A JUSTIÇA SUMIU ? A POLÍCIA TAMBÉM ?

A situação da Segurança Pública no Estado do Pará é crítica. Em Igarapé-Miri é caótica. Além de poucos policiais o apoio da SEGUP é quase nada e a prefeitura e a população socorrem a polícia militar com alimentos, combustível e gratificações.

Nem mesmo acordo firmado com autoridades do estado tem sido cumpridos.

É verdade que não é de hoje, mas aqui existem complicadores maiores do que o tráfico de drogas e as milícias.

O Judiciário também não funciona a contento e estamos com novo risco de ficar sem juiz titular.

O último juiz titular foi nomeado em 2014 e já pediu para sair. Ele está na fila de remoção do Tribunal de Justiça e pode deixar a nossa Comarca ainda em maio.

Se sair, ficaremos apenas com um juiz substituto até nomeação de outro titular que pode demorar não se sabe quanto tempo.

Se com juiz a fila de processos já é grande, especialmente na área criminal, imagine com substituto que vem no máximo uma vez na semana na Terra do Açaí.

Hoje não temos Defensor público também. A defensoria aparece em média duas vezes no mês e é fácil ver a fila no fórum daqueles que não tem como pagar um advogado.

A falta de juiz preocupa a sociedade, mas o Desembargador Constantino Guerreiro em resposta ao Prefeito Roberto Pina afirma que o Município de Igarapé-Miri não ficará desatendido. Vejam a resposta do Presidente do Tribunal de Justiça:

OFICIO TJ FALTA DE JUIZ EM IGARAPE-MIRI

Enquanto isso, hoje tivemos mais um arrombamento de loja no centro da cidade. A vítima foi a Eletrônica OBADIAS, do conhecido Babá.

obadias

A diferença no assalto desta madrugada foi o uso de um veículo para levar o material roubado. Os meliantes, cada vez mais audaciosos, parecem também mais organizados e com suporte para transportar e despachar o roubo.

Quem estaria dando tal suporte ? Haveria Crime Organizado na Terra do Açaí ?

Na próxima terça-feira está marcado uma nova manifestação para pedir Segurança Pública. Desta vez será em Belém e em Igarapé-Miri. Já existe convocação de servidores públicos, empresários e da população nas redes sociais.

O resultado disso não se sabe qual será, mas existe um grande clamor da população por providências.

Em Belém a situação também é difícil, delegacias estão fechando e faltam policiais. Quem afirma isso é a própria Associação de Delegados, conforme matéria do Blog do Lúcio Flávio Pinto:

A POLÍCIA SUMIU

A delegacia de polícia do Tenoné custou ao Estado pouco mais de um milhão de reais. Foi inaugurada em agosto do ano passado. Na madrugada de sexta-feira para sábado, dia 23, integrantes da Associação dos Delegados de Polícia do Pará e do Sindicato dos Policiais Civis fizeram uma blitz no local, como parte do movimento de protesto e reivindicação da categoria.

Todas as salas da unidade vazias. “Quem mora na área diz que o local não funciona. Um morador aproveitou a visita das entidades para denunciar que a falta de atendimento na unidade policial é uma rotina, sempre que ele ou a família procuram o local para registro de ocorrências não conseguem atendimento”, disseram as duas entidades em nota que encaminharam à imprensa.
Relataram que na inspeção informal realizada “flagraram unidades policiais vazias, agente administrativo na função de escrivão, seccionais em péssimas condições e ainda um único profissional tomando conta da delegacia devido à falta de efetivo”. Exatamente o contrário do que devia ser a estrutura de segurança pública.

O movimento, por isso, decidiu criar o “Pacto Pela Legalidade”, através do qual irão “observar suas atuações e previsões legais quanto à carga horária e condições de trabalho, assim como os direitos e garantias dos investigados e da sociedade em geral”.

No município de Marituba, os policiais constataram que a seccional urbana da cidade, que funciona como também como central de flagrantes, “está caindo aos pedaços. Infiltrações e goteiras tomam conta do prédio, o banheiro está interditado, a fachada completamente deteriorada, a placa com o nome da seccional não dá nem para identificar mais”, relataram na nota.
No distrito de Icoaraci, havia um único investigador na unidade policial. Um homicídio aconteceu na madrugada, o efetivo da delegacia foi até o local do crime e o profissional teve que ficar sozinho tomando conta da seccional. “Isso demonstra a falta de efetivo e como os profissionais da segurança pública do Estado estão sobrecarregados e muitas vezes em desvios de funções”.

Na seccional da Cidade Nova, o problema continuava. As entidades flagraram um “agente administrativo” exercendo indevidamente a função de escrivão. “Devido à carência de profissional a administração pública substitui o escrivão por um administrativo para tirar plantão remunerado. O jeitinho que a segurança pública dá para suprir a falta de profissionais, prejudicando e muito a população”.

Através dessa ação, a Adepol e o Sindpol “chamam a atenção do governo do Estado quanto às condições precárias de trabalho e o índice alarmante de violência que assola o Estado, e mostram ainda à população paraense o descaso do atual governo em relação dos servidores da Segurança Pública”.

Ainda não houve qualquer resposta de quem supostamente é de direito.

 

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