuais e bons profissionais são frutos desta Terra. De gente forte desse torrão.

Hoje o Diário do Pará faz justa homenagem a esta gente.

O GM reproduz as matérias e fotos divulgadas e torce para que rumo aos 120 anos e tantos mais, Igarapé-Miri trilhe firme para dias melhores e de muitas alegrias.

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IGARAPÉ-MIRI: A CAPITAL MUNDIAL DO AÇAÍ

Se o Pará é conhecido nacionalmente como a terra do açaí, boa parte desse mérito se deve ao município de Igarapé-Miri, no nordeste do Estado, e que completa 119 anos nesse sábado (23).

A antiga vila de Santana de Igarapé-Miri foi elevada à categoria de município no dia 23 de maio de 1896 pela Lei Estadual nº 438. Durante o século XII e parte do século XX, a cidade foi pólo industrial para produtores de cachaça, que era exportada para estados como Amazonas e Amapá.

“Na década de 1970, Igarapé-Miri teve 58 indústrias funcionando. A cana era transportada em batelões, barcos grandes que suportavam até 12 toneladas, guiados pela faia, um remo que era colocado na ponta da embarcação”, conta o radialista Carmo Lourinho, de 77 anos.

Carmo nasceu em uma localidade no interior de Igarapé-Miri e se mudou para o município em 1969. O radialista lembra do declínio da economia da cana, que perdeu força com a entrada de produtos mais baratos oriundos de outras regiões do Brasil, mas que levou o município a investir na cultura do açaí.

A cidade é, atualmente, conhecida como a capital mundial do açaí, tendo produzido incríveis 5.300 toneladas, em 2013, segundo informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE).

Apesar da fama ligada ao plantio do açaí, Carmo cita a hospitalidade da população como outro ponto forte do município. “Quero viver até o fim da vida nessa cidade”, revela o radialista. “Apesar das dificuldades, amo demais esse município. O povo é muito hospitaleiro, do tipo que as pessoas tomam café nas casas do outros. Todo mundo se conhece, isso cativa e atrai a gente. É como uma grande uma comunidade.”

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A CAPITAL DO AÇAÍ TAMBÉM É BERÇO DE GRANDES ARTISTAS

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A tradição artística é um dos pontos altos de Igarapé-Miri, terra onde nasceram personalidades da música popular paraense, como o mestre do Carimbó, Pinduca, e o mestre das guitarradas, Aldo Sena. O ritmo do banguê a bandas de metais também marcam a história cultural da cidade.

Aurino Quirino Gonçalves, mais conhecido como Pinduca, nasceu em Igarapé-Miri em 1937, e lá residiu até os seus 16 anos, quando se mudou para Belém com o sonho de servir ao Exército. “Igarapé-Miri era um jardim do paraíso, com palmeiras que embelezavam a frente da cidade. Meu pai era professor de música, um verdadeiro maestro. Comecei os estudos musicais aos 10 anos de idade”, lembra Pinduca.

O consagrado Rei do Carimbó relembra as tradições de Boi Bumbá, do Pássaro Junino e das quadrilhas que animavam o município durante o mês de junho. Essa época também era marcada pelos bailes – evento onde o músico começou sua carreira profissional.

“Nós tínhamos bailes muito bons, tocávamos tanto na cidade quanto nas localidades do interior. Havia o grupo Jazz Igarapé-Miri e a Tradição do Banguê, que é como um ‘irmão do carimbó’. Ou seja, minha formação musical começou mesmo em Igarapé-Miri”, destaca Pinduca.

Até hoje a tradição das bandas de metais se mantém viva neste município paraense, por meio de grupos como o Açaí Jazz Band.

(Hélio Granado/DOL)

GM NO SEMINÁRIO DE COMUNICAÇÃO E CONTROLE SOCIAL

22 mai

A experiência da criação do Blog Gazeta Miriense foi relatada no Seminário de Comunicação e Controle Social, realizado ontem (21/05) na Câmara Municipal de Belém.

O blog aceitou o convite de entidades que buscam um debate nacional sobre a Democratização da Mídia. Escalou o Dr. João Eudes para representar o Conselho Editorial.

Vejam a matéria do Blog AS FALAS DA PÓLIS de Diógenes Brandão:

SEMINÁRIO: A DEMOCRATIZAÇÃO DA COMUNICAÇÃO REFORÇA A LUTA POR UM PAÍS MELHOR

SEMINARIO COM 01

A democratização da mídia no Brasil ganhou mais um reforço nesta quinta-feira (21), em Belém do Pará, no debate realizado durante um evento, que trouxe o tema novamente à capital paraense. 

