CAROÇO DO AÇAÍ PODE VIRAR ECOPAINEL

Arte: Jorginho Coelho

 IGARAPE-MIRI ORGULHO

A notícia divulgada hoje no DOL tem muita importância para a Amazônia e principalmente para os Mirienses.

O caroço do açaí é jogado fora em grande quantidade. Tem sido pouco utilizado na queima em caldeiras.

Mas pesquisadores descobriram que o uso na área da movelaria pode ser mais interessante, ecológico e rentável.

Quem vai ser o primeiro empresário a emplacar esse empreendimento em Igarapé-Miri, que poderá gerar emprego, renda e impostos ?

Veja a matéria que está no DOL:

Na última semana, Belém recebeu o I Encontro Internacional de Inovação e transferência de tecnologia da Amazônia Oriental. Foram apresentados trabalhos de relevância social e empresarial para empresas, gestores de inovação, pesquisadores e à sociedade em geral.

Durante o evento, a pesquisa sobre reutilização do resíduo do caroço de açaí foi destaque. O estudo, que teve início na Universidade Federal do Pará (UFPA) e Museu Emílio Goeldi (MPEG).  integra a tese de doutorado do Dr. Antônio Mesquita e surgiu ao se detectar que a fibra nunca tinha sido usada com esse propósito. “A fibra do açaí era usada, somente, como co-geração de energia em caldeiras. Hoje temos a aplicação dela no ecopainel, que sem dúvida movimentará a população local com a geração de emprego e renda”, afirma o pesquisador.

Ao final de três anos de pesquisa e vários ensaios da fibra tanto mecânico quanto físico, o resultado é um produto de origem ecologicamente correta, no qual foi agregado fibras de resina do óleo de mamona. O produto, que ainda não é comercializado, tem custo mais baixo que o MDF comum – de fibra de Eucalipto sp. Sem contar que a descoberta simboliza uma nova utilização ao resíduo do fruto, uma vez, que cerca de 1.200 toneladas de caroços são descartados diariamente na região metropolitana de Belém.

O trabalho intitulado “Ecopainel de fibra do açaí: uma inovação tecnológica para o Brasil” irá proporcionar a formação de cooperativas de catadores de caroço de açaí, valoriza-se a matéria prima da Amazônia e ainda se estimulará a economia com o desenvolvimento de oportunidade  de negócios sustentáveis para a população local.

O evento concebido pela Rede de Núcleos de Inovação Tecnológica da Amazônia Oriental (Rede Namor) é coordenado pelo Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) e formado por diversas instituições de ciência e tecnologia (ICTs) da região.

(DOL, com informações da assessoria)

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