TRE JULGA CASSAÇÃO DE PÉ DE BOTO NA PRÓXIMA TERÇA (23)

18 set

foto eleicao limpa

O TRE/PA publicou a pauta de julgamento do dia 23 de setembro (próxima terça-feira) com a inclusão do processo 302-95 movido por diversas coligações contra o Prefeito Pé de Boto nas eleições de 2012.

A ação está sob relatoria do Juiz Eleitoral Mancipor Lopes e tem parecer do Ministério Público neste caso, pela improcedência do recurso, ou seja para manter Pé de Boto no cargo.

Na ação as Coligações acusam o então candidato Ailson Santa Maria de distribuir combustível em troca de voto, abuso de poder econômico e caixa dois de campanha. Entre os indícios de irregularidade está a Nota Técnica da SEMA (Secretaria de Meio Ambiente do Pará) de que o Posto Conceição nunca obteve licença de operação, ou seja, seria clandestino.

O Juiz Eleitoral Alan Meirelles julgou a ação improcedente e entendeu que uma nota fiscal avulsa, datada de 03/09/2012, de menos de mil reais apresentada na prestação de contas de Pé de Boto respaldaria a distribuição de combustível a eleitores durante a carreata ocorrida em 01/09/2012.

Já a Coligação diz que foi feito o pagamento de um cheque de 25 mil reais ao gerente do Posto Conceição no dia 17 de setembro, o que demostraria o caixa dois de campanha, pois mais de 24 mil foram pagos para tal empresa e não declarados.

Esse processo foi pautado para 21/01/2014, mas foi retirado de pauta e depois de várias diligências, deverá seguir com o julgamento.

Ainda existem outras 3 ações eleitorais que pedem a cassação de Pé de Boto tramitando na Corte Regional Eleitoral e uma Ação Penal movida pelo Ministério Público por falsidade na declaração de bens apresentada por  Ailson Amaral para a Justiça Eleitorla em 2012.

Vejam o andamento do processo:

PROCESSO: RE Nº 30295 – Recurso Eleitoral UF: PA
6ª ZONA ELEITORAL
Nº ÚNICO: 30295.2012.614.0006
MUNICÍPIO: IGARAPÉ-MIRI – PA N.° Origem:
PROTOCOLO: 1040192012 – 12/09/2012 17:22
RECORRENTE: COLIGAÇÃO PROPORCIONAL COM A FORÇA DA FÉ A UNIÃO DO POVO O TRABALHO CONTINUA
ADVOGADO: JOÃO EUDES DE CARVALHO NERI
RECORRENTE: COLIGAÇÃO PROPORCIONAL FRENTE POPULAR
ADVOGADO: JOÃO EUDES DE CARVALHO NERI
RECORRENTE: COLIGAÇÃO PROPORCIONAL UNIDOS PELO PROGRESSO
ADVOGADO: GILBERTO SOUSA CORREA
RECORRENTE: COLIGAÇÃO PROPORCIONAL RECONSTRUINDO COM O POVO DE NOVO
ADVOGADO: JACOB KENNEDY MAUÉS GONÇALVES
RECORRIDO: AILSON SANTA MARIA DO AMARAL
ADVOGADO: SÁVIO LEONARDO DE MELO RODRIGUES
RECORRIDO: EDIR PINHEIRO CORRÊA
ADVOGADO: INOCÊNCIO MÁRTIRES COELHO JUNIOR
ADVOGADO: MANOEL ALMIR CARDOSO DA COSTA
RECORRIDO: COLIGAÇÃO DE MÃOS DADAS COM O POVO
ADVOGADO: ANDRÉ LUIZ TRINDADE NUNES
RELATOR(A): JUIZ MANCIPOR OLIVEIRA LOPES
ASSUNTO: ELEIÇÕES MUNICIPAIS 2012 – RECURSO ELEITORAL – AÇÃO DE INVESTIGAÇÃO JUDICIAL ELEITORAL – CARGO – PREFEITO – VICE-PREFEITO – ABUSO – DE PODER ECONÔMICO – CAPTAÇÃO ILÍCITA DE SUFRÁGIO – ELEITO – CASSAÇÃO DE DIPLOMA – INELEGIBILIDADE – IMPROCEDENTE (ART. 269, INC. I DO CPC) – MUNICÍPIO DE IGARAPÉ-MIRI – 6ª Z.E.
LOCALIZAÇÃO: CPRO-COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO
FASE ATUAL: 18/09/2014 10:51-RE nº 302-95.2012.6.14.0006 incluído na Pauta de Julgamento nº 64/2014 . Julgamento em 23/09/2014.
Seção Data e Hora Andamento
SAR 18/09/2014 10:51 RE nº 302-95.2012.6.14.0006 incluído na Pauta de Julgamento nº 64/2014 . Julgamento em 23/09/2014.
SAR 18/09/2014 10:51 Pauta de Julgamento nº 64/2014 publicada em 19/09/2014.

