MOJU COMEMORA 160 ANOS

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O Diário do Pará publicou hoje uma bonita matéria sobre o Município do Moju, que é vizinho a Igarapé-Miri e um dia pertenceu ao mesmo território.

Moju passou por muitas modificações nos últimos anos, recebendo incentivos na agricultura, pecuária, transporte e serviços. Alavancou seu crescimento com gestões administrativas boas ou razoáveis, mas vem superando em muito os demais municípios do Baixo-Tocantins, até mesmo Barcarena que tem a maior arrecadação.

Parabéns aos nossos amigos e vizinhos Mojuenses.

Que tenha prosperidade e muitas alegrias esse povo Tocantino alegre e feliz.

Vejam a matéria e as fotos do Diário do Pará:

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MOJU: 160 ANOS DE FÉ, LENDAS E FESTIVIDADES

O município de Moju é originário de um povoado fundado nas terras de Antônio Dornelles de Sousa, localizado dentro de uma área patrimonial do município de Igarapé-Miri.

Em 1856, com a promulgação da Lei nº 279, de 28 de agosto, a freguesia do Divino Espírito Santo foi elevada à categoria de Vila, e pelo mesmo ato legal, convertida em Município.

VEJA CURIOSIDADES HISTÓRICAS DE MOJU

Já em 1955, o município vivenciou a tentativa de desmembramento de seu território, para que pudesse ser constituído o município de São Manoel de Jambuaçu, mas essa tentativa não deu certo  e foi declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal.

Somente em 1991 o município de Moju teve parte do seu território desmembrado para constituir os municípios de Goianésia do Pará e Breu Branco, através das Leis nº 5.686 e nº 5.703, respectivamente.

Atualmente, Moju conta com três distritos: Moju (sede), Cairari (Alto Moju) e Distrito Nova Vida.

FESTIVIDADES

O município de Moju possui várias manifestações religiosas, como as festividades marianas, que ocorrem no mês de maio. Contudo, a principal festa é em homenagem ao seu padroeiro, o Divino Espírito Santo, realizada no segundo domingo de Pentecostes e que, por ser uma festa móvel, pode coincidir com o mês de maio ou junho.

As celebrações obedecem uma tradição: iniciam com o Círio Fluvial, que sai da foz do rio Jambuaçu em direção à sede do município, onde os festejos continuam com arraial, leilão e ladainha.

Também têm destaque a procissão de Corpus Christi, no mês de junho, e a festa de Nossa Senhora de Nazaré, em dezembro, cujo círio já é tradição há mais de 100 anos.

Dentre as manifestações populares, destaque para o Grupo Folclórico Mexilhão do Icatu, criado em 1988.

Outro grupo genuinamente mojuense, com canções que falam sobre os costumes e lendas de Moju, é o Boi-bumbá, que vai nas casas onde é convidado, durante as comemorações festivas do município, com maior frequência no mês de junho.

Já o artesanato local não é muito variado e as peças mais confeccionadas e vendidas são peneiras, tipitis, paneiros e vassouras produzidas da tala.

O trabalho é realizado pelas comunidades quilombolas do Jambuaçu, com o intuito de resgatar o artesanato em barro, com a confecção de vasilhas e utensílios domésticos, como forma de manter a tradição e garantir sua renda.

Por fim, no Centro Cultural de Moju são realizados eventos como a Feira Agrocultural de Moju, criado pela Associação Mojuense de Estudantes (AME), como forma de festejar o aniversário do município, em 1982, que em virtude do grandioso sucesso, continuou e foi expandido.

FESTA DO DIVINO ESPÍRITO SANTO

Vinte dias antes da festa são realizadas as novenas. Dias antes, um grupo de senhoras realiza a folia, durante a madrugada, visitando as casas com a Coroa ou a bandeira do Divino.

Próximo da igreja matriz fica o salão paroquial onde acontecem os momentos de confraternização com vendas de comidas típicas e bebidas.

No salão acontecem também leilões, bingos, sorteios e os shows patrocinados pelos noitários, com bandas convidadas dos municípios de Abaetetuba ou Cametá.

Na véspera do dia da festa, acontece o círio fluvial. É neste dia que se pode dizer que o município realmente se reúne.

Já no último dia da festa, pela manhã, acontece a missa festiva do padroeiro e, durante a tarde, após a procissão, a derrubada do mastro.

MUDANÇAS

O professor Flávio Gomes Pereira reside em Moju há 42 anos e para ele várias melhorias foram feitas na cidade nos últimos 10 anos, mas ainda há caos tanto na saúde quanto na segurança do município. 

“Moju é uma boa cidade para se viver, porém, os setores da saúde e da segurança estão abandonados. Infelizmente, não podemos sentar na porta de casa para conversar, e se precisarmos ir ao hospital da cidade para fazer um curativo, só se dermos sorte de ter material. A situação poderia estar melhor, porém, o descaso toma conta”, disse Flávio.

Para o professor, o governo deveria olhar mais pela cidade e fazer investimentos nas áreas da saúde, educação e segurança, pois a região carece de atenção.

Em entrevista, o morador disse que, apesar do descaso do governo, o mojuense assim como os turistas, podem desfrutar de belas paisagens como a do Balneário Levi.

“O Balneário Levi, por exemplo, é muito bonito, possui uma bela paisagem e ambiente convidativo para relaxar com familiares e amigos. Com água gelada e transparente, todos se divertem tranquilamente e é muito visitado por pessoas de outros estados”, comentou o professor.

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