IGARAPÉ-MIRI: 119 ANOS DE EMANCIPAÇÃO POLÍTICA

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No dia 23 de Maio de 1896 Igarapé-Miri se tornou Município.

Deixou de ser Vila e passou a ter autonomia política.

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Já foi a Terra da Cachaça. Já explorou o que podia no setor madeireiro. Até mesmo o arroz já foi grande fonte de riqueza no passado.

Hoje é Terra do Açaí. A Capital Mundial do Açaí.

Terra de gente humilde, hospitaleira, rica em sorriso e força. Pródiga em talentos musicais. Um sucesso na formação de grandes comerciantes desde os tempos do “Regatão”.

Intelectuais e bons profissionais são frutos desta Terra. De gente forte desse torrão.

Hoje o Diário do Pará faz justa homenagem a esta gente.

O GM reproduz as matérias e fotos divulgadas e torce para que rumo aos 120 anos e tantos mais, Igarapé-Miri trilhe firme para dias melhores e de muitas alegrias.

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IGARAPÉ-MIRI: A CAPITAL MUNDIAL DO AÇAÍ

Se o Pará é conhecido nacionalmente como a terra do açaí, boa parte desse mérito se deve ao município de Igarapé-Miri, no nordeste do Estado, e que completa 119 anos nesse sábado (23).

A antiga vila de Santana de Igarapé-Miri foi elevada à categoria de município no dia 23 de maio de 1896 pela Lei Estadual nº 438. Durante o século XII e parte do século XX, a cidade foi pólo industrial para produtores de cachaça, que era exportada para estados como Amazonas e Amapá.

“Na década de 1970, Igarapé-Miri teve 58 indústrias funcionando. A cana era transportada em batelões, barcos grandes que suportavam até 12 toneladas, guiados pela faia, um remo que era colocado na ponta da embarcação”, conta o radialista Carmo Lourinho, de 77 anos.

Carmo nasceu em uma localidade no interior de Igarapé-Miri e se mudou para o município em 1969. O radialista lembra do declínio da economia da cana, que perdeu força com a entrada de produtos mais baratos oriundos de outras regiões do Brasil, mas que levou o município a investir na cultura do açaí.

A cidade é, atualmente, conhecida como a capital mundial do açaí, tendo produzido incríveis 5.300 toneladas, em 2013, segundo informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE).

Apesar da fama ligada ao plantio do açaí, Carmo cita a hospitalidade da população como outro ponto forte do município. “Quero viver até o fim da vida nessa cidade”, revela o radialista. “Apesar das dificuldades, amo demais esse município. O povo é muito hospitaleiro, do tipo que as pessoas tomam café nas casas do outros. Todo mundo se conhece, isso cativa e atrai a gente. É como uma grande uma comunidade.”

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A CAPITAL DO AÇAÍ TAMBÉM É BERÇO DE GRANDES ARTISTAS

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A tradição artística é um dos pontos altos de Igarapé-Miri, terra onde nasceram personalidades da música popular paraense, como o mestre do Carimbó, Pinduca, e o mestre das guitarradas, Aldo Sena. O ritmo do banguê a bandas de metais também marcam a história cultural da cidade.

Aurino Quirino Gonçalves, mais conhecido como Pinduca, nasceu em Igarapé-Miri em 1937, e lá residiu até os seus 16 anos, quando se mudou para Belém com o sonho de servir ao Exército. “Igarapé-Miri era um jardim do paraíso, com palmeiras que embelezavam a frente da cidade. Meu pai era professor de música, um verdadeiro maestro. Comecei os estudos musicais aos 10 anos de idade”, lembra Pinduca.

O consagrado Rei do Carimbó relembra as tradições de Boi Bumbá, do Pássaro Junino e das quadrilhas que animavam o município durante o mês de junho. Essa época também era marcada pelos bailes – evento onde o músico começou sua carreira profissional.

“Nós tínhamos bailes muito bons, tocávamos tanto na cidade quanto nas localidades do interior. Havia o grupo Jazz Igarapé-Miri e a Tradição do Banguê, que é como um ‘irmão do carimbó’. Ou seja, minha formação musical começou mesmo em Igarapé-Miri”, destaca Pinduca.

Até hoje a tradição das bandas de metais se mantém viva neste município paraense, por meio de grupos como o Açaí Jazz Band.

(Hélio Granado/DOL)

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