UMA AULA DE CIDADANIA: É POSSÍVEL FALAR E ESCREVER O QUE SE PENSA E SE VIVE ?

18 set

escritos do professor israel

A matéria abaixo é do Blog do Professor Israel Araújo, uma das poucas pessoas em Igarapé-Miri com coragem para dizer e escrever o que pensa e o que vive.

Ele trata em seu artigo sobre uma reflexão sobre os últimos fatos ocorridos em Igarapé-Miri E nos convida a pensar sobre temas como democracia, solidariedade, paz social e interior, e o futuro da sociedade Miriense:

SEGUE UMA NOTA SOBRE ALGUNS FATOS RELACIONADOS AO PREFEITO DE IGARAPÉ-MIRI, AILSON DO AMARAL (DEM), O “PÉ DE BOTO”

Prof. Israel Araújo

Há muitas publicações circulando na internet, majoritariamente em redes sociais e sites renomados (ex.: ORM, O Liberal, Diário online e Gazeta Miriense), sobre a prisão de dez pessoas em Igarapé-Miri, dentre as quais o atual prefeito municipal, Ailson Santa Maria do Amaral (DEM). A grande “baixa” é o Blog FOLHA DE IGARAPÉ-MIRI (Blog do Gleyson Castro, um dos mais lidos no município). Em rodas de conversas, esquinas e na imprensa do Zé Povo, muita gente tem me questionado sobre esse silêncio de um dos maiores blogueiros mirienses dos últimos anos. Sempre que um fato se mostrava público e relacionado ao prefeito miriense, Gleyson se manifestava, mas agora ainda não publicou nada (ATÉ 17/09). O porquê disso não nos cabe indagar.

De nossa parte, temos adotado grande caladismo sobre a gestão de Ailson do Amaral, às vezes replicando notas, às vezes manifestando pontos de vista – tentando mostrar mais de um lado da questão -, mas a nossa regra é deixar o prefeito fazer suas ações, as mais polivalentes possíveis, e colher (nós colhermos) os frutos desses esforços do homem forte de Vila Maiauatá e de agentes do Governo de Mãos Dadas com o Povo.

A cidade vive um caos (antes do dia de ontem): os serviços de saúde, pagamentos de muitos salários, ausência de prestação pública de contas de recursos recebidos e outros aspectos a considerar nos dizem claramente que vivemos a maior DESGRAÇA ADMINISTRATIVA de nossa história municipal (nada a ver com sentidos religiosos/cristãos). MAS isso é fruto de decisões coletivas; temos de viver isso, de sofrer tudo isso e ver se faremos a mesma coisa com nossa terra daqui a uns anos. Podemos protestar, questionar as ações dos agentes governistas (incluindo-se o prefeito Ailson), reunir para tratar das mazelas e/ou situações mais graves enfrentadas por nós, moradores e moradoras.

Mas a “caneta” fica com o prefeito, com o vice-prefeito, com secretários de governo e com vereadores/as, por exemplo. E essas pessoas podem fazer muita coisa; uma vez que estamos muito desunidos/as, faremos o quê? Resmungar pelos cantos de quase nada adianta. É claro que uma família cujo líder/provedor está há dois meses sem receber passa por apuros, e temos de entender seus desabafos. Mas essas situações foram ANUNCIADAS NOS COMÍCIOS de 2012: um dia 01 de setembro, na canto da Praça “Sarges Barros” e mais outros dois, sendo um no bairro do “Tucumã” (ou seja, Cidade Nova) e outro nas Cinco Bocas. Teve outras falas no Meruú, na Vila Maiauatá, nos rios do Miri e nas mais diversas ruas da cidade – nas quais Roberto Pina (PT) nem passava e Ailson “Pé de Boto” (DEM) reinava soberano. Nesses pronunciamentos públicos, o então candidato estava dizendo à sociedade miriense que modelo de governo (gestão pública) ele implantaria em Igarapé-Miri.

Eu aceito isso de alma lavada. Nada tenho a ver com a situação pela qual passamos hoje. Se nosso Miri estiver “muito bem”, como dizem governistas, aliados de Amaral, parabéns para todos/as nós; se não estiver nada bem, se estiver prestes a entrar em colapso, vamos “agradecer” a quem de direito.

PODEMOS NOS MANIFESTAR?

Há em nosso meio social centenas de conversas que ninguém quer publicar, todas sobre o modo de trabalhar de Ailson do Amaral; nelas muita gente demonstra medo e muito medo de manifestar o que pensa sobre o caso e poucas são as dezenas de pessoas que o defendem e se calam, ao mesmo tempo (quem o defende quase sempre publica seus posicionamentos). Por que não podemos falar o que pensamos sobre um prefeito ou uma prefeita de Igarapé-Miri? O que nós significamos na nossa arena política municipal? O nosso valor se resume a “dar o voto” a cada dois anos? E se nos manifestássemos, sofreríamos que desvantagens por isso?

