ONTEM ASSALTO NO POLO UNIVERSITÁRIO, HOJE MORTE DE PROFESSOR. E AMANHà?

MIRI PEDE PAZ

Dias tristes de violência em Igarapé-Miri neste início do mês de outubro.

Ontem o Polo Universitário foi palco de assalto a estudantes que finalizavam a graduação. Imagens divulgadas no portal G1 e mostram quando os meliantes saem correndo após a chegada da Polícia Militar.

https://g1.globo.com/pa/para/noticia/cerimonia-de-tcc-e-invadida-por-assaltantes-e-termina-em-tiroteio-no-pa.ghtml

Muitos tiros e susto para os universitários. A maioria dos objetos foi recuperado, segundo informações da polícia civil, nesta semana sob comando do Delegado Társio Martins.

Mas hoje a tarde se divulgou que duas mortes ocorreram num sítio próximo a Igarapé-Miri. Informações preliminares indicam que estaria sendo armada uma embosca para o Ruzol, dono do sítio que fica no Canal.

Mas infelizmente o professor Renato Silva Neto foi quem passou pelo local, acompanhado de outro pessoa que iria fazer um trabalho no sítio.

Ruzol está em liberdade provisória após certo período na prisão por conta da Operação Falso Patuá.

O professor Renato Silva atua na área da educação física, sendo muito querido na comunidade acadêmica e a notícia de seu falecimento de modo trágico comoveu a comunidade Miriense.

renanto silva

Existe o temor que uma nova onde de violência se alastre na Terra do Açaí.

Diversos movimentos vem ocorrendo nos últimos anos e apelos pela PAZ tem sido uma constante, com passeatas e até fechamento de estradas.

É bom que se alertem as autoridades e se busquem soluções.

A polícia local, seja civil ou militar tem feito o possível para atuar com rigor. Mas é preciso também que a comunidade ajude, seja denunciando ou pressionando para que as autoridades envolvidas na Segurança Pública cumpram seu papel.

Lamentamos as mortes ocorridas hoje. Que Deus tenha piedade dos que tem falecido por conta dessa violência desenfreada e de todos nós…

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SINDICATO DENUNCIA QUE “CARTEL DO AÇAÍ” EXCLUIU PEQUENOS PRODUTORES

A riqueza que veio como benção da natureza nem sempre é aproveitada em favor de todos.

Nos últimos anos o AÇAÍ teve muita valorização e virou fruto também de cobiça de grandes empresários e especuladores.

Tem gente que não planta, não colhe, não irriga, não transporta, mas lucra muito com a venda do açaí.

Essa riqueza não vem sendo socializada com a população Miriense, apesar do Município ser considerado a CAPITAL MUNDIAL DO AÇAÍ. Tanto isso é verdade que a pobreza e o desemprego continuam aumentando.

Mas também é certo que o AÇAÍ é que sustenta boa parte da população, principalmente os pequenos agricultores e produtores do fruto. E esse dinheiro movimento o comércio local.

Mas parte desses produtores começou a gritar denunciando a exclusão do mercado com a formação de cartel. Pelo menos é que o que se vê na denúncia publicada em rede social de divulgada hoje no Blog Poemeiro do Miri:

Sindicalista do STTRIM fala em “cartel” e “monopólio” sobre preço do Açaí, em Igarapé-Miri: pode(ria) estar havendo manobra empresarial contra os pequenos produtores(as)

Em tom de desabafo e na linha de orientação, conclamação à classe trabalhadora produtora de Açaí, em Igarapé-Miri, o Presidente do STTR conclama lideranças e produtores(as) mirienses para enfrentar possível “cartel” praticado por empresários.

Seriam sinais evidentes de uma inevitável luta de classes, em prol dos trabalhadores e do Açaí de Igarapé-Miri (PA)? Há unidade na classe trabalhadora que permita construir essa e outras frentes? Aproveitadores/as, digamos nós, não estão faltando para crescer às custas e às costas de nossos irmãos trabalhadores(as) rurais. 

