JUSTIÇA MANTÉM ORDEM DE PRISÃO A PÉ DE BOTO E DENUNCIADOS NA FALSO PATUÁ

FOTO PE DE BOTO COM ITALO MACOLA NA FRENTE DA PMIGM

O Portal Globo.com divulgou agora a notícia de que a Justiça manteve a ordem de prisão ao ex-prefeito Pé de Boto e aos demais 11 denunciados na ação penal decorrente da Operação Falso Patuá.

Segundo a notícia, até mesmo o Ministério Público teria concordado com a liberação de alguns policiais presos, mas o juiz Enguellyes Torres,  que responde pelo caso entendeu que todos devem permanecer presos ou com ordem de prisão mantidas em face de testemunhas terem declarado que ainda sentem medo dos denunciados e alguns pediram proteção da justiça. E para piorar, uma testemunha teria relatado tentativa de suborno, ou seja, queriam comprá-la para mudar de depoimento.

O caso tem sido comentado nestes últimos dias. Uma das testemunhas de acusação teria apresentado ao juiz o dinheiro oferecido por um comerciante muito conhecido na cidade e que teria tentando comprar o silêncio em favor dos denunciados.

Se isso for verdade o comerciante poderá se encrencar e até ser preso por tentar obstruir a atuação da Justiça.

Vejam a matéria do site da Globo:

PORTAL G1: Juiz mantém pedido de prisão preventiva contra ex-prefeito no PA

Ex-gestor de Igarapé-Miri é acusado de chefiar um grupo de extermínio.

O grupo seria responsável por 15 homicídios e 8 tentativa de assassinato.

Nesta segunda-feira (14), o juiz da Comarca de Igarapé-Miri, Enguellyes Torres, manteve o pedido de prisão preventiva do ex-prefeito de Igarapé-Miri, cidade do nordeste do Pará, Ailson Santa Maria do Amaral, e outros 11 denunciados por participação em grupo de extermínio composto por ex-agentes da administração pública de Igarapé-Miri e policiais militares. O grupo seria responsável por 15 homicídios e 8 tentativa de assassinato. Quatro dos 12 denunciados, entre eles o ex-prefeito, estão foragidos da Justiça há nove meses.

O pedido de revogação foi formulado pelas defesas dos acusados e pelo Ministério Público do Pará (MPPA). Dos 12 denunciados, a Promotoria de Justiça pediu a revogação da prisão preventiva com substituição de medidas cautelares de quatro acusados. São eles: Rivadavia Alves dos Santos, Dilson Harlen Nascimento Nunes, Edson Carlos Souza e Everaldo Lobato Vinagre. Além disso, o representante solicitou a revogação de prisão do acusado Marco Afonso Muniz Palheta.

Em sua decisão, o juiz afirmou que os fatos são objetivos e graves para a manutenção da prisão preventiva em função do processo criminal em andamento. Acrescentou que os elementos de provas colhidos durante a instrução processual potencializaram os requisitos de provas de existência de crime e no perigo na liberdade dos acusados, sendo o fundamento pautado na garantia da ordem pública e conveniência da instrução criminal.

Tentativa de suborno
Torres destacou que o grupo vem tentando interferir no percurso da instrução criminal, já que uma testemunha declarou ter recebido dinheiro de um estranho para calar a verdade em juízo, “quantia esta que foi depositada em conta judicial”, completou. O magistrado lembrou de que, após as quatro audiências realizadas em dezembro de 2015 e março deste ano, “o receio e o temor de algumas testemunhas ouvidas durante a instrução restou visível, ao ponto de declararem que temiam por suas vidas, solicitando ao Judiciário proteção policial, bem como ingresso no Provita (Programa de Proteção a Vítimas e Testemunhas Ameaçadas)”, escreveu.

Em razão do pedido do MPPA, o juiz esclareceu também na decisão que, embora a denúncia não tenha imputado aos acusados Rivadavia Alves dos Santos, Dilson Harlen Nascimento Nunes, Edson Carlos Souza e Marco Afonso Muniz Palheta a prática de homicídio ou tentativa, os mesmos respondem por participação em organização criminosa e denunciação caluniosa e há indícios de que tinham conhecimento dos fatos. Contra o acusado Edson Carlos Souza, a denúncia é pela prática ilegal de compra e venda de arma de fogo.

O magistrado ressaltou que os acusados Ailson Santa Maria do Amaral, ex-prefeito de Igarapé-Miri e conhecido com Pé de Boto; Paulo Sérgio Fortes Fonseca; Rafael da Silva Neto; e Amilton Nazareno Santa Maria do Amaral, irmão do ex-prefeito, estão foragidos há nove meses. Diante da fundamentação exposta e de outros fatos mencionados em decisão, foi mantida a prisão preventiva dos denunciados.

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