DEVEMOS TER MEDO E MUITO MEDO DO PREFEITO?

No dia 16/09/2014 uma das milhares de pessoas que defendem o atual prefeito miriense saiu de um carro e veio falar com uma pessoa querida minha. Meu conhecido perguntou pelo prefeito, se estava em Belém etc. (de maneira bem humorada). O defensor de Ailson respondeu: “Ele [prefeito] tá em Belém, não tá preso; tá só prestando depoimentos. Agora, eu tenho pena é de quem falou isso, quando ele voltar”. Respondeu meu colega, brincando: “Por que, o que ele vai fazer…?” E o camarada disse: “Não, ele não faz mal pra ninguém….”

Nisso essa pessoa que informava sobre o prefeito se calava, mas parecia querer falar mais, meio “embuchada”. Fiquei me perguntando: Será um recado que o camarada manda pra mim, pois ele viu que eu escutei as falas e ele sabe que eu não morro de paixão por Ailson. Tenho, sim, paixões, mas as mesmas não são da conta de (quase) ninguém. Por que toda essa sensação de ameaças, conforme insinuado pela voz do homem que saiu do carro…? Teremos mais pessoas ameaças, violentadas em suas dignidades?

Ainda chegarão os dias em nossos filhos, filhas, netos e netas irão dizer?:

“Quando fulano era vivo, a gente ainda escrever numa rede social”;

“Quando meu avô, o professor Israel, era vivo, antes de ele ser ASSASSINADO, a gente tinha um jornal que era produzido pelo irmão dele, o Isaac. Lembram deles, como foram assassinados?”

“Quando o Josias Belo era vereador, vocês lembram, ele denunciava muita coisa; mas nos dias de hoje…”

DIREITOS HUMANOS…

Faz pouco mais de um mês que uma ex-prima minha (uma pessoa que hoje não merece nem dois minutos de minha atenção, já que ela sentia gozos antecipados pela minha possível morte) foi a uma casa de pessoa querida minha, às gargalhadas, dizendo que “bem feito”, que além do Isaac, eu também estaria em uma lista de pessoas que devem(riam) MORRER, devem ser ASSASSINADAS por encomenda nesta cidade. O prazer dela era devido ao fato de Isaac e eu escrevermos e falarmos o que pensamos sobre as mazelas instaladas nesta terra (Isaac foi ameaçado de morte, dia 12/06/2014; eu nunca recebi e/ou soube de coisa parecida decidida a meu respeito). Pedi a proteção de Deus e continuo vivo, até esta data.

Isaac foi à Polícia Civil do Pará e às demais instâncias às quais conseguiu ir pedir intervenção; a Assembleia Legislativa do Pará (ALEPA), através da Comissão de Direitos Humanos, veio até Igarapé-Miri, ouviu as queixas das pessoas, recebeu denúncias por escrito e levou o caso até o Ministério da Justiça – em Brasília.

Tivemos de nos pronunciar sobre a onda de mortes, extermínios e demais violências em acontecimento na cidade miriense, pois a Comissão de Direitos Humanos não sabia desses fatos; não acusamos nem “A”, nem “B” (pois não sabemos quem mata; quem deve saber disso é a Polícia, através de suas inteligências). Na mesma tarde, pessoas diziam: “olha, professor, foi muito bonito o que o senhor falou lá, mas o senhor corre muito risco(…)”. Eu só respondi que se eu ficar calado, também corro risco… No outro dia, o prefeito Ailson do Amaral esteve na Rádio miriense Progresso FM (freq.. 88,7) e disse o que ele pensa sobre muitas pessoas desta cidade, lideranças que ajudaram a trazer a citada Comissão até Igarapé-Miri. Seu assessor pessoal e assessor jurídico do governo, advogado Amadeu Pinheiro Corrêa Filho, esnobou da Diligência realizada por essa Comissão e disse que foi uma “ação política” para prejudicar Ailson e que ele, Amadeu, se sentia uma “flor amarela” em meio a uma multidão “vermelha”. Ailson disse, usando de sua peculiar escolha vocabular, que aquilo (ação da Comissão da Alepa) era uma coisa de “quatro gatos pingados do PT”; que seriam pessoas que estariam inconformadas com a derrota eleitoral, de 2012 (Roberto Pina (PT) foi derrotado por ele, em eleição para prefeito de Igarapé-Miri).

