Análise Filosófica da Política Miriense

O artigo do Professor J. Santiago envolve política e filosofia, retratando temas do cotidiano Miriense, do cenário estadual e nacional.

Texto interessante, que sempre fomenta e estimula o debate. Parabéns ao Professor Santiago pela sua dedicação a temas tão sensíveis e controvertidos na sociedade, mas que merecem um debate de melhor qualidade.

Análise Filosófica da Política Miriense

A Projeção Analítica do Objeto Político.

“A dedução transcendental de todos os conceitos a priori possui, portanto, um princípio ao qual tem que se dirigir a investigação, a saber, que eles precisam ser conhecidos como condições a priori da possibilidade da experiência (seja da intuição, que é encontrada nela, seja do pensamento”.Kant.

Em toda a formação de um objeto, seja ele de que natureza for há a necessidade de que se tenha uma forma ou intuição desse objeto dentro do espaço e do tempo,chamado de conceito a priori que é primeiro de todos, e o objeto político não é diferente. Todo objeto necessita de um desenvolvimento empírico e de sucessivas sucessões de múltiplos, que se juntam para formar o todo, com cada um precedendo ao outro e todos os outros ao mesmo tempo, esses princípios devem ser estabelecidos por uma regra numa relação contínua. Postular a possibilidade das coisas exige que,o conceito da mesma concorde com as condições da experiência em geral, sendo nela (experiência) que os objetos se personificam e ficam sensíveis, dando-nos a percepção dos mesmos ou seus conhecimentos, pois como tirar a possibilidade de um objeto sem pensa-lo a priori [[1]], então, este é um conceito “puro”, que acaba sendo encontrado na experiência que dá concreticidade ao objeto. Dai supõe-se o idealismo que é a teoria que declara a existência do objeto no tempo e no espaço, fora do próprio homem.

Na política não é diferente, em primeiro lugar, existe o pensamento a priori, que é a formulação do projeto político a ser apresentado para a sociedade, mas no momento, a política local tem muitos embaraços em decorrência da política nacional. Muitos podem se perguntar: o que a política nacional tem a ver com a política municipal? Tudo! Porque o imbróglio que vive a politica nacional hoje, inibe toda e qualquer possibilidade de crescimento do nosso município no momento. Senão vejamos: na atual situação, mesmo com todos os problemas que o município enfrenta do enorme rombo nas contas públicas, entretanto, há um caminho, pois o governo atual local corresponde ao mesmo governo central no caso o PT, e este possui os deputados federais e senadores que têm suas bases partidárias fixadas em Igarapé-Miri, mesmo que eles não tenham tanto interesse no município, colaboram por causa de sua base política aqui representada, porém, hoje o caminho está obstruído pela crise política e econômica pela qual passa o país.

Se o impedimento da Presidenta Dilma se confirmar, o sucessor ao cargo será do PMDB, qual o caminho que deverá ser trilhado nestes meses que antecedem a eleição, o governo local do PT, ficaria sem o caminho para conseguir incentivos e recursos para o desenvolvimento local. Bom!Mas existem partidários do PMDB aqui e estes, poderiam abrir o caminho que poderá se abrir em um futuro iminente, mas como na política quanto pior melhor. Será que ajudariam o governo atual a caminhar ou fariam tudo para piorar ainda mais a situação? Dentro daquilo que se conhece politicamente é claro que não haveria diálogo e muitas portas se fechariam.

O PSDB, no momento não teria a oportunidade de chegar ao poder central e já há um entrave por ter o governo do Estado governado pela sigla citada, que automaticamente fecha o que lhe é possível em detrimento do governo local, no pensamento de fortificar o seu candidato para as próximas eleições. Ai você diz: e a ponte sobre o Rio Santana de Igarapé-Miri, não foi um trabalho do governo do Estado? Nada mais do que a obrigação, o projeto já estava licitado e com os recursos alocados há muito tempo, portanto, só fez o que era de obrigação.

Tudo isto decorre, das relações dos conceitos que podem co-pertencer a um estado da mente, da identidade dos atores envolvidos e da diversidade, tanto da concordância como da oposição, que são as regras que determinam o que é determinável dentro da relação causa e efeito político. Esse argumento repousa somente sobre momentos, onde o conhecimento empírico requer a síntese da imaginação que sempre viabiliza uma sucessão,aonde os fatos vão ocorrendo para somarem-se no objeto final que é o alcance do objeto pretendido (na política, chegar ao poder). No caso de Igarapé-Miri não está somente vinculado à política local já que, depende do desenrolar das outras instancias e o tempo determinável entre causalidade da causa e seu efeito até podem ser concomitantes, mas a relação de uma com a outra são sempre determináveis pelo tempo.

