RETIRADA DAS TELHAS DA ESCOLA TERIA SIDO POR FALTA DE PAGAMENTO DO EMPREITEIRO

O GM publicou matéria ontem sobre a roubo de telhas da cobertura de uma quadra.

Hoje recebeu informações da pessoa que retirou as telhas e deu explicações sobre o fato. Se trata de uma obra pública com recursos federais (Convênio do Município com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação – FNDE) para cobertura da quadra de escola.

Informou que a obra está sendo feita na Escola RAIMUNDO EMILIANO PANTOJA. sob responsabilidade de uma empresa de propriedade do Sr, MANOEL RAIMUNDO CORREA DE ALMEIDA (hoje candidato a vereador – PROF. PITY – 33000),  pela Coligação Proporcional UNIÃO E TRABALHO III (PMN/PEN/PC DO B/PTB).

A empresa teria contratado o Sr. TONINHO para trabalhar na obra e este teria comprado as telhas e feito o serviço. Guardou a nota fiscal que comprova a compra. Mas como não recebeu pelo trabalho resolveu ir buscar o material.

Daí gerou esse problema. Mas o Sr. TONINHO explica que fez a retirada durante o dia e nem foi de todo o material e que pessoas viram o ocorrido. Guardou as telhas até receber o que entende que é devido da empresa para a qual trabalhou.

A explicação é devida aos leitores e ao que parece está de acordo com uma ocorrência policial feita pela Prefeitura, que procurou se respaldar pelo retirada das telhas, pois a Escola é Municipal, mas a obra é paga com recursos federais via convênio e ainda não está finalizada.

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O Sr. TONINHO tem todo o direito de receber, pois trabalhou e gastou seu dinheiro. E diz que vai buscar receber o que entende devido na Justiça.

Ocorre que a empresa contratada tem direitos e obrigações. E ao contratar outras pessoas não pode autorizar retirada de materiais, ainda mais depois de instalados, sem comunicar a Prefeitura, pois a escola é municipal.

Isso foi que gerou a bronca. E se existe débitos, tem que ser cobrados da forma devida e não com a retirada de materiais.

Em período de campanha política tudo vira motivo para críticas, de um lado e outro.

Fato parecido também ocorreu no Hospital Sant’Ana dias atrás, quando um operário teria ido buscar equipamentos alegando falta de pagamento.

Em prédio público não se pode retirar bens sem autorização. E o mesmo também ocorre nas casas das pessoas comuns. Quem entra ou saí de uma residência não pode levar o que quiser sem autorização do dono.

Pode até ser que a Governo Federal ou a Prefeitura atrasem os pagamentos, mas não justifica que o prestador de serviços possa quebrar, retirar ou levar bens como forma de compensação. Isso pode gerar punição ao que faz contrato com o ente público e gerar até mesmo um problema judicial.

Vamos torcer que as coisas se resolvam e que, principalmente, os estudantes não sejam prejudicados.

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