A CASA DA CULTURA E A CASA LOTÉRICA

A Casa da Cultura, de bons e áureos tempos Mirienses se transformou numa Casa Lotérica desde que a Gestão Pé de Boto aportou na Terra do Açaí.

Uma das poucas promessas de campanha de Ailson Amaral foi cumprida. A idéia até que não era ruim, pois pretendia tirar o povo da rua e acomodar em sala refrigerada com cafezinho ou mingau.

E isso se tornou realidade, pelo menos durante algum tempo. Depois sumiu o café, o mingau e ficou somente a Lotérica AQUIME utilizando energia e área pública, com um contrato de 5 anos que se iniciou em 15 de janeiro de 2013 e valendo até 15/01/2018.

Se você não acredita que o espaço foi cedido de graça e custeado com dinheiro público até para reformas, então veja o Contrato 001/2013 e seus anexos:

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A prefeitura se comprometeu em deixar tudo em perfeito estado para a Lotérica:

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A gestão Pé de Boto passou, veio Edir por poucos dias, depois Nenca, Rufino e Toninho. Tudo ficou como dantes, pois mexer nessa encrenca pode tirar votos do político, mesmo que o dinheiro público vá para o ralo.

Com a eleição do atual Prefeito e mudança do Diretor da Cultura o caso foi denunciado e a Prefeitura iniciou processo para regularização do espaço que um dia foi da Cultura.

Foi emitido parecer jurídico opinando pela NULIDADE do Contrato, já que a empresa é particular e não pode ser beneficiada por concessão gratuita. A Lotérica foi notificada em agosto/2015 para se manifestar se tinha interesse em desocupar o espaço ou fazer novo contrato e pagar os débitos de energia, aluguel e limpeza:

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A resposta da Loteria AQUIME (Nossa Sorte) revelou situações inusitadas e estranhas ao contrato, pois diz o proprietário que mensalmente dava “uma ajuda” para a ex-Secretária de Cultura todos os meses, para a limpeza. Seria uma relação “harmoniosa”. Vejam a resposta:

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A Secretaria de Cultura é uma das mais carentes de recursos no município. As salas da Casa da Cultura que antigamente funcionavam com biblioteca e espaços de eventos hoje estão abandonadas e sem condições de uso.

Se de um lado a população que é atendida saiu da rua, de outro o espaço público se transformou em negócio lucrativo para uma empresa particular que usa energia e não paga locação, mas aufere lucros mensais.

Seria justo manter um contrato nessa condições ? E a Cultura Miriense ? E a biblioteca Municipal ? E o espaço para uso de jovens em danças, teatros, desfiles, etc ?

Vamos esperar que nem que seja no Judiciário essa situação seja definida e que a bela Casa seja novamente da Cultura.

CASA DA CULTURA

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