PROJETO MEIO DIA LANÇA CAMPANHA 2016

PROJETO MEIO DIA 2916

O Mestre Patrick Depailler lançou hoje nas redes sociais a Campanha para a realização do PROJETO MEIO DIA neste ano.

O MEIO DIA virou tradição e uma grande atração durante a Festividade de Sant’Ana. Tem gente que tem fígado forte e pede para que seja realizado ao ano todo.

O projeto precisa de recursos e esse apoio pode vir por doações antecipadas ou na hora do evento, quando ocorrem bingos e até mesmo a coleta no coador.

PROJETO MEIO DIA 2016 04

Vamos ajudar nesse projeto e incentivar a Cultura Miriense !!!

Vejam a carta-divulgação do Professor Patrick com um histórico na nossa maior festa Miriense:

Resolvi postar o mesmo texto do ano passado. Espero que todos tenham oportunidade de ler e conhecer um pouco de nossa história Cultural:
Esta chegando o mês de Julho, e com ele nossa tradicional reunião do Meio-dia. Para que não pensem que esse movimento é só um lugar para “se beber”, a seguir um pouco da história desse momento:
Como em várias cidades da Amazônia, as festas de Santos demarcam um calendário festivo que acabam interferindo diretamente na vida da comunidade com diversas manifestações, como por exemplo: casamentos, batizados, quermesses e campeonatos esportivos. Dentro desse cenário, o município de Igarapé-Miri como demais municípios amazônicos, não foge a essas especificidades.
A Festa de Santana é classificada como uma festa, profano-religiosa (festa de Arraial), da padroeira de Santa Ana, comemorada no período de 16 a 26 de julho. Este ano completa 301 anos, e os desdobramentos dos festejos cumprem um cronograma organizado da seguinte forma:
* Dia 15, acontece a transladação da imagem da Santa para uma comunidade de bairro definido anteriormente pela coordenação da festa, sendo que no dia 16 dá-se inicio aos festejos com uma tradicional alvorada ao som da banda de Santana e queima de fogos que anunciam para toda a comunidade. Em seguida, começa o Círio Terrestre fazendo o percurso inverso ao da transladação.
* O segundo momento do conjunto de romarias é a moto romaria que translada a imagem até a vila de Maiauatá, distrito a 17 km da sede, de onde no dia seguinte segue-se o círio Fluvial com centenas de embarcações que acompanham a imagem da santa nos rios de Maiauatá até a praça matriz do município.
* No dia 26, é a apoteose dos festejos o tão esperado “dia da festa” quando pela manha acontece a missa campal e a noite a queima de fogos de artifícios, um belíssimo espetáculo que anuncia o encerramento da festa.
Em meados da década de 70 era comum a igreja lotear e vender áreas ao redor da igreja matriz para barraqueiros que construíam bares, restaurantes e lanchonetes provisórios pelo período festivo, onde eram vendidas comidas e bebidas variadas. Durante os 10 dias de festejos acontecem novenas na igreja de Santana e na barraca da Santa. Jantares, bingos, sorteios, leilões e apresentações culturais em cada noite sobre a responsabilidade de uma coordenação ligada as comunidades de bases da igreja.
Observa-se também que nesse período de festa, tornou-se tradicional a queima de fogos, que são acompanhados pelo som da banda de Sant’Ana no coreto, em três momentos: às seis da manhã (Alvorada), meio-dia e às 18 horas, onde durante muitos anos contou com preparação do arraial que foi chamada de ramada.
A ramada seria a ornamentação do largo em frente à igreja matriz com as bandeirinhas feitas de jornal, revistas e plásticos. A população da cidade juntamente com os ribeirinhos iniciavam esses trabalhos às 04 da manhã. Para esse “evento” criava-se uma grande festa com fogos, banda musical, os sinos da igreja tocando, os “comes e bebes” típicos da região.
Com a passagem dos anos a ramada foi transferida para as 06 da manhã, fazendo referencia a tradicional alvorada dos quartéis militares, sendo agora os fogos das 06 da manhã o símbolo de anuncio para mais um dia de Festividade.

