SAÚDE MIRIENSE CONTINUA EM CRISE, MAS MUDA DE SECRETÁRIA

Nas últimas eleições a principal queixa da população Miriense e do Estado bate em duas frentes: Segurança e Saúde.

Segurança é o ponto alto da campanha ao governo do estado e também influencia nas eleições municipais, mesmo que os prefeitos não tenham competência para atuar na polícia civil ou militar e apenas sirvam para bancar combustível e ajuda de custo.

E Saúde Miriense enfrenta grave crise por mais de uma década, em especial na Urgência e Emergência que tem atendimento no sucateado Hospital Sant’Ana.

Ele já está condenado, quase que literalmente, pois além das dificuldades de estrutura a Justiça Federal também assim sentenciou que lhe faltam condições para bem atender ao público (ver matérias do GM sobre o tema de 2014/2015)

As queixas da população mais frequentes são a falta de médicos e de medicamentos. Foi feita uma chamada pública que aliviou em parte a falta de médicos. A licitação de medicamentos também foi concluída, mas não se sabe se os recursos são suficientes ou falta gestão e planejamento para atender ao público.

O problema de gestão também é crítico, pois na gestão Pé de Boto passaram vários pela pasta e na atual gestão Pina o ano de 2015 começou com troca de Secretário.

Saiu Rafael Carvalho e entrou Celina Ferreira (na foto entre Josias e Toninho Pesado). A pasta é cota da vice-prefeita Carmosina que hoje está no PROS.

celina

A nova gestora reuniu com funcionários na semana passada para fazer o planejamento 2016, conforme fotos abaixo:

PLANEJAMENTO SAUDE 2016

PLANEJAMENTO SAUDE 2016 02

A Câmara Municipal instaurou CPI na Saúde, mas é a segunda na atual legislatura. Não se sabe se haverá empenho para apurar erros na pasta e muitos menos se os vereadores terão coragem de dizer os erros cometidos na gestão de Toninho Peso Pesado, Nenca e Rufino, pois esses três vereadores foram prefeitos interinos e podem também ter culpa no cartório.

No Ministério Público Estadual e Federal chovem denúncias sobre a saúde Miriense, desde fraude na compra de medicamentos (caso MM Lobato já publicado no GM) até falta de atendimento a casos graves (remédios, consultas e cirurgias) que merecem atendimento de urgência. O MP Estadual recomenda ao secretário municipal os atendimentos dos casos mais graves ou move ação para que a prefeitura pague tratamentos urgentes.

A situação nacional e estadual na saúde é crítica e um caso de calamidade.

No caso Miriense existe também um outro problema, que na verdade seria parte da solução.

O Hospital Afonso Rodrigues, mais conhecido como Hospital do Seffer, recebe uma valor fixo mensal de R$133.000,00 mil reais para atendimento de Urgência e Emergência. Esses recursos são repassados pelo Município como parte de um ajuste com o Estado.

No entanto, o Hospital funciona como se fosse particular e a população não é informada que tem o direito de exigir também naquela unidade o atendimento de Urgência e Emergência, pois faz parte do SUS.

A UPA (Unidade de Pronto Atendimento) está com mais de 95% das obras concluídas, mas não tem previsão de entrega e vários atropelos com as mudanças de gestão empacaram essa oportunidade de minimizar os problemas da Saúde Miriense.

O atraso na entrega da UPA causou perdas de repasses federais e de uma ambulância da SAMU.

A mudança da Secretária de Saúde pode ser um indicativo de que se tente em 2016 corrigir muitos dos erros de gestão.

Mas é importante que seja feito um bom planejamento e que a população seja informada das ações da Saúde e que seus direitos sejam respeitados, em especial no Hospital Sant’Ana.

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