A PIOR COISA QUE INVENTARAM FOI O CONCURSO PÚBLICO ?

cargo publico nao é presente

A semana na política Miriense parecia até calma. Debates sobre saúde, pra variar, algumas queixas na educação e coisa e tal.

Mas o que dominou e acendeu debates foi uma frase que teria sido proferida pela Vereadora Ângela Maués (PSD) na Câmara Municipal: A PIOR COISA QUE INVENTARAM FOI O CONCURSO PÚBLICO.

Os que viram a cena ou interpretaram o fato num primeiro instante viram uma ofensa e crítica muito forte aos servidores concursados da Prefeitura de Igarapé-Miri, que não atenderiam bem ao público.

E se fez um comparativo de que temporários ou comissionados seriam mais atenciosos e dedicados em suas atribuições, pois não teriam estabilidade no serviço público e de certa forma, até pela precariedade do cargo, estariam mais dispostos a trabalhar.

A vereadora vem recebendo muitas críticas, mas também certo apoio nas redes sociais.

Ela tentou se explicar, conforme nota reproduzida em seu face e no Blog do Gleyson Castro.

Diz a vereadora que teria se expressado mal ou foi interpretado de forma apressada o que teria dito dentro de um contexto maior, onde coisas mais graves deveriam ter sido avaliadas naquela mesma sessão.

Certamente que tem coisa muito pior que foi inventada na Constituição de 88. O concurso público para selecionar servidores para administração pública foi a melhor maneira que o Legislador encontrou para dar igualdade na forma de ingresso e evitar tantos anos de apadrinhamento e nepotismo, sem falar em outras mazelas.

Mas depois de décadas ainda é difícil não somente realizar concursos, mas também fiscalizar os servidores públicos, de tal maneira que cumpram seus deveres com eficiência e responsabilidade.

No caso Miriense, nas gestões de Miguel Pantoja, Dilza e Pina foram realizados concursos. Milhares de servidores foram nomeados e empossados e algumas dezenas de casos foram parar na Justiça por conta de preterição (furo na fila de chamada) e erros administrativos. Alguns ainda pendentes de julgamento.

Mas a Administração Municipal melhorou com essa forma de ingresso no serviço público ?

Certamente que a resposta é SIM. Existem muitos servidores dedicados e zelosos com suas missões. E hoje o quadro e nível técnico é muito melhor, o que não seria possível sem essa forma de seleção.

Erros e diversos casos de falta de responsabilidade também. Mas é difícil e até temerário generalizar que um servidor concursado possa ser pior/melhor que os comissionados/temporários.

Essa polêmica, se bem aproveitada, pode levar a mais reflexões e propostas sobre o tema. E quem sabe possa surgir no seio dos órgãos de classe (sindicatos e associações) formas de poder exigir melhorias na capacitação dos servidores. E na administração pública a devida valorização desses profissionais, seja na remuneração ou nas condições de trabalho.

E assim, seria possível exigir maior EFICIÊNCIA, que é o que a população quer dos servidores públicos. Um bom atendimento nos postos de saúde, nas escolas e no atendimento ao público.

O povo não pode ser punido pelos baixos salários, mas também deve ajudar a administração pública recolhendo seus impostos, de onde será possível pagar o funcionalismo.

Na verdade, uma coisa puxa a outra. E assim, mesmo que numa eventual crise de valores ou de críticas, pode ser possível construir melhores alternativas na sociedade Miriense.

Vejam as matérias sobre o caso destacas dos Blogs Poemeiro do Miri e do Gleyson Castro:

VEREADORA ÂNGELA (PSD) FERIA A DIGNIDADE DOS CONCURSADOS DE IGARAPÉ-MIRI ?

Israel Araújo (Editor)
A vereadora pelo PSD, Ângela Maués, arrumou um bom problema para o seu momento atual e seu futuro eleitoral. A parlamentar entrou para a Casa de Leis após a cassação do mandato da ex-Vereadora Nayara Pantoja (PSD, que saiu do Parlamento em virtude de crime de caixa dois de campanha) e acabou se pronunciando na Sessão de ontem (19/08) sobre um tema que é muito caro à democracia brasileira: o instituto do Concurso Público. Trata-se, simplesmente, de uma baliza para a atuação da Administração Pública em todos os níveis.

