OPERAÇÃO FALSO PATUÁ: MP DÁ COLETIVA SOBRE PRISÕES EM IGARAPÉ-MIRI

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A notícia foi divulgada hoje (17/09) no site do MP do Pará as fotos sobre a coletiva e entrevista de procuradores sobre a Operação que levou o Prefeito Pé de Boto e outras 9 pessoas a serem presas:

IGARAPÉ-MIRI: Acusado de homicídios e desvio de verbas, prefeito é preso pela Operação Falso Patuá”

Investigações do Grupo de atuação especial de combate às organizações criminosos (Gaeco) do MPPA e dos órgãos de segurança apontam que o prefeito criou grupo de extermínio (13 homicídios), criou empresas de fachada e esquema fraudulento em procedimentos licitatórios para enriquecimento pessoal. Ele atentou contra o regime democrático de direito, contra a vida de pessoas e as liberdades individuais.

Implantou um clima de terror na cidade e violou todos os princípios da administração pública, disse o procurador Nelson Medrado. Medrado argumenta ainda que nesses 30 dias no período da prisão o caminho mais rápido para se resolver é o processo de cassação. E já. Mas, segundo uma fonte na região,os 13 vereadores que compõem a câmara municipal estariam também reféns do prefeito e ameaçados de morte.

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OPERAÇAO 

Operação conjunta do Gaeco/MPPA e da PC, intitulada Falso Patuá, na terça (16) em Igarapé Miri, nordeste paraense efetuou as prisões do prefeito Ailson Santa Maria do Amaral (DEM), do secretário de obras, Ruzol Gonçalves e seus dois filhos Rafael e Renato Gonçalves e de 6 policiais militares (cabos e soldados).

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MANDADOS – A operação cumpriu 10 dos 12 mandados de prisão e de busca e apreensão de documentos expedidos pelos desembargadores Rômulo Nunes e Vânia Lúcia da Silveira do TJ/PA. Dois policiais ainda estão foragidos. A busca e apreensão foram efetivadas na sede da prefeitura, secretarias e quatro (4) empresas comerciais na região. Uma dessas empresas foi aberta pelo prefeito Ailson Amaral em nome do seu motorista particular. As outras empresas pertencem aos filhos do secretário de obras. A operação coordenada pelo Gaeco, tendo à frente o promotor de Justiça Milton Lobo Menezes, acompanhado do procurador Nelson Pereira Medrado, e os promotores Harisson Bezerra e Wilson Brandão, agentes do Gaeco e delegados da PC, Marcos Miléo e Sílvio Maués, acompanhados do delegado-geral da PC Rilmar Firmino. Leia a entrevista com PJ Milton Menezes sobre a operação deflagrada pelo MPPA e PC em Igarapé Miri, nordeste paraense.

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Assessoria de Imprensa:

O prefeito criou mesmo um grupo de extermínio?

PJ Milton Menezes: É o prefeito estava sendo investigado neste sentido de comandar, na verdade, uma organização criminosa voltada a um grupo de extermínio, além dos crimes contra a administração pública como fraude de licitação e outros crimes de improbidade administrativa.

AI: O prefeito fica somente 30 dias preso?

PJ MM: Sim, por que como estamos em investigação, a prisão temporária é para que ele não atrapalhe a investigação. Se durante esse período de 30 dias, se conseguirem elementos de provas suficientes para fazer com que seja decretada a prisão preventiva dele, vai ser requerida a prisão preventiva.

AI: Já dá para avaliar o rombo que ele deixou?

PJ MM: É difícil saber. O Tribunal de Contas vai ter que fazer uma auditoria realmente em profundidade.

AI: E sobre as pessoas que ele teria mandado exterminar? PJ MM: Também agora a gente espera que apareça mais, por que se tem entre 12 a 13 homicídios que imputam a esse grupo de extermínio. Agora com a prisão dele pode ser que apareçam outras pessoas relatando fatos semelhantes.

AI: E o vice-prefeito assume?

PJ MM: Isso o prefeito assume, pela ordem de vocação constitucional ele assume.

AI: O Ministério Público pretende fazer ainda mais investigações?

PJ MM: Sim. Com a análise dessa documentação apreendida e a oitiva de outras testemunhas que, por ventura, possam prestar depoimentos, pode-se aprofundar ainda mais a investigação.

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