Ora, poderíamos perguntar: se 26 ou 28 pessoas são assassinadas em uma cidade pequena, entre 01 de janeiro e 16 de setembro do mesmo ano, isso é coisa que deve ser desconsiderada? Por que um prefeito ou uma prefeita JURA DIANTE das leis do país, prometendo que promoverá, através de suas ações de governo, o bem-estar dos munícipes que moram onde essa pessoa governará? Onde está o “erro”, quando pessoas pedem SOCORRO às autoridades para que a cidade onde moram seja tratada com mais amor, que as polícias trabalhem com mais transparência, que os vereadores/as possam fazer o seu trabalho de FISCALIZAÇÃO (quem quiser fiscalizar)? Por que temos tanto medo de falar, refletir, trocar ideias, quem sabe até contribuir com as discussões importantes que acontecem em uma cidade como a nossa?

Qual será o fim disso tudo?

Seremos apenas uma lembrança na história local e/ou na memórias de nossos entes queridos/as?

MUITAS, MAS MUITAS PUBLICAÇÕES

Dentre tantas e tantas publicações encontradas, que tratam da ação coordenada pelo MPE (Ministério Público Estadual) e Polícia Civil do Pará, realizada ontem em Ig.-Miri, há dados desencontrados, mas todas falam de prisão temporária (de 30 dias), que pode ser prorrogada ou pode até ser convertida em prisão definitiva. Se as pessoas ficarão presas, se não ficará, se já estão soltas etc., esses dados devem ser publicados. Por que não podemos falar sobre isso?;;;;

O prefeito de Igarapé-Miri, Ailson, já disse, na terça mesmo, que é “inocente até a alma”, que isso “é uma tremenda covardia” possivelmente de seus “adversários” políticos; que provará “sua inocência”, e garantiu que será reeleito prefeito: “Vou ganhar de novo as eleições em Igarapé-Miri”. Por quê, indagou um membro da imprensa; “porque o povo gosta de mim”, respondeu Amaral. O que isso quer dizer? É um TAPA NA CARA do povo miriense? Sabemos que sim, mas ele pode se defender, pode falar o que pensa, pode fazer muitas coisas (a lei lhe garante muitas coisas; temos de entender e aceitar isso). Se a justiça não acatar as denúncias, as provas oferecidas pelo MPE e Polícia Civil, se ele ficar fora do cargo de prefeito etc., tudo isso deve ser entendido com pertencente à democracia.

Se não gostamos da democracia, da forma que a mesma está “consolidada” hoje, podemos pedir que a Ditadura dos anos 1960, 70 e 80 volte; que pessoas sumam, fiquem desaparecidas, que grávidas sejam estupradas, torturadas, professores e intelectuais fiquem presos, que parlamentares percam seus mandatos e direitos políticos, que o Congresso Nacional (ou um “chiqueiro nacional”, como dizem uns) seja fechado etc. Mas essa é a realidade que temos hoje, podemos não concordar com ela: e não dá mesmo pra concordar, dizer que tá tudo bem, mas tá melhor do que há umas décadas trás.

Isso mudou PORQUE pessoas, entidades, segmentos sociais organizados, lideranças políticas (as que nos defendem) se mobilizaram e, pelo trabalho árduo de muitos, pelos protestos de muitos/as, nossa realidade melhorou um pouco.

E se ficarmos calados em Ig.-Miri, nestes anos de 2013, 2014, 2015…, se nada fizemos, se não nos organizarmos e se nada cobrarmos de autoridades, qual será nosso futuro? Melhor ou pior do que este futuro de 2014 (em 1982 o quadro era bem pior).

O que queremos pra nosso município?

Umas poucas dezenas de pessoas nos calarão? Calarão mais de 30 ou 40 mil pessoas? Que legado deixaremos aos nossos entes que ainda nascerão e aos que já estão quase nos multiplicando?

Sem as lutas de décadas atrás, este Blog não existia. Essas redes sociais seriam bloqueadas, não existiriam.

Não teríamos cargos providos por meio de Concursos Públicos; os “coronéis” continuariam mandando e desmandado – bem mais do que os de hoje – em nossos destinos. Nossos votos seriam bem mais direcionados do que as violações de direitos humanos praticadas nos dias de hoje.

Teríamos uma vida muito mais difícil do que a que levamos hoje. É claro que Igarapé-Miri regrediu a uma espécie de ditadura, só que “branca”, as liberdades individuas estão muito cerceadas, mas ainda podemos escrever e publicar, falar de nossos pontos de vista.

Mas, se nada fizermos, nada dissermos, se não pensarmos nas ESCOLHAS coletivas que temos feito e nas que temos de fazer, aí eu lamento muito, mas desceremos uns bons degraus nos próximos 6, 10 anos.

As pessoas mortas não voltam mais. Mas nós podemos continuar lutando por uma vida melhor.

O que significa viver?