Desde 1988, ao menos desde esse ano, a coerência administrativa não pode passar longe desse dispositivo legal. Não se imagina uma gestão pública séria e responsável que não se disponha a organizar o funcionamento da máquina pública. E, para isso, é necessário realizar concurso(s) público(s), organizar lotação e tomar outras providências técnicas. O caso é tão emblemático que, se uma parte do povo não quer ouvir falar em concurso público, já se nota (em Igarapé-Miri) que há aceitações populares sobre o concurso. Isso ficou constatado no ato de posse do prefeito Roberto Pina Oliveira (PT), dia 09 de junho de 2015: assim que se pronunciou sobre a possibilidade de haver concurso público em sua gestão, Oliveira foi aplaudido por populares.

Maués, em meio a uma discussão com seus pares e o Secretário Municipal de Saúde, disse o que pensa sobre o concurso público. O caso foi anotado pelo Blog Folha de Igarapé-Miri, de Gleyson Castro:

O fato aconteceu quando os vereadores sabatinavam a Secretário Municipal de Saúde, então no seu pronunciamento a Vereadora pediu que o Secretário tentasse melhorar o atendimento nas unidades de saúde, pois segundo ela, já tinha presenciado muitos servidores públicos atendendo mal os pacientes. Foi então que a Vereadora soltou a seguinte pérola:“a pior coisa que inventaram foi concurso público”. A Vereadora quis claramente dizer que os servidores efetivos (concursados), não tem a mesma dedicação e nem o mesmo interesse em atender bem os usuários, do que os temporários, já que tem estabilidade no emprego. Os servidores efetivos que estavam presentes na Câmara não gostaram nadinha da declaração da vereadora, e começaram diversos protestos nas redes sociais, inclusive mobilizando protestos para sessão da próxima quarta feira, onde solicitarão a cassação da nobre vereadora. (http://folhaigmiri.blogspot.com.br; acesso em 20/08/2015)

Uma simples espiadinha na parte destacada (“a pior coisa que inventaram foi concurso público”) indica o que a parlamentar pensa sobre esse dispositivo constitucional: ele é a pior coisa inventada, na sua opinião. E não se trata de recortar apenas uma parte. Seria uma incoerência, já que a vereadora fez juramento diante das leis e da Carta Política de 1988, prometendo cumprir as mesmas. Como é possível cumprir a Constituição de 1988 sem o apego e o devido respeito (reverência) ao Concurso Público?

O posicionamento da vereadora do PSD mexeu com o ânimo e com a autoestima dos servidores/as de Igarapé-Miri. A fala foi traduzida de maneiras impublicáveis, em grupos de relacionamentos. Há possibilidades de protestos e coisas do gênero. Sindicalistas à frente, as indignações vem de vários órgãos ligados ao Poder Executivo. Fala-se, inclusive, na possibilidade de pedidos de cassação do mandato da mesma.

O Poemeiro do Miri aguarda pelos desdobramentos da ação.

BLOG A FOLHA DE IGARAPÉ-MIRI

VEREADORA ÂNGELA EMITE NOTA DE ESCLARECIMENTO

Gostaria humildemente de esclarecer a todos os amigos que ontem após meu pronunciamento na Câmara, sentiram-se ofendidos pela forma como me pronunciei a respeito dos funcionários concursados, quando disse que muitas vezes o referido funcionário utiliza-se do concurso para prestar um serviço de baixa qualidade pelo fato de que não poderá ser demitido. Isso é fato. Mas em nenhum momento eu destratei o funcionário público e nunca farei isso, afinal de contas eu também sou uma funcionária pública. O PROBLEMA FOI GERADO ENTRE MINHA FALA E O ENTENDIMENTO POR PARTE DOS OUVINTES, quando se refere a saúde muitos funcionários se blindam através do concurso, mas, ENTENDO QUE O CONCURSO É A MELHOR FORMA DE AMPARAR O SERVIDOR EM SEU TRABALHO. Ali estávamos em uma reunião com o secretário de saúde que prestava alguns esclarecimentos para os vereadores a respeito da saúde em nosso município, sobre a humanização no atendimento e funcionalismo publico e foi nesse âmbito que deu-se a minha fala…e não só a minha mais de vários parlamentares, inclusive houve uma vereadora que falou: “NA UBS DA VILA DE MAIAUATÁ AS FICHAS DE ATENDIMENTO MEDICO ESTÃO SENDO NEGOCIADAS PELA ATUAL DIREÇÃO” (PORQUE ISSO TAMBÉM NÃO FOI PARA AS REDES SOCIAIS?). PEÇO DESCULPAS SE PROVOQUEI OFENSA.

Vereadora Ângela Maués

 

 

 

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Um comentário sobre “A PIOR COISA QUE INVENTARAM FOI O CONCURSO PÚBLICO ?

  1. Rsrsrsrsrsrs, brincadeira! a nota da Vereadora parece um remendo que saiu pior do que a ruptura.

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