TRIBUNAL NEGA SOLTURA DE ACUSADOS DE ATUAR EM GRUPO DE EXTERMÍNIO EM IGARAPÉ-MIRI

foto CCR julgamento falso patua

O Tribunal de Justiça divulgou nota hoje sobre o resultado de mais um decisão envolvendo a Operação Falso Patuá.

Alguns dos acusados já estão presos a quase um ano. Tentaram revogar a prisão apelando aos juízes do processo e também na Câmara Criminal Reunida, que o órgão do Tribunal de Justiça do Pará que é encarregado de decidir tais situações.

E novamente foi negada a liberdade. O principal acusado de atuar num suposto grupo de extermínio seria Pé de Boto, o ex-prefeito de Igarapé-Miri.

Ele está foragido desde 17 de julho do ano passado, mas alguns foram presos e pedem a liberdade até o julgamento final do processo.

Em alguns casos o Promotor até concordou com a soltura, mas o juiz foi contra. E essa decisão foi mantida hoje no Tribunal de Justiça.

Vejam a nota divulgada no site do TJ:

Mantida prisão de denunciados em grupo de extermínio
11/07/2016 15:40
Associação criminosa agia em Igarapé-MiriSeis acusados de integrarem associação criminosa e grupo de extermínio no Município de Igarapé Miri tiveram os pedidos de liberdade provisória negados pelas Câmaras Criminais Reunidas. Em habeas corpi relatados pelos desembargadores Rômulo Nunes e Maria Edwiges Lobato, os acusados alegaram constrangimento ilegal por excesso de prazo além de desnecessidade de decretação da prisão. No entanto, os relatores entenderam estarem presentes os requisitos necessários que fundamentam a preventiva, considerando a gravidade dos crimes e também a segurança da instrução criminal, que ainda está em fase de desenvolvimento.
Ruzol Gonçalves Neto, Rafael da Silva Neto, Sílvio André Alves de Sousa, Everaldo Lobato Vinagre (pacientes no habeas corpus relatado pelo desembargador Rômulo Nunes), Rivadávia Alves dos Santos e Edson Carlos Souza (pacientes no habeas corpus relatado pela desembargadora Maria Edwiges), e outras seis pessoas, foram denunciados pelo Ministério Público sob a acusação de prática de vários crimes como participação em organização criminosa, tentativa de homicídio, homicídio consumado em atividade de extermínio, ameaça e denunciação caluniosa, que teriam iniciado ainda em 2012, quando era candidato ao cargo de prefeito de Igarapé- Miri Ailson Santa Maria do Amaral, que seria, conforme a denúncia do MP, o líder do suposto grupo criminoso.

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