PARADIGMA: O POVO DE IGARAPÉ-MIRI É TÃO TRESLOUCADO QUANTO D. QUIXOTE DE LA MANCHA.

A matéria é do professor Santiago e desta vez com reflexão entre a literatura e a política:

PARADIGMA: O POVO DE IGARAPÉ-MIRI É TÃO TRESLOUCADO QUANTO D. QUIXOTE DE LA MANCHA.

Quando o cavaleiro D. quixote de La Mancha iniciava sua luta contra os cavaleiros gigantes (Moinhos de Vento) de sua imaginação, sendo que, em inúmeras vezes foi surrado e espancado, mas no entanto, acreditava que era coisa normal. “E ainda se tinha por ditoso, imaginando enfim era desgraça própria dos cavaleiros andantes, e a todas atribuía a faltas de seu cavalo”. (Texto extraído do Livro D. Quixote de La Mancha – NEAD – Núcleo de Educação à Distância UNAMA, Cp. IV, p 17).

Do mesmo modo como D. Quixote de La Mancha, o nosso povo em matéria de política parece que sempre está em devaneio, sempre diz que deve acreditar na sua imaginação e então passa a lutar contra si mesmo, tentando derrubar gigantes que não existem e acaba como o nosso louco herói, apanhando e sendo surrado uma vez depois da outra e atribui a isso,a tentativa de mudar o mundo como um grande cavaleiro.

Essa é a impressão que o povo passa quando se aproximam as eleições, pois além de não ter opção,porque os candidatos são todos figurinhas repetidas dos grupos políticos existentes em nosso meio, queas vezes muda o nome, mas sempre está ligado aos políticos chamados de “raposas felpudas”, que sempre estão por trás à espreita para dar o bote.E ainda tendo que seguir uma linha determinada pelos pensamentos dos que vivem em Belém, ou seja, daqueles que se acham a elite do Município, e, porque ostentam (muitos não tem) ter dinheiro se sentem donos disto aqui. Mas o povo se acha ditoso em segui-los.

Da mesma forma que D. Quixote que só vivia arrebentado de tanto apanhar ou de ser arremessado à distância pelas pás dos moinhos de vento, mesmo assim, não acordava da loucura em que vivia, o povo (nós),continua votando neles (quer dizer, eu não),fazendo igualzinho a D. Quixote, transformando simples aldeãs em Damas, taverneiros em Senhores, pedintes e bêbados, em Nobres Cavalheiros e Reis. Nós o povo de Igarapé-Miri também inventamos os nossos Nobres, Cavalheiros, Reis e Damas de quatro em quatro anos,inclusive elegendo (como D. Quixote) para nós uma “Dulcineia”, que nunca nos amou, onde encontraremos um Sancho Pança para suportar tanta loucura? Parecemos igual a aquele lugar indeterminado da Mancha, ou seja, continuamos sendo lugar nenhum. Até quando?!

Será que algum dia, como D. Quixote de La Mancha voltaremos ao nosso ciso(povo coerente) normal, voltando a ser Alonso Quijano ou Quixada, o Bom? Para que consigamos realmente fazer o nosso testamento de maneira lúcida, e repartir entre os nossos filhos, governantes como herança dignos deles? E finalmente ao morrer possamos deixar um legado concreto, ou então, deixaremos uma fantasia como fala o livro de Miguel de Cervantes? Será que só o Boticário, o Barbeiro, o Cura e D. Quixote, são os que sabem ler por aqui. Pense nisso!

 J. Santiago.

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