ABAETETUBENSE INVENTA APANHADOR/DEBULHADOR DE AÇAÍ E GANHA PRÊMIO

APANHADOR DE AÇAI

Um humilde Abaetetubense, conhecedor de açaizais de nossa região virou inventor.

E conseguiu depois de muitas tentativas inventar com sucesso uma APANHADOR E DEBULHADOR de Açaí.

O invento aos poucos ganhou destaque no cenário nacional, conforme publicação do início deste ano no portal G1:

APANHADOR DE AÇAI 02

“… Edilson Cavalcante. Ele só estudou até o 5º ano do Ensino Fundamental, mas tem conhecimento de sobra como agricultor e operador de tratores. Edilson, agora, também pode ser chamado de inventor. Tudo por causa do apanhador de açaí.

Com uma lâmina, um  gancho e uma vara de seis metros, ele inventou um aparelho que vem facilitando o trabalho dos catadores de açaí, lá no Pará.

Com o invento, os catadores não precisam subir nas árvores, o que diminui o risco de acidentes. Entre os catadores, a ferramenta é considerada  fácil de utilizar e segura. Em média, 30 segundos é o tempo estimado para retirar o cacho de açaí da árvore usando o apanhador…”

Foram necessárias décadas e centenas de acidentes subindo as palmeiras de açaí para apanhar os cachos do fruto, mas apenas alguns meses para que um agricultor inventasse uma ferramenta que dispensa a tradicional peconha. Ele estava insatisfeito com essa lida arriscada e cansativa. Subir na palmeira sujava, arranhava e ainda sujeitava os peconheiros a muitas ferradas de formiga.    FOTO: CRISTINO MARTINS/ AG. PARÁ  DATA: 16.01.2015  ABAETETUBA - PARÁ
Foram necessárias décadas e centenas de acidentes subindo as palmeiras de açaí para apanhar os cachos do fruto, mas apenas alguns meses para que um agricultor inventasse uma ferramenta que dispensa a tradicional peconha. Ele estava insatisfeito com essa lida arriscada e cansativa. Subir na palmeira sujava, arranhava e ainda sujeitava os peconheiros a muitas ferradas de formiga. 
 
FOTO: CRISTINO MARTINS/ AG. PARÁ 
DATA: 16.01.2015 
ABAETETUBA – PARÁ

A invenção agora foi premiada pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário, conforme noticia o blog da Franssinete Florenzano:

O caboclo amazônida é super criativo. Primeiro inventou, em épocas remotas, a peconha, a fim de subir na palmeira de açaí e tirar os cachos do fruto. A atividade é arriscada, a pessoa se suja, fica arranhada e ainda por cima leva muitas ferroadas de formigas. Isto quando não despenca do açaizeiro e se fere gravemente. Depois, veio o uso de uma vara com uma foice na ponta, para cortar e deixar cair. Mas não raro o que cai é a foice na pessoa. Um perigo! Pois Edilson da Costa, de Abaetetuba(PA) inventou, então, o apanhador e debulhador de açaí, no início deste ano, e agora o equipamento foi selecionado pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário no quesito ‘Boa Prática de ATER’, no eixo “Agricultor experimentador”, e fará parte da edição 2015 do Caderno “Boas Práticas de ATER na Agricultura Familiar e na Reforma Agrária”. 

O invento está registrado sob o título “Inovação Tecnológica na Agricultura Familiar e a Segurança do Trabalho em Abaetetuba/Pará: Apanhador e Debulhador de Açaí”. Que é nada mais que uma vara de alumínio, medindo três ou seis metros, com um mecanismo na ponta. “De um lado uso uma faquinha, que faz o corte; depois que deixo o cacho menos preso à palmeira, uso o outro lado, que tem um engate, e puxo a vassoura para baixo com uma corda que funciona como elevador. Faço isso em 30 segundos. Cada um custa R$ 300”, conta Edilson, feliz da vida. 

Foi o próprio Edilson quem produziu todas as peças, soldou, testou e regulou. “Houve erros, fui aperfeiçoando. Tem peconheiro que diz para mim que é mais rápido sozinho que usando o apanhador, mas sozinhos eles não conseguem descer muitos cachos, fora que isso cansa muito mais”, argumenta. 

O mais bacana é que, além de apanhar, a geringonça debulha o açaí. “A gente tirava com o dedo, arrastando os galhinhos do cacho até cair todos, mas isso feria a mão. Alguns eram duros e deixavam a mão preta. Então pensei que se tivéssemos uma garra, como aquele super-herói, o Wolverine, seria mais fácil. Pensei em fazer algo parecido, como um pente para escovar a vassoura do açaí” (sic), relata o inventor. 

Edilson Costa é um dos agricultores orientados pela equipe da Emater no município de Abaetetuba, no Baixo Tocantins. E a pesquisa já rendeu outras descobertas: o caroço de açaí batido substitui a lenha, por exemplo. Tecnologia simples e barata, que a Emater tem incentivado os agricultores a usarem nas casas de farinha. É o caso de José Brandão Jr.. Em um dia fazendo farinha, para aquecer os fornos seriam necessários dez metros cúbicos de lenha. Com o caroço do açaí são cinco sacas, cerca de 40 quilos por dia. “Além da vantagem financeira, o sistema de ventoinha consegue direcionar a intensidade do fogo, o que diminui o risco de queimar. O caroço pode estar molhado que pega fogo do mesmo jeito, diferente da lenha. Depois ainda pego as cinzas e uso de adubo”, gaba-se o ribeirinho.

Foram necessárias décadas e centenas de acidentes subindo as palmeiras de açaí para apanhar os cachos do fruto, mas apenas alguns meses para que um agricultor inventasse uma ferramenta que dispensa a tradicional peconha. Ele estava insatisfeito com essa lida arriscada e cansativa. Subir na palmeira sujava, arranhava e ainda sujeitava os peconheiros a muitas ferradas de formiga. Edilson da Costa inventou, então, o Apanhador de Açaí. FOTO: CRISTINO MARTINS/ AG. PARÁ  DATA: 16.01.2015  ABAETETUBA - PARÁ

Vários já tentaram criar maneiras mais fáceis e práticas de apanhar açaí. E hoje a profissão é valorizada, pois em alguns locais se paga até R$15,00 por rasa de açaí apanhada e debulhada, em especial em área de várzea.

Um bom apanhador pode ganhar uma boa grana durante o mês.

Essa invenção pode revolucionar o mercado e pelo jeito não custa caro e deve ser uma opção para os produtores de açaí, que aumentam a cada dia em nossa região e por todo o Brasil.

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