JUSTIÇA LIBERA SIGILO DA OPERAÇÃO FALSO PATUÁ, MANTÉM PRISÕES E MARCA AUDIÊNCIAS

PE DE BOTO NO BLOG DO PARSIFAL

(Postagem do Blog do Parsifal)

Em decisão do dia 10 de dezembro deste ano, o Juiz ENGUELLYES TORRES DE LUCENA proferiu decisão na Ação Penal  0000100-27.2015.814.0401 e determinou a quebra do sigilo processual que envolve a OPERAÇÃO FALSO PATUÁ.

Na mesma decisão o magistrado negou pedido de soltura dos presos e manteve ordem de prisão preventiva dos envolvidos.

Aqueles que estão foragidos serão citados por edital para apresentar defesa e se fazerem presentes em audiência de instrução que já foi designada para ocorrer no dia 19 de fevereiro de 2016 em Belém, por questões de transporte e de segurança.

Pé de Boto apresentou procuração para novos advogados e serão eles (Dr. Américo Leal e Dr. Arnaldo Lopes) que irão apresentar a defesa do ex-prefeito, que continua foragido, talvez no aguardo de Habeas Corpus para responder ao processo em liberdade.

Vejam a decisão que está disponível no site do TJ/PA:

DECISÃO DENUNCIA FALSO PATUA E PRISAO PREVENTIVA 01

DECISÃO DENUNCIA FALSO PATUA E PRISAO PREVENTIVA 02

DECISÃO DENUNCIA FALSO PATUA E PRISAO PREVENTIVA 03

DECISÃO DENUNCIA FALSO PATUA E PRISAO PREVENTIVA 04

DECISÃO DENUNCIA FALSO PATUA E PRISAO PREVENTIVA 05

DECISÃO DENUNCIA FALSO PATUA E PRISAO PREVENTIVA 06

A liberação do segredo de justiça do processo vai possibilitar acesso aos grampos (escutas telefônicas) feitos com autorização judicial. Dizem que existe citação a políticos e outros agentes públicos que conversavam com Pé de Boto, incluindo vereadores do município. Até uma CPI foi instalada na ALEPA e também tratou da Operação Falso Patuá, resultando em pedido de providências ao governador do estado.

E também das provas dos autos que segundo o Procurador de Justiça Nelson Medrado comprometeria os réus com o envolvimento em 13 homicídios ocorridos em Igarapé-Miri e região. Dr. Medrado foi quem conduziu a Operação Falso Patuá, as prisões e buscas neste caso, tendo feito a denúncia no Tribunal de Justiça que depois passou para a Comarca de Igarapé-Miri.

MEDRADO E PÉ DE BOTO

No entanto, os réus ainda terão direito a ampla defesa e caberá ao Ministério Público provar a culpa de cada um dos denunciados e isso envolve muitos detalhes e pode se tornar complexo com a demora do processo.

Existe um longo caminho neste processo a ser percorrido, sendo imprevisível uma provável data de julgamento do caso, ainda mais com a grande quantidade de denunciados.

Os réus que ainda não se apresentaram à Justiça poderão ser defendidos por advogados ou defensores públicos e assim o processo tramitará para que as testemunhas sejam ouvidas e as provas sejam produzidas até novas decisões do juiz do caso.

É esperar para ver no que vai dar…

 

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