POLÍCIA CIVIL: PÉ DE BOTO ESTÁ FORAGIDO

A Justiça Estadual decretou a prisão preventiva de Ailson Amaral (Pé de Boto) e outros 11 denunciados por supostos crimes que culminaram com a OPERAÇÃO FALSO PATUÁ.

Partes dessa decisão já circularam em redes sociais e foi publicada na semana passada no Blog do Robson Fortes.

Nessas duas folhas é possível saber o nome dos que tiveram suas prisões decretadas e o nome do Juiz responsável, que está atuando na Comarca de Barcarena:

PREVENTIVA BOTO 01

PREVENTIVA BOTO 02

A Polícia Civil divulgou matéria na sexta-feira (17) informando que 2 prisões foram feitas (Ruzol e Boi) e que Pé de Boto já era considerado foragido da justiça por não ter sido localizado nas diligências realizadas. Não consta o nome dos todos os envolvidos, talvez para não prejudicar o trabalho policial. Vejam a matéria:

RUZOL E BOI

A Polícia Civil deu cumprimento, nesta sexta-feira, 17, aos mandados de prisão preventiva requeridos pelo Ministério Público do Estado e decretados contra cinco investigados na operação “Falso Patuá”. Dois deles – Ruzol Gonçalves Neto, conhecido como “Ruzo”, e Everaldo Lobato Vinagre, de apelido “Boi” – foram presos em Igarapé-Miri, nordeste paraense. O ex-prefeito de Igarapé-Miri, Ailson Santa Maria do Amaral, conhecido como Pé de Boto; Amilton Nazareno Santa Maria do Amaral, irmão de Ailson, e Rafael Gonçalves Neto, filho de Ruzol, não foram encontrados e são considerados foragidos.

A operação efetuada por policiais civis do Núcleo de Apoio à Investigação de Abaetetuba, da Superintendência Regional de Abaetetuba e da Delegacia de Igarapé-Miri, e contou com participação da Corregedoria da Polícia Militar. O trabalho atende às decisões judiciais solicitadas pelo promotor de Justiça Harrison Bezerra, do Grupo de atuação Especial de Combate às Organizações Criminosos (Gaeco), do MPE, para prender acusados de envolvimento em um grupo de extermínio responsável por 13 homicídios e que seria comandado pelo ex-prefeito. Além desse crime, o grupo é acusado de envolvimento em um esquema responsável por criar empresas de fachada e fraudes em procedimentos licitatórios para enriquecimento pessoal.

Em setembro do ano passado, a operação cumpriu 39 mandados judiciais, dos quais doze de prisão temporária. Dez pessoas foram presas no município de Igarapé-Miri e uma foi presa em flagrante por porte ilegal de arma de fogo. Na ocasião, o então prefeito Ailson Santa Maria do Amaral e então secretário municipal de Obras, Ruzol Gonçalves Neto, foram denunciados sob suspeita de envolvimento em crimes no município. Três armas de fogo foram apreendidas durante a operação. Com o término do prazo de 30 dias dos mandados de prisão temporária, os acusados foram colocados em liberdade.

O processo prosseguiu na Justiça, que decretou, na semana passada, os mandados de prisão preventiva dos cinco acusados. Segundo denúncia do promotor Nelson Medrado, Ailson Amaral atentou contra o regime democrático de direito, contra a vida de pessoas e as liberdades individuais, e implantou um clima de terror na cidade e violou todos os princípios da administração pública. Agpra, os acusados estão recolhidos na Central de Triagem da Cidade Nova, em Ananindeua, à disposição da Justiça.

Nos dias seguintes se comentou que teria ocorrido a prisão de outros envolvidos, mas nada foi confirmado.

Hoje os boatos eram de que Pé de Boto iria se apresentar à polícia para cumprir a preventiva. Seria então uma orientação de seus advogados, visando facilitar pedidos de liberdade.

Essa estratégia foi utilizada por alguns dos envolvidos durante as prisões temporárias da Operação Falso Patuá em setembro de 2014. E deu certo, tanto que as prisões foram revogadas antes do tempo de 30 dias determinado pelo Desembargador Rômulo Nunes.

No site do TJ/PA não se vê ainda notícias do caso ou de ajuizamento de medidas para reverter a prisão decretada na Comarca de Barcarena, onde tudo indica que o processo penal vai tramitar.

 

 

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