O que significa ter vida em abundância, a vida que Jesus Cristo veio trazer até nós? (É nisso que cristãs e cristãos acreditam)

O que significa ter liberdades, individuais e coletivas?

O que significa máxima constitucional que diz que todo o poder surge do, tem origem no, POVO – que o exerce diretamente ou através de representantes eleitos?

O que significa máxima constitucional que diz que a manifestação do pensamento é livre, apenas não podendo ser externado de maneira anônima?

É claro, é óbvio que alguém pode nos ameaçar, nos humilhar (p. ex. plantando provas em nossas vidas, adulterando investigações, fazendo com que o Mal aparece ser Bem, e o Bem se torne Mal aos olhos dos julgadores), pode nos MATAR; mas vamos ficar quietos, esperando essas mortes chegarem? Ou vamos tentar intervir e ver se ajudamos a construir uma Igarapé-Miri menos injusta, mais humana, melhor para todos nós?

Se nada conseguirmos colher, que tenha valor ao menos a intenção das sementes… plantadas.

São pontos de vista; o senhor, a senhora, pode pensar de maneira diferente, enunciar de maneira diferente, mas use seu direito de falar e se manifestar. 

DIÁRIO DO PARÁ: RELAÇÃO DE PÉ DE BOTO PRÓXIMA A JATENE…SERÁ ?

18 set

PABLO COM ITALO E JATENE

No jornal Diário do Pará de hoje existe ainda uma outra matéria que trata da proximidade política de Pé de Boto e Jatene.

Foi postada ontem e hoje também uma foto de Pé de Boto ao lado do governador, possivelmente em audiência no Palácio dos Despachos.

Mas será que o governador é próximo de Ailson Amaral ?

Ao que se sabe Pé de Boto recebeu um amplo apoio para a eleição de diversos grupos políticos, todos ligados ao governo.

Quem é mais próximo do governador e do prefeito, certamente é Ítalo Macola, que é do PSDB, já exerceu altos cargos no governo e inclusive a vaga de deputado estadual. A foto de recebimento de prefeito com governador é fato corriqueiro, pois institucionalmente atende até mesmo os de oposição.

Dizer que Pé de Boto comandaria a campanha de reeleição de Jatene na região também parece não ser um fato público. Que ele apoia o governador e Ítalo Mácola e  Antonio Armando Júnior é mais fácil de se afirmar.

Nem mesmo na visita de Jatene em Igarapé-Miri o prefeito acompanhou a carreata, apenas um de seus filhos e vários aliados. Quem mais esteve presente foi Dilza e Ítalo Mácola, sendo que hoje a ex-prefeita apoia Ana Cunha (estadual) e Nilson Pinto (federal). A carreata não recebeu o apoio que era esperado da população.

PE DE BOTO COM AUTORIDADES NA PMIGM

A relação entre Ítalo e Pé de Boto também foi muito divulgada pela obra da Ponte, como se fossem os grandes articuladores do feito. Só que o projeto da ponte sobre o Rio Igarapé-Miri e Meruú está nos planos de governo faz muito tempo, parte do projeto também passou pelo governo Ana Júlia. Mas como as obras começaram no atual mandato de Jatene apareceram muitos “pais” da criança.

No caso da obra de “asfaltamento” da cidade e da estrada da Vila de Maiauatá, aí sim houve ampla divulgação, até com fotos de que Pé de Boto e Ítalo teriam sido agraciados pelo governo estadual. Tal fato foi objeto de matéria no GM.

Mas nunca se viu esse suposto “CONVÊNIO DO ASFALTO”.

Na cidade o tal asfalto ainda não chegou, só as placas. E a eleição está na porta.

Na estrada da Vila, que é de competência do Governo Estadual, a empresa contratada iniciou trabalhos, mas o asfaltamento não passou de poucos quilômetros e o restante continua quase intrafegável.

Nessa guerra entre Diário e Liberal tá valendo tudo para vincular fatos negativos com os candidatos ao governo. Basta lembrar que no caso da Operação CALÇA CURTA em Pirabas, o Jornal O Liberal divulgou diversas fotos do prefeito investigado com Jáder e aliados do PMDB.

Agora se faz a mesma coisa, diante da vinculação política dos investigados com os políticos em campanha.

No entanto, a investigação policial não busca caráter político, apenas apura as denúncias de crimes, que são graves, mas que ainda não podem servir de condenação aos envolvidos.

Vejam a matéria do Diário do Pará disponível no DOL e tirem suas conclusões:

RELAÇÃO COM JATENE É BEM PRÓXIMA.