E é isso que nos resta muito pouco, o tempo, pois um determinante está contido no outro como na relação de influência, ou seja, o que uma determina consequentemente influencia na outra, onde segundo as leis da interconexão empírica do fenômeno (eleição) queremos adivinhar ou procurar e encontrar a sua existência. Sabemos, entretanto, que o número de possibilidades é maior do que contém a realidade e esta é ainda maior do que é necessário e cai sob a jurisdição da razão, que acaba sendo o conjunto e o contexto da qual é a definição total do fenômeno [[2]] político (poder), no qual todos devem ter a percepção.

Você pode está se perguntando: por que todo este rodeio para falar da política miriense? Porque tudo está restrito ao tempo e ao espaço, sendo o tempo os dias que restam até a eleição e o espaço, é todo o território do nosso município.Os candidatos terão cada um à vantagem de tentar colocar que é capaz e fazer-se compreensível e ao mesmo tempo atraente para conseguir vantagens uns sobre os outros no somatório da multiplicidade do objeto buscado (o voto), que é o que irá solidificar o objeto final, pois todos estes princípios são construídos a priori na mente, mas que podem se materializar sensivelmente tanto no tempo como no espaço.

Todo entendimento a priori, não pode mais do que antecipar a forma de algo possível e, como ainda não é fenômeno, não pode ser alvo de experiência que possa ultrapassar os limites da sensibilidade de onde surgem os objetos concretos. Falando do entendimento e a sensibilidade da comunidade, Immanuel Kant assim se reporta.

“Por isso Leibniz, ao atribuir a uma comunidade às substancias do mundo, tal como unicamente o entendimento as pensa, precisou da mediação de uma divindade, pois a partir apenas da sua existência elas lhes parecem, com direito, incompreensíveis”. (KANT. Imamanuel apud Leibniz – A Crítica da Razão Pura, Coleção “Os Pensadores” p. 201).

Aqui é demonstrado que o pensamento a priori somente como pensa o mundo há a necessidade de se ter uma divindade e é aí que aparece o político (a divindade), para lhes explicar o que lhes parece incompreensível, criando a figura do “Salvador da Pátria” [[3]] que com uma varinha de condão pode resolver tudo. Eu estou do lado do fulano porque vou ter um emprego, ele me prometeu um salário, um emprego para minha filha ou para minha mulher e assim sucessivamente. Eles passam a impressão de que somente eles são capazes de fazer acontecer o direito do cidadão que já está prescrito na Constituição.Entretanto, se esquecem (propositalmente)de avisar aos desavisados, que para isso há a necessidade de qualificação profissional.

É necessário que se observe que, o mais importante é que essa observação não seja simplesmente a refutação do idealismo, mas que trate do autoconhecimento a partir da própria consciência interna de cada cidadão, para uma análise das intuições sensíveis (o objetos) externos, que podem indicar os limites da possibilidade desse conhecimento. Não podemos somente nos agarrar no que é falado, mas analisar calmamente e criticamente se estes pensamentos podem ser cumpridos, ou seja, possam se concretizar em atitudes e realizações do objeto (o poder). Porém, é nesse objeto que se encontra todo um sistema de engodos e de falácias, que se unificam em princípios comuns com uma legislação própria, mesmo que negativa e colocada com o nome de “disciplina”, que não aparenta qualquer falsidade e ao mesmo tempo,usa todos os atributos disponíveis para mascarar-se.

Os conceitos de pensamento são subjetivos e se regulamentam pela “máxima moral”, ou seja, são os pensamentos de como se vai conduzir o processo político, dentro da concepção pessoal do candidato ou do seu grupo, portanto, subjetiva. Já a produção empírica é aquela que está regida pela “lei moral”, que são as normas técnicas regidas pelo STE (Supremo Tribunal Eleitoral) que regulamentam as eleições, como: as Resoluções que são baixadas para o cumprimento da lei, nesse caso, objetiva. Mas, sabemos que as eleições não cumprem o que a legislação obriga e nunca ela é realizada dentro de uma visão objetiva, mas sempre se desenvolve na visão subjetiva, ou seja, de acordo com o pensamento do candidato ou de seu grupo.