Com a presença do jornalista e blogueiro Altamiro Borges, presidente do Centro de Estudos da Comunicação Alternativa “Barão de Itararé“, que segundo um dos participantes, fez uma espécia de “aula magna”, sobre política e comunicação no Seminário “Democratização da Comunicação: A comunicação e o Controle Social em Belém”.

Miro fez um resgate da luta pela democratização e citou os motivos e danos que a demora deste processo causa ao país e à sociedade. Deu números importantes para uma análise profunda sobre os monopólios e sua voracidade sobre os recursos públicos, que mensalmente alimentam esta indústria.

SEMINARIO COM 02 

Entre blogueiros, sindicalistas, jornalistas, estudantes de diversos cursos na área da comunicação, de quatro (04) universidades de Belém, assim como militantes de diversos movimentos sociais, o evento foi apoiado por entidades como o FNDC – Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação, o núcleo paraense do Barão de Itararé e o AmazonWeb – Fórum de Blogueiros e Ativistas Digitais da Amazônia e teve o apoio das Centrais Sindicais, como a CUT e CTB, além do Sindicato dos Jornalistas, e todos com o convite por iniciativa do mandato da vereadora de Belém, Sandra Batista (PCdoB).

SEMINARIO COM 03 

Uma das falas mais marcantes da noite, foi feita pela ex-governadora do Pará, Ana Júlia Carepa. Além de uma análise sobre o papel das novas mídias, Ana fez a mea-culpa, admitindo que durante seu mandato, desconhecia o potencial da comunicação eletrônica e sua equipe de governo não valorizou os novos meios de comunicação alternativa e que isso foi um dos motivos de seu governo não ter tido êxito, a ponto de não ser reeleito. 

Em um dos trechos de sua intervenção, Ana Júlia chegou a lamentar que praticamente nenhum dos seus ex-secretário possuía sequer uma conta no twitter, mídia social fundamental, assim como outras citadas, pela hoje ativista digital e que foi a primeira mulher a governar o Estado do Pará, no período entre 2007 e 2010.

Radialistas também relataram suas experiências e lutas pela democratização da comunicação, quando as rádios comunitárias eram as vedetes dos movimentos sociais. A politização em torno das apreensões de seus equipamentos, prisões e processos dos dirigentes, foram resgatas pelos radialistas Nagi e Carlinhos, diretor e ex-diretor, respectivamente, do Sindicato dos Radialistas e na época, mantenedores da rádio comunitária Erê FM, lacrada pela polícia federal, há alguns anos.

 SEMINARIO COM 04

 A experiência do blog Gazeta Miriense foi feita pelo advogado João Eudes, que veio do município de Igarapé Miri à Belém, convidado para falar como surgiu e qual o papel que o blog cumpre na formação de opinião, informação e no debate político, na cidade que recentemente passou por uma eleição suplementar, por causa da cassação do ex-prefeito Pé de Boto, muito por conta das denúncias que a Gazeta Miriense fez.

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Convidada para a mesa, Roberta Vilanova, presidente do SINJOR-PA (Sindicato dos Jornalistas do Pará), fez a defesa da categoria e lamentou que muitos profissionais da imprensa ainda sejam confundidos como representantes da patrões e pontuou exemplos de como estes trabalhadores sofrem com os baixos salários e péssimas condições de trabalho e concluiu dizendo que o sindicato estará presente nos demais fóruns e ações em prol da democratização da comunicação e reforçando a luta dos movimentos sociais no Estado.

A guerra entre as duas famílias que controlam as maiores empresas de comunicação do Estado do Pará, foi citada pela maioria dos presentes e houve um consenso em torno da necessidade de revigorar a luta por uma antiga bandeira dos que lutam pela democracia plena no Brasil: A quebra do monopólio das sete (07) empresas familiares, que controlam tudo que é dito, lido, exibido e assimilado pelo povo brasileiro, através dos meios de comunicação de massa no Brasil.

No fim, todos os participantes receberam certificado de participação e concordaram em manter a luta pela democratização da comunicação, através de uma agenda a ser construída de forma coletiva e horizontal.

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 Entre os encaminhamentos propostos para a continuidade do debate, estão:

 A formação de um GT (Grupo de Trabalho) com as principais entidades presentes, para reformulação e implantação do Conselho Municipal de Comunicação;

A ampliação do FNDC-PA e a rearticulação do Núcleo Barão de Itararé-PA, assim como o apoio ao II AmazonWeb – Fórum de Blogueiros e Ativistas Digitais da Amazônia, previsto para acontecer no mês de Outubro deste ano. 

