PRAÇA AÇAÍ: UM SONHO MIRIENSE

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Começam a ser divulgadas nas redes sociais algumas fotos do Projeto PRAÇA DO AÇAÍ.

É ainda um sonho a ser construído no local onde funcionava o “shopping“.

Um convênio foi firmado com o Governo Federal ainda em 2011, mas o projeto não foi aprovado durante a gestão Pé de Boto pela Caixa por problemas em assinaturas. E o objetivo também foi modificado, conforme a seguinte informação da Justificativa do Convênio com o Ministério do Turismo:

O Município de Igarapé-Miri, localizado no Nordeste paraense possui uma população de mais de 57 mil habitantes segundo o ultimo censo. Cidade com 295 anos de história possui cultura que se apresenta pela variedade folclórica, por seu povo nativo de base agro-extrativista e pelo imaginário criado em torno das lendas e mitos típicos da região amazônica. É bastante natural se ouvir falar do boto encantado, da Cobra do Jatuíra e da Cobra da Ponta Negra, da famosa cachaça dos engenhos de cana-de-açúcar, da ladainha rezada e saboreada com bejú-chica e chocolate. A cidade recebe turistas por ocasião do FESTIVAL DO CAMARÃO, ocorrido em JUNHO, do FESTIVAL DO AÇAÍ sua principal base econômica, ocorrido em SETEMBRO e principalmente por ocasião da FESTIVIDADE DE SANTANA PADROEIRA DO MUNICÍPIO. O fluxo de turistas ocorre na beira-mar, onde está localizada a Igreja e Paróquia de SANTANA, juntamente com a PRAÇA PADRE HENRIQUE e a CASA DA CULTURA, principais pontos turísticos da cidade. Pela sua dinâmica econômica e sócio-cultural por estar na “ROTA DO AÇAÍ” e ser conhecido como maior produtor do mundo do fruto bem como por sua localização geográfica vem apresentado um considerável incremento do fluxo turístico de nível nacional e internacional para conhecimento da experiência do IG do Açaí de Igarapé-Miri, e para desfrutar das lindas ilhas e praias de seu interior. A beira-mar recebe um fluxo constante de turistas, que embarcam diariamente para as ilhas e pedestres normalmente ribeirinhos, que vêm abastecer o mercado com produtos produzidos a base do extrativismo do açaí, como bi-jóias e artesanato de forma geral para comercialização aos turistas. No entanto a cidade ainda não oferece um espaço apropriado de apresentação das possibilidades sócio-econômicas da cidade e a falta de uma orla urbanizada já ocasionou acidentes, devido à aglomeração de pessoas a beira-mar para acompanhar o chamado Círio Fluvial (quando a padroeira vem pelo rio Igarapé-Miri de barco/balsa do Distrito de Vila Maiauatá até o Trapiche Municipal localizado em frente à Igreja) e durante embarque e desembarque de pessoas com destino as ilhas. Em virtude desta situação o Município vem sugerir: A URBANIZAÇÃO DA ORLA DO RIO IGARAPÉ-MIRI, que contará com serviços relativos á CONSTRUÇÃO DE PASSARELA EM CONCRETO ARMADO E CAIS DE ARRIMO, obedecendo aos Regulamentos, Especificações e Recomendações da REDE CELPA, COSANPA, e CORPO DE BOMBEIROS. Esta obra está de acordo com as Diretrizes do Programa do Governo Federal que visa ampliar o Turismo no País, gerando emprego e renda além de infra- estrutura Turística. O objeto sugerido iniciará com a CONSTRUÇÃO DA PASSARELA EM CONCRETO que ligará (pela beira-mar) o MERCADO MUNICIPAL até á TRAVESSA CORONEL VITÓRIO (principal via de entrada do município), e continuará da TRAVESSA CORONEL VITÓRIO ao TRAPICHE MUNICIPAL com a CONSTRUÇÃO DO CAIS DE ARRIMO, contemplando assim seus principais pontos turísticos, fornecendo assim infra- estrutura para os habitantes e turistas, e proporcionando um múltiplo espaço de entretenimento, trocas e construção cultural para os cidadãos em especial os visitantes da cidade.

