IGARAPÉ-MIRI, BABILÔNIA POLÍTICA.

A matéria é do professor J.Santiago e trata de uma visão religiosa e política, com análise do quadro eleitoral Miriense.

Agradecemos a colaboração do professor Santiago, que é leitor do GM e atuante na área da educação.

Eis o texto:

“Ninrode, neto de Cam, um dos filhos de Noé, foi quem os levou a desprezar Deus (os descendentes de Noé) dessa maneira. Ao mesmo tempo valente e corajoso, persuadiu-os de que deviam ao seu próprio valor, e não a Deus, toda a sua boa fortuna. E, como aspirava o governo e queria que os escolhessem como chefe, abandonando a Deus, ofereceu-se para protege-los contra Ele (caso Deus ameaçasse a terra com outro diluvio), construindo uma torre para esse fim, tão alta que não somente as águas poderiam chegar-lhe ao cimo como ele ainda vingaria a morte de seus antepassados […] O povo, insensato, deixou-se dominar pela estulta convicção de que lhes seria vergonhoso ceder a Deus, e começaram a trabalhar na obra com incrível ardor. […]Deus, irado com essa loucura, não quis no entanto exterminá-los, como fizera com os seus predecessores, cujo exemplo, aliás, lhes havia sido inútil, mas pôs divisão entre eles, fazendo com que a única língua que falavam se multiplicasse num instante de tal modo que não se entendiam. A confusão fez com que se desse ao lugar onde foi construída a torre o nome de Babilônia, pois Babel em hebreu significa confusão”. JOSEFO. Flávio, A História dos Hebreus (Antiguidades Judaicas 1ª Parte, Casa Publicadora das Assembleia de Deus. Rio de Janeiro – RJ – 8ª Edição. 2004, p. 25, 26).

            Essa história é muito conhecida de todos e representa muito bem a insensatez do povo miriense que se deixa levar por qualquer um “Ninrode” da vida. Da mesma forma que os hebreus no passado, que não foram destruídos pela misericórdia de Deus, nós agora ainda sobrevivemos como município e ainda não fomos incorporados a outro (porém se continuarmos como vamos isso não demorará muito a acontecer), mas continuamos sendo o município mais atrasado de toda a região Tocantina e, a exemplo do povo Hebreu que era jogado e subjugado por várias nações, como: a Assíria, a Síria, o Egito e a própria Babilônia de Nabucodonosor, dessa mesma forma nosso município continua sujeito aos demais municípios da região, tanto em desenvolvimento como em todas as demais situações. Eu gostaria de saber, até quando continuaremos como Babilônia política que não consegue se entender no momento de votar, sabendo que está em jogo não só os interesses daqueles que vão dirigir o município, masa vida dos que serão seus comandados. Quantos Ninrodes temos dizendo que irão modificar a atual situação e livrar o município de qualquer obstáculo,seja ele material ou imaterial, da mesma forma que falava o neto de Cam?

            Estamos mais uma vez as portas de uma eleição, desta vez suplementar ou como se dizia na época da ditadura, mandato tampão de dois anos, para que tenhamos a sequência normal a partir de 2016. Cuidado com os “Ninrodes” da vida política local, eles sempre nos levaram a confusão de línguas na hora da votação, portanto, à Babilônia política.Que não sejamos como os Hebreus insensatosa ponto de sermos confundidos mais uma vez.

 J. Santiago.

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Um comentário sobre “IGARAPÉ-MIRI, BABILÔNIA POLÍTICA.

  1. Muito oportuna a matéria do meu amigo J. Santiago, quando nos traz reflexões à luz da Palavra de Deus. Realmente parece que o povo corre grande risco de ser “mundiado” novamente por um qualquer Ninrode da vida. Quando será que este povo vai ter visão de futuro e vai parar de apanhar? Parece mulher de malandro! Égua!

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