Após prestar depoimento no inquérito policial aberto para apurar as acusações contra o grupo que está preso – dois policiais citados no mandado de prisão expedido pelos desembargadores do Tribunal de Justiça, Rômulo Nunes e Vânia Lúcia da Silveira, não foram encontrados e oficialmente estão na condição de foragidos -, o secretário de Obras, Ruzol Gonçalves, por intermédio de seu advogado, pediu para cumprir em casa o mandado de prisão temporária. Alegou, para isso, que sofre de problema cardíaco.

Os documentos apreendidos na prefeitura e na residência de alguns presos na operação, ainda de acordo com o procurador, não foram examinados pelos investigadores. Isso deverá ser feito nos próximos dias, numa reunião com auditores do Tribunal de Contas e com o delegado responsável pelo inquérito. Esses papéis devem passar também por uma perícia para compor a ação processual do Ministério Público. O patrimônio de “Pé de Boto” também será investigado, porque ele próprio teria dito a um policial que alguns bens que possui não haviam sido declarados.

O prefeito, nos últimos meses, mergulhou de cabeça na campanha do governador Simão Jatene, a quem apoia no município e de quem recebe apoio recíproco. “Pé de Boto” foi recebido várias vezes por Jatene, tratando da campanha eleitoral do candidato do PSDB. Em troca do empenho do prefeito, o governador prometeu concluir uma ponte sobre o rio Igarapé-Miri, de acesso àquela cidade.

(Diário do Pará)

 

DIARIO DO PARÁ: SURGEM NOVAS DENÚNCIAS CONTRA PÉ DE BOTO

18 set

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O Diário do Pará de hoje estampa nova matéria sobre a OPERAÇÃO FALSO PATUÁ e a denúncia de compra de uma fazenda no valor de mais de 4 milhões de reais.

Vejam o que está no Portal do DOL:

Diário Online – Portal de Notícias do Pará e do Munco – Pará – Surgem novas denúncias contra Pé de Boto

O prefeito Ailson Santa Maria do Amaral, o “Pé de Boto”, preso anteontem em Igarapé-Miri, município que ele governava, sob a acusação de ter criado um grupo de extermínio de pessoas, abrir empresas de fachada e comandar esquema fraudulento em procedimentos licitatórios para o próprio enriquecimento, além da suspeita de chefiar uma quadrilha envolvida com tráfico de drogas, dificilmente voltará ao cargo. É que, depois da prisão dele, do secretário de Obras do município, Ruzol Gonçalves, e seus dois filhos, Rafael e Renato Gonçalves, além de seis policiais militares, novas denúncias chegaram ao conhecimento do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do Ministério Público do Pará e dos órgãos de segurança.

“Pé de Boto”, segundo novas denúncias, teria comprado no município uma fazenda com milhares de pés de açaí plantados, por R$ 4,5 milhões, para se transformar em um dos maiores empresários desse ramo de negócios, fornecendo o produto para os mercados nacional e internacional. A denúncia foi feita pelo vice-prefeito, Edir Corrêa Pinheiro, que deve assumir o lugar do prefeito pelos próximos trinta dias em que o acusado estiver na cadeia.

Pinheiro revelou ao procurador de Justiça, Nelson Medrado, que já foi ameaçado de morte por “Pé de Boto”, que apontou uma arma para ele. “O vice contou que o prefeito comprou o açaizal e colocou em nome de um segurança particular. Não vi ainda os documentos dessa transação ou se existiu alguma procuração passada para que o negócio fosse fechado”, informou Medrado, acrescentando que Pinheiro lhe disse que a compra na fazenda foi divulgada pelo prefeito na página dele no Facebook.

Em uma nova diligência do Gaeco, realizada ontem, os integrantes do MP e policiais estiveram na sede da empresa M. M. Lobato, na rodovia Augusto Montenegro, em Belém, que vende medicamentos para várias prefeituras, inclusive a de Igarapé-Miri. Um fato que chamou a atenção de Medrado foi a informação do prefeito ao Tribunal de Contas dos Municípios de que havia pago a M. M. Lobato pelos remédios adquiridos. Os responsáveis pela empresa, durante a operação, afirmaram que forneceram os medicamentos, mas não receberam até hoje o pagamento.

Notas fiscais e outros papéis foram apreendidos na empresa. Um diretor exibiu para os integrantes do Gaeco uma cópia do contrato firmado com a prefeitura para o fornecimento dos remédios, coisa que Ailson Amaral, o “Pé de Boto”, omitiu do TCM. Os papéis, depois de examinados pelo Gaeco, serão remetidos para o Tribunal de Contas.

Sobre a existência de um grupo de extermínio que atuaria em Igarapé-Miri sob o comando prefeito – que incluiria 13 assassinatos –, Medrado declarou ao DIÁRIO que uma senhora esteve ontem na promotoria de Abaetetuba para denunciar que um filho dela teria sido morto pelo grupo ligado ao prefeito “Pé de Boto”.