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Inicialmente o valor seria para construção da ORLA da Cidade, fazendo a ligação da Coronel Vitório com a Sesquecentenário. Depois a Caixa aceitou que fosse feito o projeto da Praça do Açaí, mas esse processo é demorado e o prazo de vigência do convênio já expirou, sendo necessário aguardar decisão do Ministério da Cultura sobre a prorrogação. No entanto o dinheiro está separado no orçamento, sendo necessário somente a adequação do projeto para que seja feito do repasse, que é superior a UM MILHÃO E QUATROCENTOS MIL REAIS.

Hoje consta no portal da transparência a seguinte situação:

Número do Convênio SIAFI: 736842 (Redireciona para o Portal Convênios – SICONV)
Situação: Em Execução
Nº Original: 13607/3607
Objeto do Convênio: Urbanizacao da orla do Rio Igarape-Miri
Orgão Superior: MINISTERIO DO TURISMO
Concedente: CEF/MINISTERIO DO TURISMO/MTUR
Convenente: MUNICIPIO DE IGARAPE-MIRI
Valor Convênio: 1.462.500,00
Valor Liberado*: 312.535,75
Publicação: 03/01/2011
Início da Vigência: 17/12/2010
Fim da Vigência: 31/12/2016
Valor Contrapartida: 60.937,50
Data Última Liberação: 19/07/2013
Valor Última Liberação: 129.723,25

Os recursos só poderão ser utilizados se todos os trâmites forem seguidos junto à CAIXA, mas o primeiro passo é a desocupação do local, ou seja, o fim do “shopping“.

Em ano eleitoral a liberação do projeto não deve ocorrer, mas todos os esforços devem ser feitos para que estes recursos não se percam. Vale lembrar que este convênio com o governo federal só foi possível na última gestão Pina pelo fato de Município estar LIMPO NO CAUC. Ou seja, não tinha nenhuma restrição junto ao INSS e apresentava todos os relatórios contábeis, após longa batalha judicial durante o ano de 2009 e que ainda persistem na Justiça Federal de Brasília.

A situação hoje é bem diferente, pois existem muitas pendências no CAUC.

Quem assumir a prefeitura em 2017 poderá assim tocar esse projeto, mas somente se for possível concluir as etapas deste ano.

Temos que acreditar que essa luta pode dar certo.

E nesse caminho poderíamos ter a nossa PRAÇA AÇAÍ, que seria o nome de fantasia.

Alguns já sugerem que o nome oficial seja PADRE JOSÉ RAIMUNDO, pelo fato da área pública ser originalmente da Paróquia de Sant’Ana e a outra praça ter o nome de PADRE HENRIQUE. Ambos são falecidos e foram sepultados na Terra do Açaí.

Os nomes ainda vão depender de projeto de Lei a ser discutido pelo prefeito e na Câmara Municipal.

Resta torcer e lutar para que esse sonho vire realidade e possa ajudar a melhorar nossa economia, a vida e a auto-estima do povo Miriense.

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5 comentários sobre “PRAÇA AÇAÍ: UM SONHO MIRIENSE

  1. tanta coisa pra se fazer por um Municipio pobre como nosso Miri e vem esses ufanistas doidos com essa praça do Açai pô acabem de fazer a orla . asfaltem as ruas com asfalto de primeira .iluminem ruas que estão escuras e dificultem a ação de bandidos coloquem mais médicos no Municipio pois ele está carente de profissionais de saúde e parem essas bobagens de praça pois se completarem a orla já vai ficar bonita

    • Sr. Carlos, creio que o senhor precisa ler melhor a matéria. O projeto da ORLA já foi modificado na gestão Pé de Boto. Agora só resta fazer a praça ou perder o dinheiro. Os outros problemas existem e tem que ser solucionados, mas o município precisa arrecadar dinheiro para essas obras.

      • fazer o que conhecendo os Politicos como todos sabem como eles são então nosso Miri vai continuar na mesma ” engraçado é que na maquete vemos a praça na beira do rio com varias lanchas luxuosas e nem uma rabeta ou canoa de Açai ou as famosas Freteiras mas fazer o que

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