OPERAÇÃO FALSO PATUÁ: JUSTIÇA DECRETA 30 DIAS DE PRISÃO TEMPORÁRIA

OPERACAO DA PC NA PMIG 04

A informação é de Agência de Notícias do Governo do Estado e da Polícia Civil.

O prazo de prisão autorizado pela Justiça para Pé de Boto e outros envolvidos é de 30 dias, podendo ser prorrogado ou convertido em prisão preventiva.

A Operação foi batizada de FALSO PATUÁ.

Patuá, segundo o dicionário INFORMAL significa: Objeto que pode ser vivo ou inanimado ao qual se lhe atribui o poder mágico de proteger seu portador de qualquer tipo de desgraças, guardando-o de aflições e malefícios. patuá mais conhecido é a figa, objeto que representa a mão humana em posição onde o polegar está colocado entre o indicador e o médio. A figa já era comum no mundo clássico greco-romano e considerada na época como protetora contra a esterilidade. Atualmente, pode ser feita de qualquer material, é tida como capaz de afastar maus olhados.

Vejam a matéria da Agência Pará:

DEZ SÃO PRESOS SUSPEITOS DE ENVOLVIMENTO EM CRIMES EM IGARAPÉ-MIRI

Da Redação
Agência Pará de Notícias
Atualizado em 16/09/2014 19:04:00

A Polícia Civil e o Ministério Público Estadual deflagraram nesta terça-feira (16) operação conjunta para cumprir 39 mandados judiciais, dos quais doze de prisão temporária. Dez pessoas foram presas no município de Igarapé-Miri, nordeste paraense, e uma foi presa em flagrante por porte ilegal de arma de fogo. Entre eles, está o prefeito do município, Ailson Santa Maria do Amaral, conhecido como Pé de Boto, e o secretário municipal de Obras, Rozal Gonçalves Neto.

As prisões são em decorrência de denúncias feitas à Justiça sob suspeita de envolvimento em crimes no município. Três armas de fogo foram apreendidas durante a operação. A operação policial, denominada “Falso Patuá”, foi coordenada pela Delegacia Geral da Polícia Civil e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, do MPE, sob comando dos delegados Silvio Maués e Marcos Miléo e dos promotores de Justiça Milton Menezes e Nelson Medrado.

Além dos dois representantes da Prefeitura de Igarapé-Miri estão presos, por ordem judicial, os filhos do secretário, Rafael e Renato Gonçalves Neto; Paulo Sérgio Fortes Fonseca, segurança do prefeito; Amilton Nazareno Santa Maria do Amaral, irmão do prefeito; e quatro policiais militares. Outro preso na operação foi Everaldo Lobato Vinagre, flagrado com uma pistola calibre 380. Já os policiais são suspeitos de forjar prisões em flagrante.

Segundo o promotor Nelson Medrado, o prefeito é suspeito de fazer parte de uma rede de relacionamentos para cometimentos de crimes contra a administração pública no município, como compras de produtos sem licitação e abastecimento de veículos oficiais em postos de combustível de propriedade do prefeito e do secretário de Obras, entre outros.

“As investigações serão aprofundadas”, disse o delegado Marcos Miléo, responsável pelo inquérito policial. Todos os presos permanecerão recolhidos à disposição da Justiça pelo prazo de 30 dias, da prisão temporária, que poderá ser prorrogada por mais 30 dias, e até ser convertida em prisão preventiva.

Walrimar Santos
Polícia Civil
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