Segundo Medrado, todas as informações precisam ser checadas para que se chegue ao número real de mortes. “Fala-se que 50 assassinatos teriam ocorrido, mas precisamos saber se isso é verdade ou exagero”, concluiu o procurador de Justiça. “O que estamos investigando são treze mortes, mas, se outras denúncias concretas surgirem de mais assassinatos, teremos de apurar tudo com rigor e cuidado”, disse Medrado.

OPERAÇÃO FALSO PATUÁ: MP DÁ COLETIVA SOBRE PRISÕES EM IGARAPÉ-MIRI

17 set

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A notícia foi divulgada hoje (17/09) no site do MP do Pará as fotos sobre a coletiva e entrevista de procuradores sobre a Operação que levou o Prefeito Pé de Boto e outras 9 pessoas a serem presas:

IGARAPÉ-MIRI: Acusado de homicídios e desvio de verbas, prefeito é preso pela Operação Falso Patuá”

Investigações do Grupo de atuação especial de combate às organizações criminosos (Gaeco) do MPPA e dos órgãos de segurança apontam que o prefeito criou grupo de extermínio (13 homicídios), criou empresas de fachada e esquema fraudulento em procedimentos licitatórios para enriquecimento pessoal. Ele atentou contra o regime democrático de direito, contra a vida de pessoas e as liberdades individuais.

Implantou um clima de terror na cidade e violou todos os princípios da administração pública, disse o procurador Nelson Medrado. Medrado argumenta ainda que nesses 30 dias no período da prisão o caminho mais rápido para se resolver é o processo de cassação. E já. Mas, segundo uma fonte na região,os 13 vereadores que compõem a câmara municipal estariam também reféns do prefeito e ameaçados de morte.

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OPERAÇAO 

Operação conjunta do Gaeco/MPPA e da PC, intitulada Falso Patuá, na terça (16) em Igarapé Miri, nordeste paraense efetuou as prisões do prefeito Ailson Santa Maria do Amaral (DEM), do secretário de obras, Ruzol Gonçalves e seus dois filhos Rafael e Renato Gonçalves e de 6 policiais militares (cabos e soldados).

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MANDADOS - A operação cumpriu 10 dos 12 mandados de prisão e de busca e apreensão de documentos expedidos pelos desembargadores Rômulo Nunes e Vânia Lúcia da Silveira do TJ/PA. Dois policiais ainda estão foragidos. A busca e apreensão foram efetivadas na sede da prefeitura, secretarias e quatro (4) empresas comerciais na região. Uma dessas empresas foi aberta pelo prefeito Ailson Amaral em nome do seu motorista particular. As outras empresas pertencem aos filhos do secretário de obras. A operação coordenada pelo Gaeco, tendo à frente o promotor de Justiça Milton Lobo Menezes, acompanhado do procurador Nelson Pereira Medrado, e os promotores Harisson Bezerra e Wilson Brandão, agentes do Gaeco e delegados da PC, Marcos Miléo e Sílvio Maués, acompanhados do delegado-geral da PC Rilmar Firmino. Leia a entrevista com PJ Milton Menezes sobre a operação deflagrada pelo MPPA e PC em Igarapé Miri, nordeste paraense.

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Assessoria de Imprensa:

O prefeito criou mesmo um grupo de extermínio?

PJ Milton Menezes: É o prefeito estava sendo investigado neste sentido de comandar, na verdade, uma organização criminosa voltada a um grupo de extermínio, além dos crimes contra a administração pública como fraude de licitação e outros crimes de improbidade administrativa.

AI: O prefeito fica somente 30 dias preso?

PJ MM: Sim, por que como estamos em investigação, a prisão temporária é para que ele não atrapalhe a investigação. Se durante esse período de 30 dias, se conseguirem elementos de provas suficientes para fazer com que seja decretada a prisão preventiva dele, vai ser requerida a prisão preventiva.

AI: Já dá para avaliar o rombo que ele deixou?

PJ MM: É difícil saber. O Tribunal de Contas vai ter que fazer uma auditoria realmente em profundidade.

AI: E sobre as pessoas que ele teria mandado exterminar? PJ MM: Também agora a gente espera que apareça mais, por que se tem entre 12 a 13 homicídios que imputam a esse grupo de extermínio. Agora com a prisão dele pode ser que apareçam outras pessoas relatando fatos semelhantes.

AI: E o vice-prefeito assume?

PJ MM: Isso o prefeito assume, pela ordem de vocação constitucional ele assume.

AI: O Ministério Público pretende fazer ainda mais investigações?

PJ MM: Sim. Com a análise dessa documentação apreendida e a oitiva de outras testemunhas que, por ventura, possam prestar depoimentos, pode-se aprofundar ainda mais a investigação.

