AÇÃO SOCIAL DE MARCELO CORRÊA PODE VIRAR CASO DE POLÍCIA

No último final de semana foi divulgada nas redes sociais uma “ação social” no Rio Meruú que estaria sendo patrocinada pelo pré-candidato a prefeito Marcelo Correa e com apoio do deputado estadual Tiago Araújo.

Em convite distribuído naquela localidade foram prometidos consultas, corte de cabelo e atendimento médico.

convite acao marcelo no meruu

O evento teria atendido mais de 400 pessoas, segundo divulgação em rede social pelo próprio Marcelo Correa:

acao cidadania marcelo no meruuacao cidadania marcelo no meruu 02

Em ano eleitoral os candidatos geralmente ficam mais generosos e solidários, motivando tais benefícios para os eleitores.

Mas o caso parece que pode tomar outros contornos.

Os atendimentos médicos foram feitos utilizando formulários da Prefeitura de Igarapé-Miri e do SUS, mas sem qualquer autorização do ente público, já que a “ação social” era privada, segundo divulgado, o patrocínio seria do deputado e do pré-candidato.

E diversas requisições de exames expedidas para que o atendimento fosse feito no “Flor do Miriti”, que concentra as ações de saúde do Município.

E pior, com assinatura de médicos que não fazem parte do quadro da Prefeitura ou mesmo do SUS.

Em duas requisições é fácil ver a assinatura da médica SELMA REGINA M. FERREIRA  e em outra de MARÍLIA VIEIRA MIRANDA, que seria esposa de Marcelo.

ATENDIMENTO ACAO SOCIAL MARCELO 03

ATENDIMENTO ACAO SOCIAL MARCELO

Essas médicas, por não fazerem parte do quadro da Prefeitura e não estarem cadastradas no SUS por esta localidade, não podem fazer requisições e atendimentos na rede pública.

Se isso fosse possível, qualquer médico particular poderia atender na rede pública. E isso é grave, pois as pessoas atendidas podem ter sido enganadas com falso atendimento médico, certamente que na ânsia de garantir votos para a eleição que se aproxima.

O caso deve ser investigado e pode configurar crime de estelionato, falsificação de documento público e render mais uma dor de cabeça para Marcelo Correa, que já tem uma representação criminal por crime eleitoral na eleição suplementar de 2015, quando foi acusado de falsificar a declaração de bens em seu registro de candidatura.

O Ministério Público Federal deveria ser acionado sobre este caso, que pode estar se repetindo em outras localidades do estado durante este ano eleitoral.

 

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