Confira a publicação, a seguir:

COMUNICADO À SOCIEDADE MIRIENSE: Em virtude da brusca desvalorização do preço do açaí inatura, ocorrido na semana passada, sem nenhuma justificativa e, compreendendo a necessidade de oferecer resistência a uma suposta formação de cartel envolvendo empresas compradoras deste produto, nós, entidades abaixo assinadas, convocamos nossos associados e associadas a interromperem a coleta e venda do açaí, até que normalize tal situação, estendemos também este apelo a todos os demais produtores e produtoras deste município, que sabem o custo de produção do produto açaí tão bem como sua importância na economia local. Não podemos ficar refém desse monopólio, onde a indústria paga quanto quer, o atravessador trabalha com margem de lucro restando ao produtor arcar com todas as despesas de produção como manejo, limpeza da propriedade e colheita do produto. Informamos também que interpelaremos junto às autoridades, para que sejam tomadas todas as medidas judiciais cabíveis. “Açaí com Preço Justo, Garantia de Qualidade de Vida!”. Assinado: Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Igarapé-Miri (STTR), Federação das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidaria do Baixo Tocantins (FECAFES). Associação Mutirão de Igarapé-Miri. Cooperativa dos Empreendedores Populares de Igarapé-Miri (CAEPIM). Cooperativa de Desenvolvimento de Igarapé-Miri (CODEMI). Associação de Assentamento Agroextrativista Emanuel do Município de Igarapé-Miri (FIM), (Eliézer Souza dos Santos; Presidente do STTR – Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Igarapé-Miri, via Facebook)

É bom lembar o que significa CARTEL: Acordo de cooperação entre empresas que buscam manter (entre elas) a cota de produção do mercado, determinando os preços e limitando a concorrência,

E também o que significa MONOPÓLIO: exploração sem concorrente de um negócio ou indústriaem virtude de um privilégio. É a posse ou o direito em caráter exclusivo. Ter o monopólio é possuir ou desfrutar da exploração de maneira abusiva, é vender um produto ou serviço sem concorrente, por altos preços. Do grego monos, que significa “um” e polein que significa “vender”.

Se é verdade o que afirmam os produtores rurais, algumas grandes empresas não produzem o açaí, mas fizeram um acordo para ditar qual o preço que devem pagar ou pior ainda, quando e onde devem comprar dos nossos produtores locais.

Esse preço caiu para facilitar que esses grandes empresários tenham mais lucro, pois o açaí que compram é para exportação, onde a venda é feita em dólar. Com isso aumentam seus lucros na costa do produtor.

O caso é grave, pois se o produtor ganha menos do que o custo de produção também não terá lucro. O resultado dessa situação pode ter vários caminhos, todos ruins para os produtores e para nossa população.

Vamos ver onde vai dar.

Enquanto isso a TAXA DO AÇAÍ que foi criada para valer em 2017 também não saiu do papel e até hoje esses que comprar açaí para levar a outras cidades não pagam um centavo para o município, mas deixam os buracos nas vicinais e quebram nossos trapiches.

E diz um velho ditado, “quando a cabeça não pensa, o corpo é quem padece...”

ESCOLA ENEDINA É DESTAQUE EM MATÉRIA PRODUZIDA PELA ONG REPÓRTER BRASIL

 

CONFIRA A MATÉRIA

Escolas do Pará realizam trabalho preventivo ao trabalho escravo em dezenas de municípios

Comemorações do Dia da Independência tiveram como tema o combate ao trabalho escravo. Alunos e professores mobilizaram comunidades e realizaram ações de prevenção ao problema em diversas regiões do estado

Na semana do dia 7 de setembro, escolas da rede pública estadual do Pará realizaram atividades de prevenção ao trabalho escravo em pelo menos 15 municípios de 8 regiões do estado vulneráveis à ocorrência dessa prática criminosa. Foram produzidos cartazes, desenhos, poemas, cordéis, vídeos, paródias e dramatizações. Os alunos também protagonizaram desfiles e passeatas, alertando as comunidades para o risco de outras violações como aliciamento, trabalho infantil e tráfico de pessoas.

 

Essa mobilização faz parte do projeto de formação continuada realizado pelo Escravo, nem pensar! para gestores e técnicos da Educação da rede estadual de ensino do Pará, que conta a parceria da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e o apoio do Ministério Público do Trabalho da 8ª região (MPT-PA). Desde novembro de 2016, profissionais da Educação das regiões de Abaetetuba, Castanhal, Conceição do Araguaia, Mãe do Rio, Marabá, Santa Izabel, Tucuruí e região metropolitana de Belém foram responsáveis por multiplicar o tema do trabalho escravo e assuntos correlatos para 607 educadores de 332 escolas, alcançando 54 municípios.

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(Durante passeata no município de Igarapé-Miri, alunos da Escola Estadual Enedina Sampaio Melo destacam a relação entre migração para a ocupação da Amazônia e trabalho escravo).