PROJETO MEIO DIA 2016 03

A festa de Santana de Igarapé-Miri, assim com outras festas religiosas do Pará, contam sempre com uma Banda musical que durante os dias de festa anima o arraial. Essa banda geralmente toca a alvorada do dia 16 de Julho (inicio da festa), todas as romarias, e diariamente as 12 h, e as 18 h. Como Igarapé-Miri não tinha uma Banda de Música formada, geralmente contratava-se bandas de fora. A cidade de Vigia no interior do estado, por ter grande representação nesse seguimento de bandas musicais, sempre era procurada para esses momentos, o que sempre causou uma grande curiosidade na população que queria apreciar as novidades trazidas por esses músicos. A banda saia em desfile com dobrados e marchas pelas ruas da cidade convidando o povo para assistir a apresentação ao meio dia no coreto do largo de Santana. E esse passou a ser um dos momentos mais significativos da Festividade.
Depois de algum tempo Igarapé-Miri formou sua banda, batizada de Banda de Santana, que passou a se apresentar durante os festejos da padroeira, não sendo mais necessário contratar bandas de fora do Município.
Outro momento da festividade são os fogos das 18 h. Esses fogos têm como objetivo anunciar ao povo horário das celebrações, sendo esses momentos descritos os mais relevantes da Cultura do povo miriense.
[…] meio dia, os foguetes, os fogos […] a igreja comunicando aos fieis que estava na hora da novena […] estamos em festa, venham participar das programações da igreja (Prof. Ionete Gama, Fevereiro de 2015).
Uma característica peculiar dessas queima de fogos é a queima do “meio dia”, pois se criou uma cultura pelos comerciantes locais de frequentar as barracas do Arraial para almoçar com suas famílias, visto ser o momento em que os comércios fechavam para que fossem abertos novamente as 15 hs.
E durante muitos anos, o meio dia, o arraial tornava-se uma festa à parte e assim perdurou a cultura das barraquinhas por varias décadas, sendo durante o dia nas barracas do arraial e a noite dentro da barraca da santa.
Segundo a crença popular os fogos e o badalar dos sinos ao meio dia, anunciavam que era a hora do almoço, e que cada família da cidade deveria fazer suas orações.
[…] eu me lembro de que a Vovó dizia: – Olha o sino. Meio dia. Todo mundo rezando para Santana. (Prof. Ciro José, Janeiro de 2015).
Em outro relato, os fogos e os sinos faziam referencia a passagem do anjo. Esse anjo seria o anjo Gabriel que anunciou a Maria que ela seria mãe, e que segundo as escrituras esse anuncio teria sido feito ao meio dia.
[…] eu já toco o sino a mais de vinte anos […] ninguém dos mais velhos me repassou o porquê disso […] o que sempre eu ouvi dizer é que se toca nessa hora, por que é a hora da passagem do anjo (Prof. Joálice Leão , Janeiro de 2015).
No ano de 2011, por imposição da igreja católica maior (Vaticano), ficou determinada a ausência de bebidas alcoólicas durante os festejos na barraca da santa e nos bares em volta do arraial, a paroquia parou de vender os espaços em volta da igreja, o que fez com que os barraqueiros parassem de construir as barracas durante a festa.
Entretanto, esse fator cultural dos fogos do meio dia, tornou-se tradição relevante para a comunidade, mesmo sem as barracas do arraial a comunidade ainda preserva a ida ao arraial no meio dia, não só por comerciantes, mas por toda a comunidade que se desloca ao meio dia para o trapiche municipal para agradecer a cada meio dia às graças recebidas de Sant’Ana e para confraternizar-se com amigos, almoçar e assistir a banda de Santana e as apresentações culturais; Sendo um momento peculiar e único durante os festejos.
Em 2012, um grupo de amigos (professores, comerciantes e artistas) começaram a se organizar para preservar o tradicional meio dia com apresentações folclóricas e culturais locais, com danças, cantos, venda de artesanatos e comidas típicas; e representa hoje grande impacto sociocultural de forma direta e indireta para a comunidade católica do município de Igarapé-Miri.
Durante os dez dias de festejos são realizados oito programações no horário de meio dia às 17hs no trapiche municipal com banda de musicas e apresentações de danças e artistas locais, sob a responsabilidade dos “amigos do meio dia”.
Nesse sentido, faz-se necessário o cultivo dessa tradição “do meio dia” como forma de reprodução das manifestações culturais locais, para que a cultura profana/religiosa não seja extinta do calendário popular e cultural de toda a sociedade miriense.
Então gente, esse movimento do meio dia no trapiche tem como objetivo:
– Valorizar as manifestações artísticas mirienses, oferecendo um espaço para a apresentação (o meio dia da Festa de Santana) do maior numero de produções das diversas linguagens artísticas.
Para isso precisamos de apoio financeiro para montarmos uma estrutura para os 10 dias de Festa (Palco, som, equipamentos etc…) para isso estamos com um livro de ouro, o qual você pode dar sua contribuição (qualquer contribuição é bem vinda). Coloque aqui seu Ok para que possamos passar com você, e não deixar mais essa tradição morrer!
Posteriormente abrirei um post para inscrever as apresentações artísticas e Culturais que desejarem utilizar daquele espaço.
E não esqueçam de contribuir diariamente com o “cuador” do meio-dia!
Obs.: Os banners de nossas homenagens aos atores culturais desse Município, estão sendo confeccionado!s. Esses são alguns deles

PROJETO MEIO DIA 2016 02

Anúncios