SUPERAÇÃO E UM BOM EXEMPLO: JESSÉ SOARES

22 mai

Histórias de superação e bons exemplos devem ser divulgados e valorizados.

Eles surtem um efeito motivador diante de qualquer situação.

Hoje foi divulgado no Blog da Franssinete Florenzano um desses belos exemplos. E vem da região do Baixo- Tocantins:

UMA HISTÓRIA DE SUPERAÇÃO

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Dá muita alegria publicar: Jessé Moreira Soares, garoto de família muito pobre de Limoeiro do Ajuru, queria estudar. Morava em Barcarena e todos os dias tinha que atravessar o rio Tocantins/Pará/Guamá para  poder frequentar a escola em Belém. Depois das aulas vendia bombons de chocolate no ônibus para se manter. Passou no vestibular da UEPA há quase 6 anos, em Medicina, curso disputadíssimo por gente bem alimentada, com retaguarda familiar e financeira. Fez 166 pontos de 200 nas provas objetivas, e 25 pontos de 30 na redação. Estudava de manhã sem tomar café, voltava para a aula à tarde sem almoçar, chegava em casa à noite e não tinha o que jantar. Acordar cedo, passar fome, não ter onde morar era sua rotina. Agora é médico, e será cirurgião, pelo seu destemido esforço, cujo sucesso é uma linda história de superação que merece ser divulgada e servir de exemplo a todos. O blog admira Jesse Soares.

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As pessoas de origem mais humilde certamente que enfrentam mais dificuldades, mas desistir de lutar não é o melhor caminho.

A educação é a dos melhores caminhos para superar a pobreza e as dificuldades da vida.

O Município de Limoeiro do Ajuru certamente se alegra com a história de um de seus filhos, que agora é médico.

Mas esse rompimento de uma barreira social que ganha destaque pode alertar a sociedade e os seus governantes a dar melhor apoio aos estudantes, cumprindo o que manda a Constituição e melhorando a vida da população.

Hoje Jessé Soares poderá retribuir com sua profissão seu aprendizado em escola pública e usufruir os frutos de sua luta.

Parabéns ao Jessé e ao povo lutador de Limoeiro de Ajuru.

A PESQUISA DOXA ERROU OU ACERTOU ?

21 mai

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A pesquisa da Empresa Doxa Comunicação acertou que Roberto Pina venceria a disputa.

Mas errou por uma boa distância em relação ao segundo colocado, que foi Toninho (34.13%) e não Joca (24,13%).

A explicação da empresa, segundo consta em seu site (doxacomunicacao.com.br: Doxa previu vitória de Pina) se pautou em três critérios:

1 – O crescimento de Toninho foi em cima dos indecisos, que a pesquisa nos dias 12 e 13 de maio dizia que eram 10,2%. Esses votos seriam flutuantes naquele momento.

2 – Pelo menos 3% dos votos de Joca e Pina migraram para Toninho na reta final.

3 – O aumento do número de abstenções. Em 2012 foram 15,3% que não votaram. Em 2015 passou para 25,5% (12.503 votos).

As pesquisas eleitorais conseguem captar momentos da eleição. Esses indicativos são importantes para aqueles que coordenam as campanhas.

Tanto isso é verdade que é certo que pesquisas internas tem sido realizadas faz tempo visando a Suplementar.

Mas apenas uma foi registrada e sobre ela pesam os erros e os acertos.

A experiência foi válida certamente, mas a pesquisa não consegue prever os deslocamentos políticos e as artimanhas dos candidatos na reta final.

Nas duas últimas semanas de campanha vários dos aliados de Darlene passaram a migrar. A maioria buscou se refugiar no grupo de Toninho. Com a divulgação da pesquisa isso só fez acelerar a baixa votação de Darlene.

Darlene também foi prejudicada pela ausência do “governo” em sua campanha.

O governo estava mais próximo de Joca Pantoja, pois o vice governador Zequinha Marinho apareceu no último comício na Vila de Maiauatá e fez diversas promessas de apoio, até mesmo a conclusão do asfaltamento da Rodovia do Açaí.

Além disso o Debate ocorreu na noite do dia 13 de maio, depois do encerramento da coleta de entrevistas da pesquisa eleitoral.

O debate também pode ter afetado o desempenho de Joca Pantoja, bem como dos demais candidatos.

A ausência de eleitores para a votação também era prevista.

O montante é que espanta. Mas isso é comum nos locais onde tem ocorrido eleição suplementar.

Em Igarapé-Miri existe também um grande número de eleitores que moram em Belém e localidades próximas.