Sabemos que no Brasil as leis são burladas a todo instante, segundo o TSE é proibido doar cestas básicas e comprar votos, mas essa é a prática mais recorrente em nosso meio, mesmo com a severa vigilância dos partidos, Ministério Público e da Polícia, como dissemos antes é a prática subjetiva que prevalece em lugar da objetiva e legal, tornando o ato ilegal como legal. Falando sobre isso Max Weber diz o seguinte: “Tais tipos de sistemas legais e de administração, em seu grau relativo de perfeição legal e formal, tem estado disponíveis para a atividade econômica do Ocidente.(WEBER. Max – A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo – Ed. Martin Claret, p. 31- 4ª Edição). Como vemos, todos os sistemas empregados na administração são legais de acordo com as “máximas morais” [[4]], que é o instrumento utilizado relegando as “leis morais” [[5]] para um segundo plano, tendo inclusive criado um jargão, que diz: “Na politica tudo vale, só não pode perder” [[6]]. Segundo Kant em a Fundamentação da Metafísica dos Costumes Outros Escritos, quando fala sobre as “leis morais”, diz o seguinte:

“Assim, pois, as leis morais, com seus princípios em todo o conhecimento prático diferenciam-se de tudo o mais que contenha algo de empírico; e essa diferença não só e essencial, mas também toda a filosofia moral encontra-se inteiramente assentada sobre a sua parte pura, e, quando aplicada ao homem, não recebe um mínimo que seja do conhecimento do homem (antropologia), mas fornece-lhe, na qualidade de ser racional, leis a priori”. KANT. Immanuel. Fundamentação da Metafísica dos Costumes Outros Escritos Ed. Martim Claret, p. 15. 2ª Reimpressão – 2011)

A política praticada em nosso meio deveria ser tratada e realizada nesse patamar, porém, ela é sustentada como nos Estados Religiosos que as dificuldades só aparecem no período que precedem a sua conquista, às vezes por mérito outras vezes através da sorte (como alguns casos onde os eleitos caem de paraquedas no município), que se tornam os príncipes. Nicolau Maquiavel (NiccolòMachiavelli – 1469 – 1527) quando se refere aos Estados Eclesiásticos, diz o seguinte:

“Conquistadores com o mérito ou com a sorte, nenhum nem outro é necessário para conserva-los, pois são sustentados por antigos costumes religiosos. […] Só esses príncipes podem ter Estados sem defendê-los e súditos sem governa-los; e seus Estados mesmo sem ser definidos, não lhes são tomados. […] Somente esses estados, portanto são seguros e felizes”. (MAQUIAVEL. Nicolau. O Princípe. Ed. Martin Claret, p. 64. 8ª Edição).

Na citação fica demonstrada a maneira como se desenvolve a política em Igarapé-Miri, pois existem alguns que chegam ao poder por méritos ou levados pela sorte como havíamos falado antes, da mesma forma que os Estados Eclesiásticos. E quando estes políticos chegam ao poder, no caso do mérito, acham que não devem nada a ninguém e o seu governo deve ser ao seu modo, sem se importar com o povo que é o maior interessado. Se eles chegam pela sorte, não reconhecem nisso a necessidade de retribuição a ninguém pelo simples fato de, não ter escolhido a posição, esta simplesmente lhe foi outorgada por um viés do destino e, da mesma maneira daquele que chegou por mérito, não encontra a necessidade de trabalhar em prol do povo.

O que vemos é que esses políticos depois de eleitos se afastam ou se tornam praticamente invisíveis aos olhos daqueles que lhes outorgaram o direito de representação que infelizmente eles não o fazem, embora, nas câmaras façam somente o que lhe é importante dentro daquilo que chamam de “carreira política”, que na verdade é o modo como vivem e sobrevivem dominando a sociedade e esta, por não conhecer os seus direitos constitucionais acaba por pensar que é culpada pelo descaráter dos seus representantes. Em seu trabalho, A Pedagogia da Autonomia, Paulo Freire grande educador brasileiro, diz o seguinte:

“Daí a culpa que sentem eles (aqui se reporta as comunidades estudantis da classe baixa da sociedade), em determinado momento de suas relações com o seu contexto e com as classes dominantes por se acharem nesta ou naquela situação desvantajosa.” FREIRE. Paulo. Pedagogia da Autonomia, Ed. Paz e Terra, p.83 – 41ª reimpressão – parêntese acrescido por nós).

Esse comentário de Paulo Freire dentro da política estudantil, é um bom exemplo de como os políticos tiram proveito dessas comunidades, seja ela estudantil ou não, isso exige que o educador progressista e agente da transformação, tenha como tarefa a de alertar, mostrando que essa leitura é sensível(concreta), mas que se use a reflexão para que seja feita não somente a leitura, mas também a releitura dessas individualidades ou grupos, no sentido de generalizar a nova forma do contextual da política praticada por eles, já que, essa ideologia dominante dos políticos é que inculca nos dominados a culpa pela sua própria situação em que vivem e entre nós não é diferente.