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OPERAÇÃO FALSO PATUÁ: MP DIZ QUE CÂMARA DEVE CASSAR PÉ DE BOTO

17 set

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O Ministério Público e a Polícia Civil concederam coletiva para a imprensa no dia de ontem e novas informações foram destacadas sobre a OPERAÇÃO FALSO PATUÁ.

A manifestação do Procurador Nelson Medrado (foto acima de preto, ao lado do Delegado Geral), opinando que o melhor seria a cassação de Pé de Boto pela Câmara teve repercussão no blog da jornalista Franssinete Florenzano.

Mas todos em Igarapé-Miri sabem que isso dificilmente vai acontecer. Até poucos dias atrás a maioria dos vereadores davam apoio ao Prefeito.

É certo também que não existe ainda uma definição sobre a situação de Pé de Boto, pois a prisão foi feita apenas para dar suporte às investigações do Ministério Público e da Polícia.

O prazo é de 30 dias e ele pode ser solto antes ou depois, isso ainda vai depender do que está sendo apurado em sigilo.

A população aos poucos vai tomando conhecimento dos fatos pelos noticiários e divulgação dos órgãos competentes.

Muitos já divulgavam ontem que nem seria prisão, a polícia teria ido apenas buscar as pessoas para prestar depoimento em Belém. Hoje novo boato alerdou que a liberação iria ocorrer até o fim da tarde e seria feita uma festa na cidade.

Ou seja, o que existe de certo é aquilo que está divulgado no site do MP e nos jornais. O restante ainda teremos que aguardar e conviver com os boatos.

A Câmara Municipal tem independência e se o Prefeito for denunciado no parlamento os vereadores terão que dar uma definição.

Mas será que existe disposição para levar adiante um processo de cassação ? Será que os vereadores iriam de fato investigar e julgar o prefeito ?

Vejam a matéria Blog da Franssinete Florenzano

MEDRADO PREGA A CASSAÇÃO DE PÉ DE BOTO.

A situação era muito grave em Igarapé Miri, pelo que apontam as investigações do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do MPE-PA e dos órgãos estaduais de segurança, que deslancharam a operação “Falso Patuá”, a partir dos mandados expedidos pelos desembargadores Rômulo Nunes e Vânia Silveira, do TJE-PA: o prefeito “Pé de Boto” criou grupo de extermínio, empresas de fachada e esquema fraudulento em procedimentos licitatórios para enriquecimento pessoal. “Ele atentou contra o regime democrático de direito, contra a vida de pessoas e as liberdades individuais. Implantou um clima de terror na cidade e violou todos os princípios da administração pública”, afirma o procurador de Justiça Nelson Medrado, que entende ser a cassação imediata do prefeito a melhor alternativa para a cidade, já que os 13 vereadores que compõem a Câmara Municipal estariam ameaçados de morte. 

O Tribunal de Contas dos Municípios vai fazer uma auditoria na prefeitura. Com a análise da documentação apreendida e a oitiva de outras testemunhas, o MPE-PA pretende aprofundar a investigação.

DIÁRIO DO PARÁ: QUADRILHA COMANDADA POR PREFEITO É PRESA

17 set

DIARIO DO PARA 17 SET PRISAO PÉ DE BOTO

Essa é a manchete do Diário do Pará de hoje (17/09) em sua página de capa.

A foto de Pé de Boto (DEM) ao lado de Jatene (PSDB) e a informação de que o Prefeito coordenava a campanha na região certamente que é mais uma alfinetada por conta da campanha eleitoral em curso.

É verdade que Pé de Boto e seus aliados apoiam Jatene, Ítalo Mácola, Antonio Armando Júnior e outros. Mas o fato do envolvimento na campanha não pode levar o leitor a pensar que as acusações feitas pela Polícia e MP também sobrem para os demais políticos.

A Polícia Civil, mesmo subordinada ao governo, deu provas neste caso que a conduziu a investigação sem qualquer intervenção política, tanto que o governador esteve em campanha em Igarapé-Miri e recebeu apoio e foi fotografado até mesmo ao lado do filho do Prefeito Pé de Boto, conforme matéria publicada no GM.

Na Coluna Repórter Diário também tem comentário sobre a situação do município:

REPORTE DIARIO 17 SET PRISAO BOTO

A matéria sobre o tema releva que as autorizações para as prisões foram do Desembargador Rômulo Nunes e Vânia Silveira e o prazo de 30 dias de recolhimento é temporário, podendo ser prorrogado ou convertido em prisão preventiva.

Toda a investigação teria se iniciado a partir da tentativa de homicídio da 3 advogados, incluído a esposa do delegado Éder Mauro:

DIARIO DO PARA 17 SET BOTO PRESO

Em outra coluna do Jornal se diz que “nao se fazem mais botos como antigamente”:

NAO SE FAZEM MAIS BOTOS COMO ANTIGAMENTE

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