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(No município de Bom Jesus do Tocantins, alunos da Escola Estadual Maria Sylvia protagonizaram corrida esportiva com o tema do trabalho escravo).

A ampliação da rede de prevenção ao trabalho escravo no Pará é estratégica para o combate a esse crime. O estado é o campeão nacional em casos de resgates de trabalhadores encontrados nessa situação de exploração. Desde 1995, quando o Estado brasileiro assumiu ocorrência do trabalho escravo em território nacional, até 2016, mais de 13 mil trabalhadores foram libertados no estado, o que representa 25% do total de libertados no país.

FONTE: http://escravonempensar.org.br/novidades/ repórter brasil

PREFEITO DO MOJU É CASSADO, MAS FICA NO CARGO ATÉ JULGAMENTO NO TRE

IEIÉ

Hoje a região do Baixo Tocantins foi surpreendida com a decisão da Justiça Eleitoral que cassou o mandato do Prefeito Ieié e de seu vice por condutas vedadas, abuso de poder econômico e político nas eleições de 2016.

O juiz Waltencir Gonçalves ainda determinou a inelegibilidade do prefeito pelos atos ilícitos que teria cometido e aplicou multas:

CASSACAO MOJU 01

CASSACAO MOJU 02

A disputa política no Moju é liderada por dois grupos políticos fortes. De um lado o grupo do PMDB liderado pelo deputado Iran Lima (que já foi prefeito por 8 anos) e de outro o grupo do PSDB que já foi liderado por Parola (também com 8 anos de prefeito) e hoje é comandada por Ieié, reeleito em 2016.

As acusações da Coligação de Iran Lima sustentaram que os seguintes fatos:

Em primeiro lugar, destacou que já em fevereiro/2016, o 1º requerido “usando do cargo de Prefeito e dos respectivos recursos públicos” publicou o Informativo Prefeitura em Ação, com tiragem de cerca de 2.000 exemplares, veiculando “material de propaganda que ultrapassa os limites das informações de interesse público para, se transformar em verdadeiro veículo de massificação da informação da pré-candidatura…”, conforme matérias e registros fotográficos nele encartados. Nova publicação, nos mesmos moldes, nominada Informa Moju foi veiculada “em período absolutamente crítico – 10.07.2016”, afrontando as disposições da Lei 9.504/97 e a LC 64/1990. Asseverou que não houve publicação semelhante nos anos anteriores e que não havia no Orçamento Anual de 2016 nenhuma rubrica destinada a propaganda institucional. Ademais, o patente desvio de finalidade da propaganda, desviante do dever de informar para se transformar em veículo de “promoção pessoal exagerada que se transmuda em propaganda eleitoral disfarçada” é ofensivo ao art. 37, caput e §1º, da Constituição Federal, e, portanto, do art. 73, II, da Lei das Eleições.

Na sequência, agregou que a campanha dos Requeridos utilizou, no período crítico e vedado (02.07 a 30.10.2016) “sítios eletrônicos da administração pública, como no site da ASCOM – Assessoria de Comunicação do Município de Moju”, para também “veicular propaganda de obras públicas atreladas a administração do candidato Prefeito em reeleição…em detrimento aos demais candidatos que não possuem a máquina como instrumento da campanha eleitoral”, conforme histórico que enuncia, consubstanciando propaganda desvirtuada em bem público, malferindo o disposto no art. 74 da Lei das Eleições.

Finalmente, reportou que “apenas no período de conduta vedada que teve início em 01.01.2016 o Prefeito 1º R. fez contratação de cerca de três mil servidores, nas quais a intenção é unicamente em auferir benefício eleitoral”. Disse excessivas tais contratações temporárias, superando mesmo o quantitativo de cerca de 1.800 servidores efetivos do Município. Do total de contratações temporárias, cerca de 300 teriam sido efetivadas entre abril e junho de 2016, contemplando “apaniguados eleitorais, como lideranças, cabos eleitorais e um exército de simpatizantes para trabalharem política e eleitoralmente em favor dos RR.” Afirmou a ocorrência de cerca de 200 contratações datadas de 01.07.2016, data em que a Prefeitura não funcionou em razão de ter sido declarado ponto facultativo todas as sextas feiras do mês de julho/2016, consignando-se tal data para fraudar a lei e dar ares de legalidade aos contratos. As contratações irregulares estenderam-se até 29.09.2016, véspera das eleições, revelando tratar-se de “operação eleitoral…e, que a contratação foi usada como moeda de troca de voto, contratações que atendem aos interesses eleitorais de cooptação dos votos dos contratados e suas famílias”, substanciando atos de abuso do poder político e de autoridade.

