J.SANTIAGO: UMA REFLEXÃO SOBRE A POLÍTICA MIRIENSE

COMO O POVO GAULÊS.

“Todo o povo gaulês é muito religioso, e assim vemos aqueles atingidos por doenças graves, aqueles que arriscam a vida em combate ou em outra forma, imolar ou fazer voto de imolar vítimas humanas e usar para esses sacrifícios os ensinamentos dos druidas […]”  (Revista Grandes Enigmas da Humanidade, Vol. 3. Os gauleses praticavam sacrifícios humanos? p. 250)

            Fazendo uma analogia entre o pequeno texto que extraímos da revista Grandes Enigmas da Humanidade, vemos que este tem muito a ver com o que acontece em Igarapé-Miri no caso da politica local. Se olharmos com calma, vamos ver que o povo miriense também é muito político e sempre o vemos atingidos por doenças (problemas) graves. Esses problemas graves são a falta de políticas públicas de qualidade como: saneamento básico, infra estrutura para o escoamento das águas pluviais além do esgoto que são necessidades que ajuda na prevenção da saúde da população.

            Os que arriscam a vida na política miriense estão ao mesmo nível dos gauleses haja vista são os que imolam ou fazem votos para imolar suas vítimas humanas ou seja o povo que vive neste município. E o pior usam esses sacrifícios de acordo com os druidas (políticos mais experientes que vivem na capital). Poderíamos dizer que em matéria de política a nossa não é diferente da dos gauleses do primeiro século a. C.

            O pequeno texto é o ponto de vista de César (Imperador Romano da época), quando invadiu com o exército romano a Gália, local que hoje está o território da França, na Península Ibérica, ao comentar sobre os habitantes da região conquistada por seu exército. Igarapé-Miri, há muito vive com esses problemas, ainda não soube equacionar o que é verdadeiramente política. Seus políticos usam o pensamento de que sacrificar as vidas humanas na porta do hospital, deixando morrer na miséria e de fome seu povo, como sacrifícios pela sua redenção como homem do povo. Nossos políticos nunca em momento algum se preocuparam com o povo, mas somente com os seus próprios interesses e a preservação de sua família e uns poucos chegados.

            Os sacrifícios dessas vidas tem um objetivo, a conquista da Prefeitura local com o objetivo de ter a oportunidade de exaurir para o seu domínio, o dinheiro que deveria estar atendendo ao povo. Em Igarapé-Miri nada funcionou ou funciona a contento, sempre temos deficiências na saúde, na educação (de onde só de uma tacada sumiram com: R$ 1.297.000,00 do FUNDEB), na história, na cultura, no emprego, na segurança pública (vivemos debaixo de um enorme sobressalto se amanhecemos vivos ou não), na área de transporte, é só ver a situação da estrada da Vila de Maiuatá e dos demais ramais do município como o do Paraíso, Caji, a estrada do Icatú, Arapari, Caripi e muitos outros que deveriam estar escoando a produção da população interiorana e fazendo a ligação entre a cidade e as demais localidades.

            Até quando os ensinamentos dos druidas, irá continuar sendo o cerne dos políticos e dos tais pensadores políticos locais, como:comerciantes advogados que só pensam em si? Até onde continuaremos sendo colocados nos bonecos (urnas) de proporções colossais, para irmos ao fogo como sacrifício aos deuses (políticos) locais ? Até o sanguinário César de Roma apontou a barbárie praticadas pelos gauleses, quando estes apresentavam os seus sacrifícios humanos. Somos em todos os lugares em que vamos achincalhados como o povo mais atrasados do Baixo Tocantins e o pior temos que engolir essas situações de constrangimento porque não temos respostas plausíveis para dar.

            O povo de Igarapé-Miri antes respeitado e chamado de inteligente, hoje é a escória da escória da nossa região. Você deve estar se perguntando: por que isso acontece? Em primeiro lugar, pelo pensamento e a cultura política implantada pelos druidas ao povo, dizendo que administrar um município pobre como o nosso, é administrar com o coração e não com a razão, ou seja, deve ser administrado pelo assistencialismo deixando de lado o trabalho de desenvolver o povo e o município junto. Não há interesse desses druidas em educar o povo, pois um povo ignorante é muito mais fácil de manejar.

            Este texto não está sendo escrito para o povão, mas pra você intelectual, letrado, pensador político, que sempre está envolvido nas campanhas políticas em nosso município não com o interesse de ajudar, mas com o intuito de se dar bem. Pare, pense, analise, se você não é o responsável pelo gatilho apertado na periferia que ceifa uma vida, ou quando alguém morre no hospital vítima da falta de remédios e de assistência, por falta de estrutura (mas a saúde está no pleno, não esqueçam disso), entretanto, as nossas ambulâncias não saem dos estacionamentos dos hospitais e pronto socorro da capital, são vocês e os políticos despreparados que enterram o nosso município a cada ano que passa. Espero, sinceramente, que nós não sejamos anexados a outro município e regridamos de categoria de Cidade, a categoria de Vila. E todos vocês são os responsáveis por isso.

J. Santiago.

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