Não é despertado neles o desejo de justiça social ou mesmo o de moralidade das ações humanas, surge o egoísmo como catalizador refinado que põe em dúvida a exatidão do conceito de moral e faz aflorar a fraqueza de caráter [[7]], elevando a corrupção humana para patamares astronômicos. É dentro desse cenário que o movimento político inicia o seu pensamento a priori na busca de encontrar o seu objeto [[8]] real ou sensível (poder), se eleito não foi à vontade do povo que o elegeu e sim o seu mérito e em consequência, o povo não faz parte do seu plano de ação por este (o politico) não se basear nas “leis morais” e sim nas “máximas morais” que nada mais são do que os seus pensamentos individuais ou as famosas pressuposições subjetivas. Em sua obra Fundamentação da Metafísica dos Costumes e Outros Escritos, Immanuel Kant, diz que:

“Estamos habituados a muito nos lisonjear com um determinante mais nobre, que falsamente nos atribuímos; mas, na realidade, ainda que pondo em prática o exame mais rigoroso, não podemos nunca penetrar nos motores mais recônditos dos nossos atos, porque, falar de valor moral, não importam as ações visíveis, mas os seus princípios íntimos, que não se vêem, com as máximas que orientam as suas ações.” (KANT. Immanuel – Fundamentação da Metafísica dos Costumes e Outros Escritos. Ed. Martin Claret, p. 38).

Sempre pensamos que somos melhores e mais inteligentes que os outros. Porque ainda existem aqueles que riem da moralidade achando que ela é uma utopia da imaginação humana que ultrapassa a si mesma, elevada pela presunção do que se alinhar aos conceitos do dever não traz os efeitos necessários, então, usando somente a sua própria experiência,tem como vitória certa e indiscutível. Mesmo que a maioria das açõessejam feitas, conforme nos manda o dever,entretanto, se realmente examinarmos mais de perto, veremos que as aspirações e os esforços estão direcionados para o EU, que sempre está à frente dos seus pensamentos e não na real moral, que muitas vezes exigem a renuncia daquilo que o seu desejo está esperando. Nessa conjuntura, deveriam não deixar a ideia do dever e do respeito que se fundamentam nas “leis morais” e na convicção clara de que, as ações emanadas dessas fontes puras, para eles devem ser abandoadas,não se preocupando de fazer isso ou aquilo de forma correta, mas deixar que a razão independente (sua consciência) dos fenômenos seja o guia do que deve acontecer.

A busca frenética por um pensamento a priori do que se deve fazer para alcançar o objeto concreto e em Igarapé-Miri, já podemos ver o movimento de muitos com as alianças e a busca do voto de casa a casa, regulados somente dentro das “máximas morais”, mas nós eleitores devermos analisar criticamente para que possamos encontrar o objetivo, mas pautado nas “leis morais” e trabalhar no sentido de analisar criticamente todas as vertentes possíveis, tendo como base o município de Igarapé-Miri, não apenas com a inclinação individual de cada um, porém, dentro da busca pelo coletivo.Levando em consideração o imbróglio que a política nacional está atravessando hoje, e já que, esta influi diretamente na nossa política tupiniquim (local) devemos levar em conta que, dependendo do que acontecer lá respingará cá, tendo nós ainda como empecilho que é a figura do Estado com o governo do PSDB, que é contrário a atual administração e poderá ser contrária com a chegada do PMDB caso se confirme o impedimento da Presidenta do PT. Lembrando que, o nosso crescimento com o Roberto Pina, foi uma decorrência do caminho existente ou do alinhamento político que aconteceu entre o PT local e o nacional,no qual havia a possibilidade de ultrapassar a barreira do Estado, que sempre esteve às avessas com a poder local. Portanto, tanto os políticos que hoje buscam o objeto sensível do seu pensamento a priori (poder), devem ter a consciência de que o alinhamento é uma prioridade, para que as possibilidades e condições concretas para investimentos e desenvolvimento da nossa terra. Todas as coligações ou voos solos devem ser analisados de forma muito criteriosa por nós eleitores, na busca de qual é a melhor solução ou o melhor caminho a ser trilhado pelo o município, no sentido deste se alinhar não só com o governo do Estado, ou então, ter o poder de queimar essa etapa sem prejuízos para a comunidade miriense,tendo uma ligação consistente também com o governo central de Brasília.

