IGARAPÉ-MIRI, A CAPITAL DAS GANGUES?

sec seg publica

O blog do Lúcio Flavio Pinto, um dos mais lidos e bem fundamentados do Pará, fez uma matéria destacando uma das observações do Secretário de Segurança do Estado sobre a Operação Timbó, vejam:

Numa autêntica operação de guerra, 200 policiais (180 civis e 20 militares), divididos em 50 equipes, utilizando 60 veículos, chegaram ontem cedo a Igarapé-Miri para cumprir 100 ordens judiciais, entre mandados de busca e apreensão e prisão preventiva.

Não conseguiram executar toda missão, mas retiraram do município 34 pessoas (27 homens, 4 mulheres e 3 adolescentes) que serão processados, principalmente por roubo, mas também por tráfico de drogas. A operação prosseguirá pelos próximos dias, até finalizar a sua missão.

Trata-se de fato incomum na rotina da segurança pública no Pará: uma resposta do governo às críticas, apelos e sugestões da população, atormentada pela alta criminalidade em Igarapé-Miri. Segundo o delegado-geral, Rilmar Firmino, o município é um caso à parte no Estado:

É praticamente o único município paraense que ainda tem gangues, o que é uma coisa histórica, mas nós estamos buscando dar um fim a essa situação”.

É isso mesmo? Não há mais gangues pelo interior do Estado?

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A disputa entre gangues é uma realidade, mas parece que ocorre também em outros locais, inclusive na Região Metropolitana de Belém, onde homicídios aos montes são relatados todos os anos.

A Terra do Açaí voltou para o noticiário policial, uma tristeza para todos os cidadãos de bem desta cidade, que não cheiram pó, não brigam, não roubam e não cometem ilícitos.

Mas o combate aos motivos da violência não depende somente da polícia ou das conclusões pouco lúcidas do Secretário de Segurança, mas de todos nós.

O Município já tem promotor de justiça, que esperamos que seja titular por um bom tempo. Vamos torcer que o Dr. Daniel Menezes de Barros possa cumprir com sucesso sua missão em Igarapé-Miri.

 PROMOTOR DANIL IG MIRI

Das 34 pessoas detidas pela Polícia Civil, seria bom que se informasse também quantas delas estarão de volta nas ruas antes do fim do mês ou os avanços da Operação Timbó.

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Essa falta de conhecimento das ações das autoridades policiais ou de vinculação com o público também é uma das causas de descrédito. Mesmo quando a atuação se mostra eficaz, ainda assim nem sempre estimula a população a denunciar criminosos ou a fazer um simples boletim de ocorrência.

O Poder Judiciário ainda é lento para julgar os casos de violência. Até mesmo o caso Pé de Boto na Operação Falso Patuá continua sem nenhuma divulgação depois que foi revogada sua ordem de prisão.

pe de boto vacinado

A sensação de impunidade ainda é um dos maiores estimulantes da criminalidade…

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