O Juiz ouviu testemunhas e coletou provas. E com isso entendeu que eram graves o suficiente para a condenação.

Este caso é bem parecido com aquele que resultou na condenação de Toninho Peso Pesado nas eleições suplementares de 2015, mas que o TRE entendeu por reformar pelo placar de 4 a 2, mantendo apenas as multas.

E também se assemelha em parte a algumas acusações contra Zenaldo Coutinho quando foi candidato à prefeitura de Belém em 2016. Especialmente pela contratação de temporários e propaganda institucional em redes sociais.

O Prefeito Ieié e seu vice continuarão no cargo até que seus recursos sejam julgados pelo Tribunal Regional Eleitoral, o que pode demorar pelo menos 6 meses. O mais provável é que fique para o próximo ano essa definição.

O caso de Zenaldo já está por lá desde 2016 e ainda não foi julgado, daí se esperar certa demora nos demais casos de cassação de prefeitos em relação ao pleito de 2016.

As ações eleitorais contra Toninho Peso Pesado referentes às eleições de 2016 ainda estão em fase de instrução, ou seja, ainda vão ser ouvidas as testemunhas e não tem previsão de sentença.

E assim o mundo gira…

SELEÇÃO MIRIENSE SUB-18 ADIA SONHO DO INTERMUNICIPAL

sub 18 ano 2017 03

Ainda não foi dessa vez que a seleção Miriense de futebol chegou a um título estadual.

Mas nossos atletas estão de parabéns pela luta e empenho neste campeonato de 2017. A superação de tantas dificuldades levou nossos garotos até a semifinal, deixando para trás seleções de bom nível e com patrocínio.

O jogo de ontem ficou no placar de 3 a 1 para a seleção de Acará, que avançou para a final, depois de vencer a primeira partida em Igarapé-Miri por 2 a 1.

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Certamente que se esse trabalho for mantido e com maior apoio nossa seleção chegará ao título que tanto almeja no futebol paraense.

Toda a equipe técnica e atletas estão de Parabéns. Não percam a motivação pois estão no caminho certo. Que venha 2018.

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IBGE: POPULAÇÃO MIRIENSE CHEGA A 60.994 HABITANTES

Esta semana o IBGE divulgou informações sobre a estimativa populacional dos municípios brasileiros. Esses dados apontam que Igarapé-Miri tem hoje 60.994 habitantes e está entre os 30 maiores municípios do Estado do Pará (29 colocação).

O próximo censo populacional só vai ocorrer em 2020, mas essa estimativa do IBGE é relevante e é feita com base em estudos técnicos, que certamente merecem credibilidade e estão muito próximos da realidade. Tanto que influencia no repasse de recursos federais via FPM, onde pelo menos 6 municípios vão ter aumento: Ipixuna do Pará, Medicilândia, Santo Antônio do Tauá, São João do Araguaia, Tailândia e Tomé-Açu.

É verdade que muitos eleitores Mirienses não moram de fato na Terra do Açaí na maior parte do ano, mas certamente não largam suas raízes e familiares.

De outro lado, a migração de área rural para a sede do município deve ter diminuído nos últimos anos diante da força do açaí nas áreas ribeirinhas.

Mas os problemas na área de saúde ainda são um grande drama, seja para os ribeirinhos ou para os que moram na sede do município.

Mas o Miriense é forte e não desiste de lutar. Vamos que vamos…

Veja a tabela com a estimativa do IBGE nos municípios do Pará ano 2017:

IBGE PA 2017

IBGE PA 2017 02

IBGE PA 2017 03

Vejam a matéria da Famep sobre a estimativa populacional no Pará:

Pará tem mais de 8 milhões de habitantes em 2017, estima IBGE

O Pará atingiu a marca dos 8 milhões de habitantes em 2017. Mais precisamente 8.366.628 pessoas. O dado vem das estimativas populacionais divulgadas no último dia 30 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e a data de referência usada é 1º de julho de 2017. O Estado segue como 9º mais populoso do Brasil e primeiro do norte.

