MORTE DE EDUARDO CAMPOS DEVE EMBARALHAR CAMPANHA PRESIDENCIAL

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O choque da morte de Eduardo Campos abalou o Brasil e o mundo político. Os 3 dias de luto decretados no Brasil, a repercussão do fato, as notas de pesar, a solidariedade do povo, a participação de eleitores nas redes sociais são algumas das demonstrações da comoção social que essa morte prematura causou, bem como de outras seis vítimas que estavam no avião do presidenciável.

Apesar dos esforços dos bombeiros e da perícia, ainda não se tem previsão para o início do funeral e do enterro. O choro da perda ainda deve comover a população por vários dias.

Mas aos poucos a “ficha” vai caindo e o mundo político, no meio de uma campanha eleitoral certamente que vai ter que dar passos rápidos, em especial o PSB, que pode substituir a candidatura dentro do prazo de 10 dias.

E esse cenário da disputa parece que deve ser “embaralhado”, pois certamente que deve ingressar na cabeça de chapa a então vice Marina Silva. Isso tornará a disputa imprevisível.

As pesquisas antes dos registros de candidaturas já apontavam Marina em segundo lugar.

Resta saber se ela terá condições emocionais para ingressar agora em campanha e diante da comoção popular alavancar em menos de dois meses de campanha além do segundo lugar, a capacidade de aglomerar forças para um segundo turno.

Marina é nortista, evangélica, tem viés de esquerda onde consolidou sua vida política no PT e foi ministra no governo Lula.

Em campanha modesta em 2010, conseguiu alcançar 20 milhões de votos. Fala com extrema facilidade e tem carisma entre os mais jovens e habilidade com redes sociais.

Já Eduardo Campos, vinha de família de políticos, galgou cargos importantes, como Ministro do governo Lula para depois chegar ao governo de Pernambuco.

Teríamos então, pela primeira vez na história desse país, duas mulheres com chances reais de disputar e governar o país.

Do jeito que as coisas andam, fica impossível dizer antecipadamente quem mais perde com essa provável mudança  no cenário eleitoral.

O certo é que logo os políticos começarão a se movimentar e os institutos de pesquisas vão buscar saber o que o eleitorado pensa a respeito e se mudarão as intenções de votos.

Aécio Neves (PSDB) pode ter mais a perder, mas certamente, que Dilma pode sofrer maior prejuízo, em especial em caso de segundo turno, onde Aécio provavelmente deve tender a ser oposição ao PT.

Vejam também a matéria do blog do Josias sobre o tema:

Morte de Eduardo Campos embaralha sucessão

Logo que passar a perplexidade provocada pela morte prematura de Eduardo Campos, o PSB terá de se reposicionar na cena eleitoral. Pela lei, a coligação liderada pelo partido dispõe de dez dias para substituir o candidato. A opção mais óbvia chama-se Marina Silva. Se ela for a escolhida, a sucessão presidencial tende a ficar embaralhada. E mais imprevisível.

Até aqui, esboçava-se uma disputa com grande probabilidade de repetir o Fla-Flu que faz das últimas sucessões presidenciais, desde 1994, uma gincana entre petistas e tucanos. Campos (8% no último Datafolha) lutava para furar o que chamava de “falsa polarização” entre Dilma Rousseff (36%) e Aécio Neves (20%). Apostava que sua parceria com Marina faria dele um candidato competitivo.

Hospedada no PSB desde que o TSE se negou a expedir a certidão de nascimento da sua Rede, Marina sempre foi uma coadjuvante com cara de protagonista —uma vice mais conhecida que o titular, com 20 milhões de votos na biografia. Se a tragédia guindar Marina à cabeça da chapa, ela tem potencial para entrar na disputa do tamanho de Aécio Neves. Ou maior.

Numa pesquisa divulgada pelo Datafolha em abril, quando o nome de Campos era substituído pelo de sua vice, chegava-se ao seguinte resultado: Dilma amealhava 39% das intenções de voto. Marina somava 27%. Aécio, 16%.

Sem comoção, Marina já era uma ameaça aos rivais. Se migrar do luto para a candidatura presidencial, Dilma e Aécio terão de remodelar suas estratégias. Resta agora saber: 1) se PSB e Rede, às turras, conseguirão se entender; e 2) se Marina, personagem tão imprevisível quanto as urnas, aceitará substituir Campos.

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