ELEIÇÃO DE RETROVISOR

ELEIÇÃO DE RETROVISOR

Prof. José Pinto

Se formos observar, desde o responsável pelo programa econômico até a responsável pelo programa de educação, todos, a começar pelo próprio candidato derrotado da oposição, estiveram organicamente ligados aos oito anos de governo FHC. Observa-se então que não houve autocrítica alguma nem tampouco renovação ou reposicionamento a partir dos fracassos passados. Portanto, numa eventual vitória tucana, seria impossível não esperar a reprise do que o Brasil já viu nos anos 90.Quem realmente se preocupa com a educação a nível nacional certamente não decidiu o seu voto sem antes refletir a respeito de alguns dados de nossas universidades públicas federais. Quisessem ou não seus protagonistas, esta última eleição para presidente foi de retrovisor. Não só o governo apoiou-se naquilo que já fez e usou o tempo todo o discurso da perda possível daquilo que foi conquistado ao longo desses doze anos como motor de mobilização, como também a oposição se apresentou com basicamente as mesmas figuras vindas do finado governo FHC.

Ressalto que é importante insistir nesse ponto pela simples razão de que a herança educacional desses anos foi deplorável. Só para se ter uma ideia, durante os oito anos de supremacia tucana o país não inaugurou nenhuma nova universidade federal. Muito pelo contrário, quando o já falecido Paulo Renato Souza entregou o seu cargo de Ministro da Educação, o país havia conhecido oito anos sem concursos públicos para professores universitários, deixando um amargo déficit de 7 mil professores no sistema educacional.

Apenas a título de exemplo, a UFRJ, uma das mais conceituadas universidades do país, diminuiu em 10%, sendo obrigada, entre outras coisas, a fechar cursos noturnos pelo fato de não ter dinheiro para pagar a conta de luz. Bem, após 2002, 18 novas universidades federais foram criadas nos doze anos de hegemonia petista.

Por fim, confrontando a história do passado e do presente, há de se perguntar: é essa “renovação” que o Brasil precisa? Pelo visto, o resultado nas urnas mostrou mais uma vez que o Brasil não quis voltar ao passado. A vontade da maioria prevaleceu. Viva a democracia!

 prof.josepinto@hotmail.com

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4 comentários sobre “ELEIÇÃO DE RETROVISOR

  1. Lamentavelmente o texto foi publicado apresentando um erro estrutural: o texto na verdade começa com a frase “Quem realmente se preocupa…”
    Transcreverei abaixo como o texto foi escrito originalmente:

    ELEIÇÃO DE RETROVISOR

    Prof. José Pinto

    Quem realmente se preocupa com a educação a nível nacional certamente não decidiu o seu voto sem antes refletir a respeito de alguns dados de nossas universidades públicas federais. Quisessem ou não seus protagonistas, esta última eleição para presidente foi de retrovisor. Não só o governo apoiou-se naquilo que já fez e usou o tempo todo o discurso da perda possível daquilo que foi conquistado ao longo desses doze anos como motor de mobilização, como também a oposição se apresentou com basicamente as mesmas figuras vindas do finado governo FHC.
    Se formos observar, desde o responsável pelo programa econômico até a responsável pelo programa de educação, todos, a começar pelo próprio candidato derrotado da oposição, estiveram organicamente ligados aos oito anos de governo FHC. Observa-se então que não houve autocrítica alguma nem tampouco renovação ou reposicionamento a partir dos fracassos passados. Portanto, numa eventual vitória tucana, seria impossível não esperar a reprise do que o Brasil já viu nos anos 90.
    Ressalto que é importante insistir nesse ponto pela simples razão de que a herança educacional desses anos foi deplorável. Só para se ter uma ideia, durante os oito anos de supremacia tucana o país não inaugurou nenhuma nova universidade federal. Muito pelo contrário, quando o já falecido Paulo Renato Souza entregou o seu cargo de Ministro da Educação, o país havia conhecido oito anos sem concursos públicos para professores universitários, deixando um amargo déficit de 7 mil professores no sistema educacional.
    Apenas a título de exemplo, a UFRJ, uma das mais conceituadas universidades do país, diminuiu em 10%, sendo obrigada, entre outras coisas, a fechar cursos noturnos pelo fato de não ter dinheiro para pagar a conta de luz. Bem, após 2002, 18 novas universidades federais foram criadas nos doze anos de hegemonia petista.
    Por fim, confrontando a história do passado e do presente, há de se perguntar: é essa “renovação” que o Brasil precisa? Pelo visto, o resultado nas urnas mostrou mais uma vez que o Brasil não quis voltar ao passado. A vontade da maioria prevaleceu. Viva a democracia!

    prof.josepinto@hotmail.com

  2. Seria interessante que a GM republicasse o artigo, corrigindo o erro de publicação.
    Obrigado!

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