SAI DILMA E ENTRA TEMER: O QUE PODE MUDAR NA TERRA DO AÇAÍ

temer e dilma

Hoje tivemos a já esperada troca de comando do governo federal. Saiu DILMA (PT) e entrou TEMER (PMDB). O prazo inicial é de 180 dias, mas pode ser até 2018, a depender dos ventos que sopram em Brasília e neste momento mais favorável ao vice-presidente.

A briga política pelo governo federal, que tem a maior parte dos recursos e dos cargos de relevância, vem se acentuando entre PSDB e PT nos últimos anos. A última disputa foi pau a pau. Mas parece que desta vez a corda ficou com o PMDB, que tem sido o fiel da balança nas grandes disputas políticas do país.

Afinal é o partido com maior número de filiados e com maior número de cargos no Brasil, nas diferentes esferas de poder. Mesmo assim, só conseguiu chegar na presidência da república por meio de vices (Sarney com a morte de Tacredo, Itamar e Michel com afastamentos de Collor e Dilma).

Essa mudança de cenário no governo federal pode afetar a Terra do Açaí ?

Até que se prove o contrário não deve mudar muita coisa.

Hoje o município tem o nome sujo perante o governo federal o sistema CAUC. com 09 pendências. A pior delas é relativa a débitos com a Previdência, que passa dos 20 milhões de reais em execuções e outros tantos em parcelamentos:

CAUC MIRI EM MAIO 2016

Se o governo federal lançar um programa de refinanciamento desse débito, empurrando a dívida adiante, facilitaria a vida do próximo gestor em 2017. E aí vale a articulação do prefeito para buscar junto a Ministérios, Deputados e Senadores os convênios que possam ajudar nosso Município, como ocorreu nos 3 últimos anos da gestão Pina (2010/2012), quando o CAUC estava limpo.

No mais parece difícil ver algum sinal de melhorias.

O único ministro paraense no governo Dilma era Hélder (PMDB), que até agora não foi anunciado para retorno ao cargo. Aliás o ministério dos Portos agora virou secretaria subordinada aos Transportes. Dizem que esse motivo levou Jáder a não aparecer no Senado para a votação de ontem. E nesse cargo não se viu nada que ajudasse o Baixo-Tocantins e muitos menos Igarapé-Miri.

Havia possibilidade do deputado Priante (PMDB) assumir a Aviação Civil, mas o cargo já foi loteado para outro grupo político. Mesmo assim, essa pasta não teria qualquer vinculação com nossa região, que depende muito mais da agricultura.

A composição dos cargos de segundo escalão ainda não foram divulgados, mas até o momento não se sabe o que sobrará aos paraenses.

Há também um dado interessante nesse novo governo. A aliança federal é feita em especial entre PSDB e PMDB, que no Pará tem acirrada disputa entre o grupo de Jatene e Jáder/Helder.

No plano federal Temer/Aécio tem ajustado o discurso e divido cargos, mas no Pará ainda não se sabe como isso vai ficar. Aqui Jáder (PMDB) já foi aliado do PSDB e ajudou Almir/Jatene, mas depois passou a apoiar a oposição e ajudou Ana Júlia a chegar no governo estadual. O PT tentou, mas não conseguiu ajudar Hélder a chegar no Palácio dos Despachos em 2014.

Enquanto os grandes políticos decidem as coisas lá em cima, na Terra do Açaí ainda é preciso que nossas autoridades busquem emendas parlamentares para tentar melhorar a situação, especialmente na área de saúde. Algumas foram obtidas para 2016, mas maioria aguarda liberação.

Os convênios feitos com a Eletronorte em 2011 e executados em 2016, referentes ao asfaltamento da Seque e Construção do Complexo Administrativo, não devem ser afetadas pela mudança de gestão federal. Além de já estarem licitadas e em andamento, os recursos já foram reservados pela Eletronorte e parte já foi paga. Se espera que tais obras devam terminar até setembro ou outro deste ano.

Resta lutar para que se consiga na Justiça limpar o nome do CAUC, com a adoção de providências contras os ex-gestores da município (Prefeito, Secretários de Saúde, Educação e Assistência) e que a prestação de contas daqui pra frente se ajuste.

Assim, quem assumir em 2017 poderá ter chances de ir buscar mais recursos para melhorar a vida dos Mirienses.

Atualização: Antes de findar o dia, Helder foi nomeado Ministro da Integração Nacional. E comandará uma pasta que além de ter mais recursos que a dos Portos, tem maior influência na região Norte. Vamos ver o que pode sobrar nesse novo cenário.

 

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