DUAS PESQUISAS REGISTRADAS NÃO FORAM DIVULGADAS ?

Na semana passada duas pesquisas eleitorais foram registradas na Justiça Eleitoral para ver a situação dos candidatos em Igarapé-Miri.

PA-07797/2016 Eleições Municipais 2016 V. C. H. A. SERVICOS LTDA. – ME / VERITATE 14/09/2016 PA / IGARAPÉ-MIRI
PA-00204/2016 Eleições Municipais 2016 VEIGA CONSULTORIA E PESQUISA LTDA – EPP / BILHETIM – CONSULTORIA E PESQUISA 13/09/2016 PA / IGARAPÉ-MIRI

A da VEIGA chegou a ser impugnada, mas que não foi impedida de divulgar o resultado, que era previsto pra dia 19 de setembro. E nada.

A outra foi, da VERITATE, sequer foi impugnada, tinha prazo para divulgação no dia 20. E também não foi divulgada.

No mínimo estranha essa postura. Quem gastaria 2 mil ou 6 mil por uma pesquisa registrada para guardar em casa ?

Apesar que esse valor geralmente não é contabilizado na campanha ou é subestimado.

Geralmente quando o resultado é favorável a quem tem interesse na pesquisa eles divulgam na mesma hora. Só quando é contra que escondem e buscam ver os erros para melhorar o desempenho eleitoral.

Existem várias broncas pipocando em diversos municípios em relação a pesquisas eleitorais falsas. O blog Ver-o-Fato escreveu uma matéria interessante sobre isso. Vejam:

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“O tempo passa, a barba cresce”, já dizia um antigo narrador esportivo paraense durante a transmissão de partidas de futebol. A barba, na verdade, não só cresce como também está de molho.  É que tem candidato a prefeito que vê escapar, com a proximidade da eleição, a possibilidade de chegar ao poder ou emplacar um novo mandato.
Aí, vale tudo e o jogo é sujo. Pesquisas eleitorais falsas, que usam nomes de institutos e pessoas, até mesmo com falsificação de notas fiscais de pagamento, começam a circular por vários municípios paraenses.
De Marabá a Parauapebas, de Altamira a Rurópolis, apenas para ficar nos mais conhecidos, fraudes foram montadas na tentativa de enganar eleitores e fazê-los acreditar em números manipulados por candidatos que agem no desespero, utilizando os nomes de institutos ou de pessoas nas manobras ilícitas.
Em Parauapebas, três pesquisas comprovadamente falsas já foram descobertas, com o desmentido de institutos cujos nomes foram usados para registro junto ao Tribunal Regional Eleitoral. O Instituto Ito, de Porto Alegre (RS), o Instituto Gauss, de Palmas (TO) e o Instituto Escutec, de São Luís (MA) tiveram seus nomes arrolados nas fraudes.
Apenas o Instituto Ito, até agora, publicamente desmentiu que esteja a realizar pesquisa em Parauapebas. O Gauss não responde ao telefonemas feitos, assim como o Escutec, que supostamente teria registrado no TRE do Maranhão uma pesquisa feita em Parauapebas, no Pará. O que no mínimo é tão estranho quanto absurdo, pois a legislação eleitoral não permite que pesquisa registrada num Estado seja feita em outro. 
Em Marabá, o Instituto Vox Populi, citado nas redes sociais como contratado para realizar pesquisa no município, desmente a armação. Em Altamira ocorre de candidatos divulgarem resultados com citações de institutos que negam ter feito pesquisa na região. 
Pior ocorreu em Rurópolis, onde o nome de um jornalista de Belém, que assessora um órgão federal, apareceu como autor de desembolso de R$ 12 mil para pagar suposta pesquisa. “Eu estou doente, estive hospitalizado, e usaram meu nome nessa fraude”, declarou o jornalista, Ele informou já ter pedido à Polícia Federal para investigar o caso.
Em outros municípios também circulam pesquisas falsas para todos os gostos. O que demonstra a existência de uma quadrilha a serviço de candidatos que, eleitoralmente, estão com a corda no pescoço. Se compram pesquisas fajutas ou falsificam resultados, o que não farão se forem eleitos?
Está na hora de a Procuradoria Eleitoral começar a agir e colocar a polícia na rua para investigar e prender os autores dessas fraudes. 
Detalhe: nenhuma pesquisa que não tiver sido registrada no TRE poderá ser divulgada, sujeitando os infratores a multas  que vão de R$ 50 mil a R$ 116 mil, além de tempo na cadeia de até um ano.
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