O estudo apontou ainda uma tendência de aceleração de crescimento demográfico com percentual de 1,14% a mais de habitantes comparado a 2016. Segundo o IBGE, Belém é o município mais populoso do estado, com 1.452.275 habitantes. Na estimativa nacional, a capital aparece em 12° lugar entre as 17 com mais habitantes no país. Já a cidade com menor número de habitantes do estado é Bannach, na região sul do estado. São 4.612 pessoas, segundo a estimativa.

Dos 144 municípios do Pará, cerca de 126 apresentaram, em um ano, algum tipo de aumento populacional, com destaque para São Félix do Xingu (3,50%), Canaã dos Carajás (3,37%), Ulianópolis (3,20%), Anapu (3,14%) e Parauapebas (3,11%).

Na estimativa nacional foi registrada uma queda de população em 25% dos municípios brasileiros. No Pará, apenas 19 reduziram o número de habitantes. As cinco cidades que apresentaram a maior redução da população entre 2016 e 2017 foram Jacareacanga (-8,96%), Faro (-2,22%), Senador José Porfírio (-1,98%), Pau D’Arco (-1,75%) e Bannach (-1,02%).

O IBGE não chegou aos números divulgados ontem contando de casa em casa a população brasileira. Isso só deve ocorrer em 2020, quando é esperada a realização do Censo Demográfico. O método baseia-se na projeção da população estadual e na tendência de crescimento dos municípios, delineada pelas populações municipais captadas nos dois últimos Censos Demográficos (2000 e 2010).

Preocupação – “As estimativas do IBGE são sempre avaliadas com cuidado pelos municípios, porque nem sempre elas refletem a realidade. E elas são muito importantes para que a gestão consiga fazer o planejamento das ações mais próximo do que realmente é a necessidade do município”, explicou o presidente da Federação das Associações dos Municípios do Estado do Pará (FAMEP), Xarão Leão.

“É importante que os gestores que avaliarem que os dados estão longe da realidade local saibam que podem e devem contestar o IBGE, já que eles interferem em toda a lógica da gestão”, destacou o presidente. O prazo para contestação vai até o dia 18 de setembro e o pedido de reavaliação com comprovação dos registros populacionais deve ser encaminhado ao escritório estadual do IBGE.

Arrecadação – As estimativas populacionais municipais são um dos parâmetros utilizados pelo Tribunal de Contas da União no cálculo do Fundo de Participação de Estados e Municípios, referência para vários indicadores sociais, econômicos e demográficos. No Pará, segundo um estudo realizado pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Jacareacanga/PA é o município que provavelmente terá redução de coeficiente, saindo de 1.80 para 0.60.

Isso porque o município teve uma expressiva redução populacional em – 8,96%. A gestão municipal precisará se preparar para o próximo ano com o possível impacto que essa redução poderá ter na receita do município. Em contraste com Jacareacanga, seis outros municípios que tiveram aumento populacional também poderão sofrer alteração de coeficiente.

Porém, dessa vez, a probabilidade é que eles tenham um aumento de recurso por meio do FPM. São eles: Ipixuna do Pará, Medicilândia, Santo Antônio do Tauá, São João do Araguaia, Tailândia e Tomé-Açu. 

ESCOLA MARANATA DIVULGA NOTA SOBRE A MERENDA VENCIDA

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O GM recebeu nota de esclarecimento da Escola Maranata, onde se destaca que o produto realmente foi encontrado vencido, mas que a merenda nessas condições não foi servida aos alunos.

E tomara que fatos dessa natureza sejam comunicados para as devidas providências do fornecedor e das autoridades conforme a gravidade.

Vejam o teor:

Nota de esclarecimento
A Escola Maranata vem se pronunciar quanto às informações divulgadas em redes sociais, sobre a escola está servindo merenda escolar vencida. Em virtude destas informações gostaríamos de fazer os seguintes esclarecimentos.
Em nenhum momento a escola serviu merenda escolar vencida aos alunos. Foi encontrada sim, apenas uma polpa de fruta vencida no meio das demais que não estavam vencidas, e a mesma foi separada pelas merendeiras e informado a diretora da Escola, para que fosse mostrado ao fornecedor. Foi exatamente essa embalagem de merenda que um membro do Conselho de Alimentação Escolar encontrou na pia da escola.
Jamais teríamos uma postura duvidosa e inverídica sobre este caso, pois temos responsabilidade e primamos pela qualidade do que recebemos para os nossos alunos. Sempre que for preciso defenderemos o bem estar dos nossos alunos e buscaremos a qualidade em todos os aspectos dos serviços que oferecemos.
A direção