PREFEITO DE MARABÁ DENUNCIA E MP APURA MENSALINHO A VEREADORES

O Prefeito de Marabá João Salame certamente que não terá vida fácil com muitos dos vereadores de Marabá.

Mas não se pode negar que é um homem de coragem. Logo ao assumir a prefeitura, em 2013 denunciou um suposto esquema de corrupção entre o ex-prefeito e alguns vereadores.

Logo a seguir denunciou ao TRE/PA o envolvimento do ex-prefeito Antonio Armando como suposto esquema de vendas de decisões judiciais.

Ontem foi divulgado que o MP conseguiu a quebra do sigilo fiscal e bancário de 15 vereadores da Câmara Municipal.

Todos os candidatos a cargos públicos são obrigados a apresentar declarações de bens, justamente para que comprovem ao final que não enriqueceram com o dinheiro do contribuinte.

Se vai ser provado ou não esse suposto mensalinho só o tempo dirá, mas que a notícia está colocando em pânico os políticos locais isso não se tem dúvida.

Vejam a matéria que também é destaque no Portal G1:

O Ministério Público do Estado teve aprovado o pedido de quebra de sigilo fiscal e bancário de 15 vereadores que atuaram  na Câmara Municipal de Marabá no período de 2009-2012. A medida busca contribuir na investigação da denúncia de que os vereadores recebiam até R$ 40 mil mensais da Prefeitura. As informações foram divulgadas nesta quarta-feira (22). O G1 tenta contato com a Prefeitura de Marabá e a Câmara Municipal da cidade.

O inquérito civil foi instaurado a partir de denúncia feita pelo prefeito João Salame Neto, tão logo assumiu a Prefeitura de Marabá, em janeiro de 2013, de que tinha visto uma relação de nomes de vereadores que recebiam dinheiro do Prefeito Municipal anterior em até 40 mil reais.

A apuração ganhou novo impulso a partir da quebra sigilo fiscal e bancário dos vereadores da legislatura passada. São eles: Alécio Stringari, Antônio Hilário, Vanda Américo, Leodato Marques, Irismar Araújo, Gerson do Badeco, Antônia Carvalho, Edivaldo Santos, Ronaldo Batista Chaves, Nagib Mutran Neto, Júlia Rosa, Miguel Gomes Filho, Regivaldo Carvalho, Ismaelka Queiroz e Ronaldo Alves Araújo. Dois deles, Leodato Marques e Regivaldo Carvalho assumiram o cargo provisoriamente, como suplentes. Já Antônio Hilário, Ismaelka Queiroz e Ronaldo Alves Araújo, não se reelegeram para a atual legislatura; os demais conseguiram a reeleição.

“Em razão da quebra do sigilo fiscal e bancário dos vereadores mencionados, o Ministério Público determinou nova oitiva dos envolvidos, a fim de prestarem esclarecimentos a respeito das novas informações obtidas pelo MP. Já foram ouvidos até agora o vereador Alecio Stringari e o ex-vereador Antônio Hilário, o Antônio da Ótica”, relatou o promotor de Justiça Júlio César Sousa Costa.

Nas próximas semanas serão ouvidos os vereadores Vanda Américo, Leodato Marques, Irismar Araújo, Gerson do Badeco, Antônia Carvalho, Edivaldo Santos, Ronaldo Batista Chaves, o Ronaldo Yara, Nagib Mutran Neto, Júlia Rosa, e os ex-vereadores Ismaelka Queiroz e Ronaldo Alves Araújo, o Ronaldo da 33. Os que já foram ouvidos estão obtendo o prazo de 120 dias para apresentar documentos que comprovem a origem legal dos valores que movimentaram entre os anos de 2009 e 2012, diante de alguma inconsistência detectada.

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