Agora resta-nos esperar os acontecimentos dentro do tempo e do espaço, para que tenhamos a materialização inicialmente do pensamento puro a priori eas suas conexões empíricas para criação do objeto sensível [[9]] final, e este ocupando um lugar no espaço e no tempo que é infinito e não pode ser mensurado, por tanto, todos os outros tempos como a vida, governos, domínios, etc., são partes desse tempo infinito que revela os objetos nele contido. Esperamos que as nossas combinações, conexões empíricas, as nossas inclinações, possam fazer com que elejamos um objeto que consiga se alinhar com os demais poderes no sentido de viabilizar o desenvolvimento que tanto estamos esperando. Deixamos também um alerta, para que possamos com os nossos 48.000 votos que possuímos e que dá suficientemente para eleger um representante nosso na Assembleia Legislativa do Estado, e, deixar de sermos prostitutos políticos como temos sido até agora, para que não continuemos serrando do lado de baixo e recebendo a serragem na cara. Mas, como em Igarapé-Mir não tem índio só cacique, acho um pouco difícil e penso que, isso ainda é uma utopia inalcançável.

Esta é inicialmente a visão filosófica que se nos aparece dentro do contexto politico atual e que, pode ainda no decorrer do tempo e do espaço haver modificações ou mudanças substanciais, pois as conexões empíricas[10]ainda não estão totalmente definidas e com o tempo,ainda pode acontecer o aparecimento de novas alianças ou desistência de outras, assim sucessivamente. Porém, este é o quadro que está desenhado para satisfazer ou não aos interesses das “máximas morais”, que tendem aparecer no prosseguimento da construção do objeto final.

“Os homens de bem te ensinarão boas coisas, os maus te farão perder a própria razão” Sócrates.

João Maria Quaresma Júnior

  1. Santiago. Bacharel em Teologia pelo INTA

 Instituto Superior de Teologia Aplicada – Ce.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.

IMMANUEL. Kant, Vida e Obra, Coleção Os Pensadores. Ed. Nova Cultural Ltda. 1996.

______________, Fundamentação da Metafísica dos Costumes e Outros Escritos. Ed. Martin Claret – 2ª Reimpressão 2011.

MAQUIAVEL. Nicolau, O Principe. Ed. Martin Claret. 8ª Edição – 2007.

NIETZSCHE. Friedrich, Além do Bem e do Mal. Ed. Schwarcz Ltda. – 2005.

__________________, O Nascimento da Tragédia. Editora Escala – 2011.

FREIRE. Paulo, Pedagogia do Oprimido, Ed. Paz e Terra – 2010.

PLATÂO. A República. Ed. Martin Claret – 2000.

SUNZI (SUN TZU). A Arte da Guerra. Conrad Editora. 3ª Edição. 2010.

SÓCRATES. Vida e Obra. Coleção Os Pensadores. Ed. Nova Cultural Ltda. 1996.

WEBER. Max, A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo. Ed. Martin Claret.4ª Edição – 2001.

[1] – O primeiro pensamento o tido pensamento puro, que ainda não teve suas conexões empíricas e as associações de múltiplos.

[2] – Tudo aquilo que é precedido pelos sentidos, fatores da natureza, moral ou social, aquilo que é raro e surpreendente.

[3] – Aquele que com as suas promessas maravilhosas e espetaculosas, leva o povo ao delírio e ao pensamento de que, este (o povo) somente vai ter direitos ao seu lado e que os deveres serão esquecidos.

[4] – Os pensamentos individuais aqui de cada candidato representado, de como organizar e desenvolver o processo político.

[5] – Essas são as normas regulamentares, ou seja, as “leis” que são criadas para guiar os processos políticos em todas as esferas.

[6] – Este jargão diz em outras palavras que tudo é válido na política, a única coisa que não é válida é o pensamento de derrota. Por isso todos os meios usados, são aceitos como lícitos pelos participantes.

[7] – Se diz do conjunto de traços particulares, modo de ser de um indivíduo ou de um grupo, índole, natureza, temperamento, etc.

[8] – Objeto é a forma final do pensamento puro, ou a priori que depois de somado aos seus múltiplos nas conexões empíricas aparece no mundo sensível.

[9] – É o produto final do pensamento ou entendimento puro a priori que se torna sensível, ou seja, que podemos tocar ou reconhecer. E no projeto político não é diferente o objeto sensível final é o próprio poder em si, materializado nos cargos políticos dentro do espaço (território do município) e no tempo (a duração do mandato).

[10] – As conexões empíricas (em pilha),nada mais são do que as coligações e apoios políticos que aparecerão no decorrer do tempo dentro do espaço, que podem alterar a atual conjuntura do processo.

 

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