A PESQUISA DOXA ERROU OU ACERTOU ?

adivinha

A pesquisa da Empresa Doxa Comunicação acertou que Roberto Pina venceria a disputa.

Mas errou por uma boa distância em relação ao segundo colocado, que foi Toninho (34.13%) e não Joca (24,13%).

A explicação da empresa, segundo consta em seu site (doxacomunicacao.com.br: Doxa previu vitória de Pina) se pautou em três critérios:

1 – O crescimento de Toninho foi em cima dos indecisos, que a pesquisa nos dias 12 e 13 de maio dizia que eram 10,2%. Esses votos seriam flutuantes naquele momento.

2 – Pelo menos 3% dos votos de Joca e Pina migraram para Toninho na reta final.

3 – O aumento do número de abstenções. Em 2012 foram 15,3% que não votaram. Em 2015 passou para 25,5% (12.503 votos).

As pesquisas eleitorais conseguem captar momentos da eleição. Esses indicativos são importantes para aqueles que coordenam as campanhas.

Tanto isso é verdade que é certo que pesquisas internas tem sido realizadas faz tempo visando a Suplementar.

Mas apenas uma foi registrada e sobre ela pesam os erros e os acertos.

A experiência foi válida certamente, mas a pesquisa não consegue prever os deslocamentos políticos e as artimanhas dos candidatos na reta final.

Nas duas últimas semanas de campanha vários dos aliados de Darlene passaram a migrar. A maioria buscou se refugiar no grupo de Toninho. Com a divulgação da pesquisa isso só fez acelerar a baixa votação de Darlene.

Darlene também foi prejudicada pela ausência do “governo” em sua campanha.

O governo estava mais próximo de Joca Pantoja, pois o vice governador Zequinha Marinho apareceu no último comício na Vila de Maiauatá e fez diversas promessas de apoio, até mesmo a conclusão do asfaltamento da Rodovia do Açaí.

Além disso o Debate ocorreu na noite do dia 13 de maio, depois do encerramento da coleta de entrevistas da pesquisa eleitoral.

O debate também pode ter afetado o desempenho de Joca Pantoja, bem como dos demais candidatos.

A ausência de eleitores para a votação também era prevista.

O montante é que espanta. Mas isso é comum nos locais onde tem ocorrido eleição suplementar.

Em Igarapé-Miri existe também um grande número de eleitores que moram em Belém e localidades próximas.

Existe um custo de deslocamento, que muitas vezes é pago por candidatos. A lei não permite, mas não consegue fiscalizar e as passagens são doadas com certa facilidade.

É isso aí. E “vamo que vamo…”

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