OPERAÇÃO ASFIXIA:DESVIOS DE 30 MILHÕES DA SAÚDE EM MARABÁ, XINGUARA E PARAUAPEBAS

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Não é só em Curitiba e Brasília que a bruxa está solta para políticos, empresários e servidores envolvidos em desvios de dinheiro público.

A Polícia Federal deslanchou hoje uma grande operação que apura desvios de mais de 30 milhões de reais do dinheiro da saúde. Os municípios de Marabá, Xinguara e Parauapebas são os alvos da investigação.

Os desvios ocorriam por meio de fraudes em processos licitatórios para custear a compra de gases medicinais. Em Parauapebas, o Conselho da Saúde teria verificados que as compras dariam para abastecer toda a cidade de Goiânia, que é muito maior que a cidade mais rica do Pará.

Espanta a quantidade de bens apreendidos de alto valor, como helicóptero, carros de luxo e fazenda com aeroporto.

Existe queixa de todos os governantes de que são poucos os recursos para a saúde e que seria necessária a criação de mais impostos, como a CPFM. Mas com desvios de tal monta fica também difícil querer que alguma coisa funcione de forma adequada na saúde pública.

Se o dinheiro é pouco e ainda é desviado, aí que não sobra nada.

Milhares de pessoas sofrem em todos os municípios do Pará com o péssimo atendimento médico e hospitalar. Na Terra do Açaí não é diferente.

A UPA, que poderia ser uma boa saída para o atendimento, até hoje não foi concluída, depois de passarem 6 prefeitos nos últimos anos e tantos e tantos secretários de saúde.

O Conselho Municipal de Saúde de Igarapé-Miri vem rejeitando contas de prefeitos e secretários apontando todo tipo de erro e de indícios graves de desvios de dinheiro público. Assim fica difícil acreditar em melhores dias na saúde pública Miriense.

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Vejam a matéria da PF sobre a Operação Asfixia e fotos das apreensões:

Marabá/PA – A Polícia Federal deflagrou hoje (14/6) a Operação Asfixia, para desarticular esquema criminoso de fraudes em licitações públicas de gases, operado por um grupo de empresários e funcionários públicos, em Marabá/PA e Parauapebas/PA. Estima-se que os investigados tenham desviado, em fraudes, mais de R$ 30 milhões.

Ao todo, 150 policiais federais, divididos em 37 equipes, cumpriram as determinações judiciais, nas cidades de Belém/PA, Marabá/PA, Parauapebas/PA e Xinguara/PA. Foram cumpridas 51 medidas judiciais: 5 prisões preventivas, 3 prisões temporárias, 9 conduções coercitivas e 35 mandados de busca e apreensões, em empresas, cartórios, órgãos públicos e secretarias vinculadas às Prefeituras de Marabá/PA, Parauapebas/PA e Xinguara/PA

De acordo com as investigações, os suspeitos faziam parte de um consórcio criminoso composto por empresários e servidores públicos. O grupo foi formado para fraudar licitações públicas de gases, nas cidades paraenses. Os investigados fraudavam o caráter competitivo dos certames licitatórios, direcionando as exigências do edital de maneira a favorecer apenas uma das empresas participantes do esquema criminoso. Após a vitória de uma delas, as “perdedoras” eram subcontratadas pela empresa vencedora.

Nas investigações, também foi detectado que o grupo possuía alto grau de influência junto a órgãos e a servidores públicos federais, estaduais e municipais. Os líderes e integrantes do consórcio criminoso faziam gestões junto a diversos servidores públicos de entidades públicas.

Para o sucesso das fraudes, os acusados praticaram vários crimes: corrupção de servidores públicos, falsificação de documentos, fraude na vazão dos gases medicinais destinados aos pacientes dos hospitais investigados. O último pode ter colocado em risco de morte muitos usuários do Sistema Único de Saúde.

Descobriu-se, ainda, que os indiciados criaram empresas de fachada, algumas registradas em nome de “laranjas”, a fim de dificultar o rastreamento dos reais proprietários. A quantidade de recursos públicos desviados foi tanta que, em um parecer do Conselho Municipal de Saúde da cidade de Parauapebas/PA, esse chegou a afirmar que a quantidade de gases contratada para seis meses daria para abastecer, por um ano, a cidade de Goiânia/GO. Em três anos, os investigados faturaram mais de R$ 30 milhões, por meio de fraudes em licitações.

Dentre os bens apreendidos e perdidos pelos criminosos, há carros de luxo, aeronaves (aviões e helicópteros), uma lancha avaliada em mais de R$ 700 mil, além de uma fazenda com uma pista de pouso para jatos executivos. O patrimônio foi adquirido a partir do desvio de recursos públicos do Sistema Único de Saúde. A PF também investiga crimes de estelionato, associação criminosa, corrupção ativa e passiva, agiotagem, falsificação de documentos públicos, falsidade ideológica, fraudes em procedimentos licitatórios, dentre outros. Se condenados, os suspeitos podem pegar penas que ultrapassam 30 anos de prisão.

Comunicação Social da Polícia Federal em Marabá/PA

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