COMPRA DE 1.5 MILHÃO EM LIVROS ESTÁ SENDO INVESTIGADA

JORNAL TP SETEMBRO CAPA

O Jornal Tribuna Popular está nas ruas de Igarapé-Miri nesta semana e destaca matéria envolvendo investigação da Prefeitura de Igarapé-Miri sobre a compra de livros didáticos no primeiro semestre deste ano.

O processo licitatório para aquisição de tais livros teria se iniciado e concluído ainda em 2014, na gestão Pé de Boto. O processo original ninguém sabe e ninguém viu. Nem mesmo o Procurador Nelson Medrado na busca e apreensão que fez na prefeitura em setembro de 2014.

O problema neste caso estaria residindo em dois pontos:

1 – Suspeitas de fraudes no processo de licitação (assinaturas supostamente falsificadas, ausência de parecer com nome de advogado, contador que nunca teria trabalhado na prefeitura, pregoeiro que indicou email errado para a licitação, etc.), que teria sido direcionado para uma empresa (Gráfica e Editora SUPLEGRAF).

2 – E o questionamento sobre a necessidade de compra de tais livros na gestão Toninho (abril e maio), em pleno período eleitoral, pois foram esquecidos em uma das salas da SEMED.

Fica a dúvida neste caso sobre a necessidade e a urgência da compra de tantos livros, que estão estocados, pois o Ministério da Educação tem um programa específico do livro Didático e estes já haviam sido entregues aos alunos desde o início deste ano.

Se havia urgência, qual o motivo de não terem sido entregues aos alunos ? Seria bom explicar esses fatos, ainda mais diante de grande volume de livros e do alto valor contratato, que no total poderia chegar a mais de 2.5 milhões de reais.

Vejam as fotos dos tais livros didáticos, sendo que um deles tem o título: BRINCAR COM O QUÊ:

LIVROS SUPLEGRAF 04

LIVROS SUPLEGRAF 03

LIVROS SUPLEGRAF 02

Essa apuração é importante, pois se for comprovado o desvio de dinheiro da Educação a Polícia e o Ministério Público Estadual e Federal deverão investigar o caso, bem como o Conselho Municipal de Educação.

A Prefeitura, se comprovar ilegalidades, com direito de defesa, deverá punir a empresa e os responsáveis pela compra irregular e pedir na Justiça a devolução dos valores.

O valor de 1.5 milhão de reais poderia ajudar a pagar o décimo terceiro dos servidores municipais em 2015.

Se for encontrado o processo original e tudo estiver correto também será importante divulgar.

O GM verificou no Diário Oficial que já foi iniciada apuração sobre o caso SUPLEGRAF:

publicaçao SUPLEGRAF

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