HORA DA ONÇA BEBER ÁGUA OU DA PORCA TORCER O RABO…?

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Em mais um artigo do Professor J. Santiago, temos um olhar sobre o cenário político, em especial o Miriense. Confiram:

A HORA DE A ONÇA BEBER ÁGUA OU, A PORCA VAI TORCER O RABO E ELA É RABICHA!

Esses dois provérbios tem muito da sabedoria popular, ou seja, tem uma enorme carga de significados que indicam a maneira em que se encontra o eleitorado de Igarapé-Miri.

As eleições municipais batem a porta e já estão definidos os candidatos que estarão realmente na disputa. Os mais de doze que se apresentaram inicialmente tinham outros objetivos que não o de realmente concorrer às eleições em si. Um queriam demarcar territórios, outros para tentar barganhar, alguns para levar o nome ao conhecimento da opinião pública e quem sabe, depois pensar em uma candidatura para o cargo de vereador em uma próxima campanha.

As duas frases representam a proximidade do pleito e a necessidade de se pensar rápido para a escolha do representante do executivo e do legislativo pelos próximos 4 anos.

Restaram somente 3 opções que continuaram nas disputas. Em um primeiro comentário que fizemos aqui na Gazeta Miriense, dizíamos que os partidos não haviam se estruturado de forma correta para as disputas entrantes, pois não haviam preparados substitutos e muito menos novas lideranças.

Novos nomes não surgiram, a não ser o nome do Marcelo Corrêa, que quer queiram quer não queiram, é novidade, embora, já se tenha colocado no âmbito político já há algum tempo, mas sempre saía de cena na reta final do processo. Agora, consolida a sua candidatura como vice do Joca Pantoja.

Olhando para o outro lado a única novidade mesmo de verdade é o nome do Pe. Jucelino que aparece encabeçando a chapa do PT. A outra opção é velho conhecido do povo miriense e já calejado com mandatos políticos em nossa terra.

Apresentando as opções, vemos que o Toninho Peso Pesado, homem conhecido de todos, honesto, de boa índole e de grande afeição e tratamento às pessoas, mas já passou pela prefeitura em um mandato tampão e não acrescentou muita coisa na administração, mas com um atenuante (ninguém poderia fazer nada naquela oportunidade, devido o enorme rombo das contas públicas deixado pelo governo anterior), teria que administrar o inadiministrável, porém, sem muito brilho.

O padre Jucelino com alto conhecimento, homem serio, honesto, de larga visão, mas não é conhecido da população e ainda precisa de uma referencia mais sólida, entretanto, tem um largo conhecimento de psicologia e sociologia que já lhe dá um ponto a favor.

Finalmente o Joca Pantoja, homem serio, honesto, trabalhador, porém, sem a experiência de governabilidade em coisas públicas, foi vice-prefeito da gestão Mario Leão, mas sem atuação, surge como uma opção ou até mesmo como uma incógnita como os demais.

Nessa altura do campeonato todos apresentam propostas e razões para tirar o município da atual situação em que se encontra. É possível administrar Igarapé-Miri e dar um salto no desenvolvimento? Essa deveria ser a preocupação do povo, já que este é carente de oportunidades de emprego, renda, educação, saúde, transporte, cultura, continuando sem uma perspectiva ao longo dos anos por não saber votar. Escolhe seus dirigentes pela emoção e não pela razão e em consequência disso, é o povo mais atrasado do Baixo Tocantins.

Igarapé-Miri hoje não está precisando de um governo político, mas de um governo técnico administrativo, onde a coisa pública seja levada na direção dos problemas a serem resolvido como: a inadimplência, a resolução dos problemas do CAUC que são muitos e entravam os repasses de verbas e convênios. O problema maior é que o nosso povo não tem representantes a nível estadual e federal, o que nos deixa órfãos junto as esferas em questão, este mesmo povo é que elege os deputados de Moju, Abaetetuba, Barcarena e alguns de Cametá e Belém, sem que esses deputados tenham responsabilidade com o município.

Como o tempo é curto e nada mais se pode fazer, só temos que esperar o desfecho das coisas e orar para que o município acerte, porque caso contrário, teremos mais 4 anos de penúria e desesperanças, continuando a serrar do lado de baixo levando serragem na cara, para o beneficio de uns poucos escolhidos como nossos representantes. Vou lembrar mais uma vez, o nosso contingente eleitoral é capaz de eleger um candidato a deputado estadual e ajuda grandemente, a eleger um deputado federal. Se as picuinhas não ficarem de lado seremos relegados a sofrimento sempre.

É a hora de a onça beber água! A porca vai torcer o rabo e ela é rabicha! O povo deve decidir de maneira rápida e certa. QUE DEUS NOS AJUDE!

J. Santiago.

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