Existe um custo de deslocamento, que muitas vezes é pago por candidatos. A lei não permite, mas não consegue fiscalizar e as passagens são doadas com certa facilidade.

É isso aí. E “vamo que vamo…”

O RESULTADO DA ELEIÇÃO SUPLEMENTAR POR BAIRROS E SEÇÕES

20 mai

ELEICÃO NO MIRI

Muitos ainda estão curiosos para saber qual o resultado da votação por bairros.

O GM ajuda a esses curiosos e aos leitores que querem mais detalhes da votação.

O arquivo não detalha por distritos, mas é só somar os votos das seções eleitorais e conseguir o resultado para fazer o mapeamento.

O certo é que Roberto Pina (PT) ganhou na cidade e Toninho (PMDB) teve maior votação na Vila de Maiauatá.

Mas na Zona Rural  oscilou bastante, sendo em maioria favorável ao eleito.

Vejam os arquivos:

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MPF GANHA RECURSO EM AÇÃO PENAL CONTRA RÔMULO MAIORANA JR.

20 mai

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O MPF divulgou hoje que conseguiu reverter a decisão que arquivou ação penal contra o empresário Rômulo Maiorana Jr. que trata de sonegação fiscal e crimes contra o sistema financeiro na compra de um avião.

Essa notícia deve dar grande repercussão, pois se trata não apenas de um dos maiores empresários do Estado, mas também vincula o maior grupo de comunicação do Pará.

O MPF ganhou o recurso e reverteu a decisão do Juiz Federal, Dr. Carlos Campelo, mas isso não significa que o Rômulo Jr. será condenado, mas certamente a RBA vai deitar e rolar contra ele nos próximos dias, já que se nota grande rivalidade entre os dois principais grupos de comunicação do Pará.

Vejam a matéria do site do MPF:

Tribunal atende MPF e processo contra Romulo Maiorana Jr por sonegação vai prosseguir

Denúncia criminal não tinha sido recebida pela Justiça Federal em Belém. Em julgamento ontem, por unanimidade, a 3a turma do TRF1, em Brasília, ordenou que processo continue

20/05/2015 às 14h45

Em decisão unânime, a 3a Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região em Brasília atendeu recurso do Ministério Público Federal e determinou o prosseguimento do processo criminal contra o empresário Rômulo Maiorana Jr e a consultora Margareth Mônica Muller, acusados de crimes contra o sistema financeiro nacional e pela sonegação de pelo menos R$ 683 mil em impostos. A denúncia foi feita em Belém em 2013 mas foi rejeitada pelo juiz Antônio Carlos de Almeida Campelo. Agora, com a decisão do TRF1, o caso deve prosseguir.

O MPF argumentou que a rejeição da denúncia foi incorreta porque não levou em consideração os nove volumes de provas produzidos pela Receita Federal que demonstram o crime de sonegação tributária. “Chega a preocupar o argumento trazido pela decisão recorrida, já que a sua leitura transmite a clara noção de que não foram manuseados, lidos ou considerados quer os termos da denúncia, quer, especialmente, os 9 volumes e suas 1621 páginas que acompanharam o inquérito policial”, disse o recurso do MPF.

Maiorana Jr e Margareth Muller foram investigados pela Receita Federal e denunciados pelo MPF porque registraram a compra de um avião como sendo apenas um arrendamento da aeronave. Para esse tipo de transação comercial, o arrendamento operacional sem opção de compra, os impostos são reduzidos. O avião foi vendido pela International Jet Traders Inc à ORM Air por 16,4 milhões de dólares. Para fazer a importação, a ORM contratou a consultoria Birdy Aviation & Consulting, dirigida por Margareth Mônica Muller.

A Receita apurou que os acusados não informaram sobre remessas de dinheiro ao exterior para pagar parcelas do avião. E também não declararam depósito bancário de 1 milhão de dólares que mantiveram em conta no exterior, desde novembro de 2011 até os primeiros meses de 2012, como fiança do contrato de compra e venda.

Em junho de 2013, a aeronave foi apresentada à Receita Federal em Belém como importação decorrente do arrendamento. A Receita, no entanto, detectou que as informações apresentadas eram falsas e serviam apenas para mascarar um contrato de compra e venda.

Caso condenados, os acusados podem ter que cumprir penas que chegam a seis anos de reclusão.

Se o leitor do GM quiser saber mais sobre o Processo nº 6351-07.2013.4.01.3900  pode ler abaixo a denúncia e o recurso:

Íntegra da denúncia inicial

Íntegra do recurso pelo recebimento da denúncia

Lúcio Flávio Pinto

A Agenda Amazônica de um jornalismo de combate

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